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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

09
Ago20

Botão Orgulho Gay

Rita Pirolita

"O exibicionismo e imposição em demasia tiram legitimidade e seriedade a qualquer luta!"

Este foi o comentário que fiz a um post sobre a adesão ao botão do Orgulho Gay, que está disponível durante o mês de Junho. 

Não sei se me orgulhe da resposta que dei, mas talvez suscite dúvidas e não sei bem como a justificar. 

O post tinha muitos heterossexuais a reclamar atenção, botões, reconhecimento e direitos que haviam causas mais nobres, que os lobbys neste grupo eram fortes e dominantes, blá blá blá...  

A luta por respeito à existência, seja de quem for é de louvar e aderir, por outro lado a imposição satura, tira força e distorce a defesa de qualquer causa. 
Se é para ver pessoas disfarçadas daquilo que gostariam de ser na vida real o ano inteiro, vestidas de cabedal, com perucas, quase nus?...Isso já vejo na altura do Carnaval e eu que acho que a vida devia ser um festejo real diário, mas carnavalesco não.   
Se é para ver grandes linguados e apalpões no meio da rua, desculpem mas quero pensar que a intimidade ainda pode ser privada e por isso não tenho que levar com manifestações lascivas em público, venham elas de LGBT ou heterossexuais. 
Já as manifestações de carinho em público fazem muita falta, numa sociedade que precisa de parar mais para pensar na cumplicidade das relações, sejam elas de amizade ou amor. 
A existência nunca poderá ser condenável pela diferença, por isso no fundo todos pertencemos a uma e à mesma causa, seja ela contra a violência, o abuso, o tráfico, etc.
No fundo todos somos pela causa LGBT desde que os LGBT não sejam só pela causa LGBT.
Se calhar pensando melhor não precisava de explicar mais nada para além daquilo que escrevi. 
As primeiras são sempre as melhores, sejam cerejas, palavras, intuições ou ideias!  
 
06
Ago20

Ai Gentil Martins

Rita Pirolita
Veio a lume mais uma polémica perante as declarações do nosso médico que se voluntariou para separar pessoas, sobre a homosexualidade ser uma anomalia. 
Provavelmente um médico considera anomalia uma condição do foro fisico e psicológico e não algo que foge da normalidade com consequências sociais. 
Como agora não se pode dizer nada que somos logo apelidados pelo BE de racistas, machistas, homofóbicos ou xenófobos, pois aqui deixo a minha singela embora extensa opinião.
Já ouvi chamar machistas a algumas mulheres e não terá sido por serem lésbicas sapatões, mas apenas e simplesmente por não malharem nos homens a torto e a direito por dá cá aquela palha. 
As feministas partem logo do princípio que se defendes os homens ou reconheces a sua simples existência estás imediatamente contra as mulheres. 
Ora esta atitude só pode ser justificada por ressabiamento e revolta com tudo na vida, fazendo destas lutas o bode expiatório para exorcizar medos e inseguranças, o que tresanda a gente desequilibrada, ninfomaníacas agrilhoadas na sua loucura, pelo politicamente correcto. 
Os homossexuais que eu saiba sempre existiram, umas vezes aceites e tolerados, outras descriminados e olhados de lado por serem vistos como a excepção que não se reproduz.
Agora que lhes é dada voz tentam dominar, impor e condicionar em seu proveito, todas as esferas da vida com protestos e atitudes e algumas exibições exuberantes, para terem a certeza que não passam despercebidos na defesa dos seus direitos e liberdade de expressão sexual, mostrando que os heterossexuais andam a perder muita loucura e gozo na vida. 
Pela parte que me toca a homossexualidade nunca foi comparável às minhas escolhas e condição, em alegria, gozo, liberdade ou prazer, nem nunca se poderá materializar numa ameaça à extinção da humanidade, nem atentado à sexualidade da maioria, vista como enfadonha.
Não sei se será correcto agradecer ou aplaudir como se de um espetáculo se tratasse, mas pelo menos sinto-me feliz que estas 'anomalias' mostrem ao mundo que não convém sermos todos iguais, eu também sou única e solitária na visão e relação muito peculiar com o mundo e suas pessoas.  
As mulheres que se insurgem contra a violência doméstica exercida sobre vitimas indefesas, fazem muito bem, embora estas atitudes de abuso e agressão sejam o prato de cada dia neste mundo, ninguém se deve calar e todos devemos denunciar. 
As mulheres pela sua fraqueza na compleição fisica e condição de mães foram protegidas de ir às guerras, essa inferioridade, na visão de muitos homens alastrou-se também à inteligência, o que não mostrou ser verdade, visto que perdendo em força física, acabaram por desenvolver estratégias que lhes permitiram dar a volta ao bom jeito feminino ao controlo dos homens, que tentando anular os seus gostos e prazeres, defendiam a honra impondo a fidelidade a ferro e fogo, nem sempre com êxito. 
As mulheres de outra condição que perdiam na honra mas ganhavam com a má fama, vendiam prazer negado pela religião em ambiente doméstico e familiar. 
A promiscuidade, a pedofilia, violações, tráfico humano, exploração sexual, infelizmente vão continuar a existir e são reflexo de uma sociedade doente, por outro lado, a maioria não tem que ter vergonha nem esconder comportamentos que outrora eram considerados desviantes, desde que sejam saudáveis e não magoem ninguém.
Os homens também sentiram desconforto ao lutar em guerras, ao matar, ao sofrer em trabalhos forçados em sítios inóspitos, ao serem dominados e escravizados por outros. 
Eu sei que todos os costumes e hábitos exigem algum tempo de mudança e adaptação e que nada muda se a revolta não agitar a estagnação e combater o comodismo e resignação. 
Se alguns homens continuam a considerar as mulheres como seres inferiores e lhes batem e humilham por insegurança para que façam parte do seu domínio territorial e animalesco porque foram mal amados e nunca saberão gostar de ninguém ou se alguns até se acobardam perante a ferocidade das feministas independentes e têm receio de mostrar a sua masculinidade? Sim a tudo. 
Se as elites sempre abusaram, roubaram, escravizaram, dominaram e fizeram questão de manter a pobreza como húmus para a sua riqueza, sendo que a maior descriminação se faz automaticamente com base na posse material e tudo se move por dinheiro, até montanhas? Sim a tudo outra vez. 
Se ninguém, nunca chamou à atenção, apontou o dedo ou condenou os senhores das guerras deste mundo? Não. 
Se massacramos a própria espécie com violência gratuita e não por razões de sobrevivência, quer dizer que alguém que mata ou manda matar apenas por ser de um pais, raça, religião ou bairro diferente, não se tem em boa conta. Defende-se e ataca os maus antes que seja atacado pelos maus que o próprio mau quer matar. 
Afinal sabemos porque nos magoamos e destruímos, atrás das lutas em defesa do bem da humanidade e do planeta está escondida a enorme vergonha de sermos o que somos, FEIOS e MAUS.
25
Jul20

Lula, mártir

Rita Pirolita
A prisão de Lula teve contornos políticos apenas para impedir nova candidatura, com justiça nada tem a ver, ele sabe melhor que ninguém que não irá cumprir 12 anos de prisão, os mártires de longa data já não se produzem e a tendência é o povo ficar tão mais mergulhado na insegurança e violência quanto mais irá aceitar a força militar que assegure minimamente as suas vidas sem olhar a controlos déspotas, um regime de elites, as mesmas sem as quais Lula nunca singraria! 
17
Jul20

Sulilândia

Rita Pirolita
Uma semana decorrida no país das fanecas e besugos e mais propriamente no local dos carapaus de corrida, num trio de horas de saída já me deparei com cromos e situações em barda com sustos de 5 em 5 segundos. 

Além de ontem à noite terem morto uma pessoa à facada, na bomba da gasolina por aqui perto, esta Margem Sul continua com aquele equilíbrio periclitante entre violência e pacatez e como já adivinharam vou falar do marasmo e monotonia dos velhos que ficaram e seguram as pontas e da miscigenação que esbate cores e comportamentos por estes lados, em vez dos pormenores de sangue a que não sou insensível de todo e até me fazem arrepiar e questionar todos os dias em que mundo vivo e para onde caminhamos, quando vamos parar e como vamos acabar?...

Nesta margem da Sulilândia, desde que pus o meu pé de princesa tamanho 41 fora de portas a magia deu-se... 

Primeira dificuldade, entrada árdua em entroncamentos com visibilidade dificultada por tapumes, publicidade, arbustos descontrolados, bermas selváticas, sobrevive-se até à próxima rotunda onde ninguém respeita as regras de entrada, contorno e saída, mais um anjo que nos põe a mão por baixo sem nos enfiar o dedo no cu que nos pode enrabar desta para melhor ou despachar para o hospital! 

Desvio-me de condutores de Mercedes e Audis que nunca percebi porquê acham que têm direito a mais estrada que os outros e com a mania das grandezas e vistas dilatadas devem achar que o seu bólide é maior que um comboio, caros condutores destas marcas, hoje passei por um Lamborghini estacionado em passeio de terra batida, isso é que é vender droga à séria, agora vocês novos ricos empertigados, só vendem chamon caldo Knorr e louro prensado! 

Entro no segundo balcão dos CTT, depois de correr papelarias, à procura de um simples cartão de telemóvel, que parece estar esgotado, tenho a sensação de estar nas Filipinas onde só vendem comprimidos à peça e quando há.

Até obter um cartão que seja, na verdade até precisava  de dois, vou deitando o olho pela fauna, ciganos de BMW a receber rendimentos pagos pelos impostos dos outros, inclusive das senhoras que os atendem ao balcão com salamaleques de simpatia forçada mas tem de ser, já que estão lá batidos todos os meses e vivem por ali perto ou até são vizinhos, homens de meia idade vestidos à jogador da bola com pinta de Quinta do Conde, cabelos oleosos e muita carapinha. 

Depois de 10 números despachados, chega a minha vez, peço dois cartões e só me arranjam um, refundido na secretária da chefona que ainda olha para mim como a decidir se me concede o último ou guarda para um amigo ou familiar! Lá o deu de má vontade à colega e porque não deixei de lhe lançar um olhar perscrutador como a dizer, 'mas que é esta merda, já corri dois balcões dos CTT e não levo nem um cartão, quando até precisava de dois?' 

Lá saio rumo às estradas atropeladas de gente que se atiram como a tentar a sorte do suicídio assistido, por um qualquer automobilista incauto que circule e não dê conta fora das passadeiras de quem tomba para o lado contrário ao passeio!  

Quase a morrer do coração já não me compadeço com velhos à beira da estrada a ver passar os carros no ameaço da travessia, por mim ficam lá até ao fim do dia a comer pó e a cheirar gasolina! 

Continua a saga, passo por um camião que está parado à espera de passagem para virar em rua estreita sem levar muros atrás, consigo vislumbrar por trás do condutor um calendário típico de camionista ou mecânico, com uma morena toda nua, com um bom par delas. 

Há que tempos não via moçoilas em tais preparos nestas cabines de suor, comida, peidos, arrotos e putas.

Chego à farmácia e peço 3 embalagens de coisa corriqueira, só têm duas...bem vinda às Filipinas outra vez.

As coisas escasseiam em país de tanques em vivendas encavalitadas, dealers subsidiados, velhos resmungões, jovens desengonçados e quarentonas com falhas laterais na cremalheira montadas em bons carros... 

Juro que saí de Portugal e não era assim, sinto agora a riqueza mais descontada e a pobreza mais contada que nunca.
31
Mar20

De cu virado

Rita Pirolita
Já várias vezes escrevi aqui sobre os mais recentes movimentos atabalhoados de feministas e outros grupos que se auto-intitulam defensores dos mais fracos e libertadores dos oprimidos que querem sair do armário. 
Confesso que não gosto de maneiras esgrouviadas e pouco maduras, disfarçados de chicos-espertos querem-nos fazer passar por idiotas ao acreditarmos que são os únicos a travar a batalha contra a discriminação e a violência entre homens e mulheres. 
Queridas malucas feministas, verdinhas na história do mulherio, não sei se já repararam mas a violência sempre foi condenável e nada desejável, a humanidade sempre a justificou mal e porcamente, como um mal menor para a manutenção da paz, desde as inevitáveis guerras e não é por isso que estão extintas ou só fazem parte do passado, pelo contrário hoje são mais massivas e requintadas.

A não ser que a pessoa tenha um fetiche e aí força no chicote e aperto nos mamilos até uivarem de prazer mas mesmo quando não se falava destas coisas, não acredito que as mulheres gostassem de levar nos cornos e calar, não acredito que os miúdos gostassem de ser espancados com cintos, ou que fossem alvo de chacota na escola por serem gordos por exemplo e assim que pudessem não fizessem uma dieta para não terem que passar mais por esse estigma. Isto tudo sem ficarem traumatizados? É pedir demais!
A indignação nunca deixou de existir e agora e muito bem denuncia-se aos quatro ventos, tentam-se criar mecanismos para protecção das vitimas e sensibilização para comportamentos mais saudáveis mas não se deve cair na banalização e desviar a atenção dos verdadeiros abusos com denúncias de gente mimada e caprichosa do 1º mundo. 
Vejo muita gente a fazer queixinhas para candidatura a coitadinhos, a trazer a praça pública os maus resultados, apontar o dedo e indignar-se com tudo e mais algumas botas, do que propriamente alguém a preocupar-se com a sensibilização para dedicar mais tempo a uma educação de qualidade, que exige algum acompanhamento e dedicação é certo mas nada demais, comparado com o bom resultado obtido com maior maturidade de homens e mulheres de amanhã, que não se deixem subjugar por actos de bullying, que não achem normal no namoro que uma chapada de vez em quando não faz mal e até mostra que há paixão, mais ainda quando fazem as pazes, a seguir à tempestade é mais intenso, aceitam passar por umas tantas coisas más para terem prazer de vez em quando com coisas boas, como se fosse uma recompensa pelo tanto sacrifício...
Não percebo, eu que nunca gostei de levar porrada ou ter motivo para a dar...começo a achar que a maluca sou eu, não se preocupem, sou encartada e o lugar à frente da carreira para o manicómio é meu, de há muitos anos a esta parte! 
A falta de educação dá nestes cenários que as feministas tentam combater no final de linha, sem se preocuparem com actuações mais preventivas.
Com ferozes ataques, diabolizam todo e qualquer comportamento masculino de tentativa de interação com o sexo oposto, banalizando o assédio, e baralhando os sinónimos de chantagem, manipulação sexual ou mesmo humilhação psicológica em casa ou no trabalho, tudo coisas difíceis de provar mas que infelizmente existem, magoam e deixam marcas profundas, quase tanto ou mais que uma chapada às vezes.
Tantas vezes os discursos de denuncia reflectem frustrações tão descabidas, o que me leva a crer que estes movimentos nasceram de mulheres rejeitadas pelas mais variadas razões, por serem feias, umas grandes cabras ou terem um feitio de merda e por inveja quererem virar contra os homens até as mentes mais equilibradas, com defesa de valores quase hitlerianos, de imposições, de trocas pouco ortodoxas e até contraditórias, 'só faço isto se me fizeres aquilo que eu gosto na cama', 'tens que fazer sem esperar nada em troca'...
Mais até na questão do sexo, não andamos aqui também, para ter prazer ao dar prazer ao outro, a fazer coisas que nos dêem prazer, por mútuo consentimento e nunca por obrigação ou marcação de escalas? 
As feministas não quererão fazer parecer que o que as rodeia é tão bom ou tão mau como elas? 
Se um cagalhão se fizer rodear de mais merda, o seu próprio cheiro dilui-se e fica mais disfarçado.
Uma merda entre merdas não se sente uma merda tão grande! Será?
Que mania de andarmos cada vez mais a nivelar por baixo, com pouca exigência em tudo, exijam o melhor e terão pelo menos o bom, mas têm que se esforçar um pouco que seja e serem convictos e seguros naquilo que exigem, sem cairem na ilusão de que o céu deixa cair coisas, já lá tem o Sol e já é muito, para a merda que somos e da maneira atroz que tratamos o planeta!
É verdade que já somos demais, tantos que muitos até se podem dar ao luxo de andar de cu virado para a Lua!
Afinal somos assim tantos, por andarmos de cu virado uns para os outros ou por andarmos desde sempre a saltar para a espinha uns dos outros?! 
12
Fev20

Quem não?

Rita Pirolita
Quem não? 

Sentiu desprezo portas dentro, viu compaixão cega e ajuda oferecida a quem não merecia, abuso de laços de sangue, desrespeito, humilhação e domínio em troca da comida que vai à mesa.
A qualquer movimento dizem que não fazes mais que a tua obrigação que não precisam de saber se simplesmente estás bem, se precisas de alguma coisa mas apesar de não prestares para nada e não mereceres, até te dão os Parabéns todos os anos e telefonam pelo Natal em jeito de missão cumprida. 
Os filhos têm a obrigação de se preocupar com os pais, de lhes obedecer e nunca pôr em causa os seus infalíveis métodos de educação, uma chapada nunca fez mal a ninguém e a violência preenche o dia-a-dia à falta de melhor, num lar sombrio que baste. 
Quando sais de casa não há olhar para trás, não há lugar a lágrimas de saudade que te enfraqueçam.
Ao mínimo pedido de ajuda em passageira dificuldade, vão-te fazer amargar cada palavra de apoio e cada tostão será cobrado, não socumbes por orgulho e segues sem amparo. 
Podia ser eu, a continuar o mesmo tipo de vida mas não, sou eu a contrariar, a evitar percurso tão errante e vicioso. 
Se tivesse rodeada de simples cuidado e bondade seria hoje mais assertiva, livre e menos defensiva.  
Neste caminho que vou correndo, a fugir de gente que me atinja com malvadez e desamor, quem me fez nascer desistiu de viver por cansaço de tanto desleixo e frieza miserável...
Quem ficou tem no meu olhar a acusação e o julgamento da culpa que não sente, com quem tenho que conviver por pena e que pensava eu me fizesse mais forte e melhor, mas apenas me aumenta o nojo.  Não sinto previlégio no sofrimento, não quero ver pena nos olhares, não me é permitida saudade ou luto nem queixa por injustiça, apenas aceitação de uma vontade doente que se cumpriu e me venceu.
01
Jan20

E o Homem criou Deus

Rita Pirolita
E o Homem criou Deus para se desculpar e vitimizar!
A religião é perversa, foi criada para limpar o mal que já sabíamos ser e ter de antemão em nós. 
Invoca-se Deus para perdoar o mal que já está feito. 
Se fossemos alguma coisa de jeito o mal que surgisse era assumido de tal forma que nos responsabilizávamos a ponto de o corrigir e não perpetuá-lo, pagando guerra com guerra ou violência com violência! 

Não há um Deus que castiga e julga e em seu nome tudo podemos fazer mas todas as acções têm uma reacção e nada se evapora, tudo é deste mundo, ou acham que o simples facto de porem gasolina no vosso carro, por causas tão nobres como ir trabalhar para alimentar os filhos, vos demite da culpa das guerras nos países do Ouro Negro?

Acham que se podem vitimizar, dizer que não têm medo e combater o terrorismo com homenagens de velinhas e  limitando as comunicações e divulgação de imagens dos ataques??? 
As vidas na Europa, valem mais que no resto do mundo??? O sofrimento de ver familiares a morrer, é maior na Europa??? 
Os que sempre viveram rodeados de pobreza e guerra e nunca conheceram vida melhor, estão por isso habituados a ver morte e fome e não ligam tanto e ultrapassam melhor???

Os que mataram foram abatidos, nunca sentirão a culpa de matar, apenas sofrem uma bala de julgamento rápido e eficaz!  

Se culparmos os políticos que elegemos por trocarem armas por petróleo, não temos nós também que assumir a vergonha dessa hipocrisia e ganância???

Deixamos que os jornalistas nos convençam e criem a desordem, para desviar a atenção com notícias encomendadas! 
Que a Europa está a ser invadida por Árabes terroristas, para legitimar a continuação das guerras, que  na América, negros e brancos não se gramam, lançando apelos e fazendo manifestações com membros infiltrados, pagos para espalhar a confusão. Ao empolar o racismo, fazem nascer ódio onde ele não existe, quando na realidade os negros são assassinados na sua maioria por negros e os brancos por brancos. 

Apelidamos os que se fazem explodir ou atropelam, de ignóbeis, quando os nossos filhos nunca viram a família morrer na guerra. 
A maioria dos pais demite-se do  importante trabalho de educar, depositando essa responsabilidade em igrejas e escolas com doutrinas redutoras de alienação, que controlam e manipulam o pensamento e mentem no que ensinam.
Ou pensam que os vossos filhos criados no conforto do ar condicionado, não são facilmente recrutáveis por um futuro incerto e vazio para a dependência das drogas, para matar e roubar em nome do Deus da desresponsabilização!

Se o Homem não tivesse imaginado deuses tínhamos a consciência do equilíbrio e não acreditaríamos numa vida  justa depois da morte, porque essa já existiria aqui na terra! 

Somos crianças mimadas, partimos os brinquedos, escondemos os cacos e pedimos por mais para destruir! 
O Universo não é uma dádiva humana infinita mas a transformação é ilimitada e ensina, nós é que nunca quisemos aprender! 
A facilidade da destruição aliada à felicidade da ignorância, trazem os resultados mais atrozes!

A verdadeira Biblia do Homem está a ser escrita à revelia da Bíblia dos Contos de Fada, numa tradução incompreensível!
16
Dez19

És mesmo estúpido, não falo mais contigo

Rita Pirolita
Estúpido! És mesmo estúpido! 
É o único insulto que consigo fazer ao moço, sempre com um sorriso de gozo e sem lhe tocar com um dedo que ele é uma flor.
Também podia chamar parvo mas estúpido traz mais recordações da minha infância, quando até aos anos 70 os miúdos não deviam saber quanto mais dizer asneiras, só os putos ciganos gozavam dessa liberdade, o único escape verbal que podíamos ter, acompanhado de sapas e biqueiros que ferviam ou não, em caso de termos medo do adversário e ter que virar costas numa de dar de frosques sem levar na tromba, sem no entanto nos deixarmos ficar a dar parte de fracos, sendo que ao menos a última palavra fosse nossa 'És mesmo estúpido, não falo mais contigo.'
Ele a mim chama-me gorda com o tal sorriso na cara, porque sabe que não sou e goza comigo como se eu fosse uma picuinhas escanzelada, que não fala de outra coisa senão em dietas loucas ou como se fosse mesmo uma gorda falsamente assumida mas odiasse de morte que alguém, muito menos o tratador que dorme ao lado do aquário da orca, o mencionasse!
E pronto, este é o máximo nivel de violência doméstica cá por casa! Como podem ver só deixa bochechas e maxilares massacrados...de tanto rir!
16
Out19

Peixe com ar a mais

Rita Pirolita
Agora tenho um estranho prazer mórbido por vídeos de Mukbangs, com gordas não muito gordas mas muito mais gordas que eu, que não sou gorda. 

Deleite que me chega a incomodar de tão doentio, em ver caras de lua cheia com um orifício a sorver molhos, a mastigar alto e bom som hamburgueres suculentos, a dar arrotos de deitar paredes abaixo com bebidas sem açúcar, para não ficarem diabéticos, depois de ingerir uma refeição de 10.000 calorias carregada de sal e gordura. 

Os únicos vegetais que vejo entrar naquelas bocas santas que só comem merd@, são pickles ou couve e pimentos fritos em manteiga ou óleo de canola, tudo cheio de trans e polis. 

Com este circo de gula fico tão enojada que perco logo a vontade de comer mas por instantes continuo à espera que a gorda rebente no próximo minuto. 
Todos dão a derradeira desculpa que gostam de comer, por isso não se importam de ter o corpo que têm e até aprenderam a sentir orgulho no imenso espaço que ocupam, incentivam a obesidade e investem no consumo de comida processada de péssima qualidade com sabor a cartão do lixo vomitado. 
 
Consigo aproveitar-me de imagens com gordos a empanturrarem-se, só não consigo ver animais torturados, nem suporto o cheiro de morte e sangue da secção de cadáveres nos supermercados. 

Para mostrar até onde vai esta minha picuinhice maluca...
Um dia foi a família toda, que não é grande, para a Ponta dos Corvos no Seixal, o moço pescou um belo peixe, a sogra tirou-lhe as tripas mesmo ali onde foi pescado, apesar de todos darem palpites, que o peixe não pode ser amanhado no local do crime, nem as tripas deixadas nas redondezas, os outros amigos escamudos parece que conseguem cheirar o funeral, viram barbatana e vão-se embora, deixando outros pescadores do pontão a chupar no anzol.
Sem abrir o bico e com cara de nojo, assisti a toda a confusão que um peixe pode gerar mesmo depois de morto e esventrado.

O sogro assou o animal, o melhor naco foi para o autor do crime do carreto e todos comeram e lamberam os dedos, menos eu. 
Não consegui comer um peixe que vi morrer com ar a mais e água a menos, ser estripado à minha frente, assado e revirado, chupado até ao tutano da espinha, não consegui...
 
Para quem se anda sempre a queixar da violência, este seria um bom exercício. 
Ver um animal nascer, fazê-lo crescer saudável com comida a tempo e horas e sem o deixar envelhecer a criar carne rija e mal gostosa, aplicar-lhe a pena de morte, cozinhá-lo e por fim comê-lo. 
Quero acreditar que muitos ficariam de faca no ar e acabariam por desistir.
 
Já há seres vivos a mais, impróprios para consumo, a matar-se pelas próprias mãos nos Mukbangs!!!

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