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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

04
Ago20

Quinto dos Infernos

Rita Pirolita
Estou constantemente a apanhar com velhos que se atiram para a estrada no preciso momento em que vou a passar com o carro, vá lá que vou a baixa velocidade.
Não havendo nenhum carro a circular no estacionamento num raio de 100 metros, escolhem a passagem do meu bolinhas, espero que não andem propositadamente à minha cata para se precipitarem para fora do passeio e atravessarem de cabeça a abrir caminho no ar, parece que lhes pesam os cornos ou as preocupações, esquecem a marreca e a prótese na anca e lá vão eles em tesura típica de velhos marretas!
Será que o perigo os arrebita e lhes dá corda aos sapatos?...
Estou mesmo a ver aqueles pensamentos malucos como se fossem filhos de primos direitos do Alzheimer, cheios de ácido úrico e gorduroso colesterol: 
'Ah vou-me atirar para a frente deste carro para pregar um grande susto e darem conta que existo, pode ser que assim aprendam a ter respeito pelos mais velhos e se morrer nunca fico com as culpas, tenho sempre razão e a última palavra é minha nem que seja um suspiro expirado de Ai Ui!' 
PORRA para a velhada que só me dá cabo da paciência, qualquer dia começo mesmo a passá-los a ferro para ficarem com menos rugas e irem com bom aspecto para o quinto dos Infernos!
04
Ago20

Menos sobressaltos, mais quietude

Rita Pirolita
Os velhos são danados, marretas, tristes, debochados, desbocados, raramente bem dispostos, cheiram mal ou a toalhitas húmidas, naftalina ou Old Spice, nunca a fresco acabado de lavar. 
Então eu agora que mais me aproximo da entrada na 3ª idade ando paranóica com a limpeza e cheiros corporais, felizmente fico pelo aroma ainda a lavado mas com um uso exageradíssimo de toalhitas por dia. Ideal para mim seria deter acções de uma fábrica de toalhitas e papel higiénico e teria um stock em casa até ao tecto, maior que o da Makro!
Cada vez mais tenho que ter medo de tomar banho para não morrer de pneumonia ou partir a bacia ou o fémur com uma escorregadela na banheira ou poliban!
Quanto ao feitio...vou refinar aquilo que sempre fui!
Além dos pormenores físicos e cheirosos denoto nos velhos uma queixa constante de netos que os visitam mais amiúde que deixam de visitar de todo ou filhos que trabalham muito e nunca têm tempo.
Os velhos arranjam todo o tempo do mundo que já têm de graça, tanto que até entedia. Pretextos? Todos e mais alguns para se juntarem à família nem que isso implique ir a qualquer sítio que detestem, passam a adorar tudo o que nunca lhes passou pela cabeça, já pouco importa, de outra forma ninguém lhes liga!
É nestas armadilhas de chantagem ou engano emocional que nunca cairei na vida por ausência de filhos e família. Andam embevecidos pela engraxadora doçura de parentes mais próximos que julgam ser a família de coração e por serem de sangue têm forçadamente que se dar bem. 
Eu que tenho pouca ou nenhuma família muito menos família com que me dê regularmente ou de vez em quando, não me dou bem nem mal, não me dou, assumí por isso desde muito cedo que prefiro não ter a ter falsos familiares, estou muito mais descansada, sem sobressaltos, não tenho ninguém que me ajude mas também não tenho quem me chateie ou empate.
Parece que desde muito cedo a maioria das pessoas se iludem a receber aparas de amor na forma de serem precisas e nunca preciosas ou desejadas.
Quanto mais explorados mais amados, mais dependentes uns dos outros. 
Qualquer carente que não conhece a essência do amor é sôfrego de cuidado e qualquer típico bom familiar se aproveita ao dar esmolas de atenção!
Não é melhor viver na verdadeira solidão que na enganosa companhia?
A lucidez de saber com o que contar sem esperar nada agrada-me e desempoeira a visão de um futuro descontraído, livre de compromissos, enquanto que os que constroem e alimentam ilusões com ofertas doentes e envenenadas estão na mão do abandono sofrido e surpresas muito más!
Faço questão de ter menos sobressaltos, mais quietude e contemplação!
25
Jul20

Amigos velhos que nunca serão velhos amigos

Rita Pirolita
Já pensaram quando forem velhos e por acaso ou muito de propósito vos deixarem sós, como vai ser? 
Se não tiverem filhos o mais provável é que fiquem sozinhos, se os tiverem também sós ficam! Se tiverem irmãos, tios, sobrinhos também ninguém vos vai ligar, cada um tem a sua vidinha, querem ver-vos pelas costas para deitarem mão à herança!
Eu não tenho família nem tive oportunidade de conservar amigos por ter emigrado, também desde os tempos de escola sempre me puseram de parte porque me achavam uma croma que tirava boas notas até a educação física, era girinha mas se abrisse a boca ninguém tinha estaleca para dar luta porque não percebiam nada, nem liam nada do que eu lia. 
Sempre toda a gente me achou um nariz empinado e eu apenas era incompreendida e não dava muita confiança, entrei assim num ciclo de pescadinha de rabo na boca, não me ligavam porque achavam que eu não queria falar com ninguém e até tinham uma certa razão, vendo bem até foi benéfico, não aturei muita gente burra no meu percurso, funcionou como selecção natural!
Mas agora pensem, voltando à velharia...
Se escolhermos uma pessoa para nos cuidar, que não dentro do âmbito familiar ou com qualquer outro tipo de ligação, quererá manter-nos vivos o mais tempo possível para continuar a receber o ordenado, já que na herança não mete as unhas, a não ser que seja um grande cromo patife, também os há que se aproveitam da demência dos mais fracos, alguns velhos merecem por serem tão velhacos e maus para a família! 
Além de que não temos tanta vergonha de alguém que não conhecemos, nos limpar o cu ou mexer nas mamas. 
Pensem quando estão nos hospitais, as enfermeiras e médicos mexem-nos nos buracos todos, rapam pintelhos e nós nem chus nem mus!
Ao longo da vida quantos amigos se perdem e nos desiludem, não sobrevivem às vicissitudes, às separações, mudanças de local?...
Quantos sobram que sejam bons, verdadeiros e estejam ao nosso lado até àquela altura sensível, em que vamos precisar quanto mais não seja de uma companhia que não nos frite os miolos e tenha mais paciência que nós próprios para nos aturarmos? 
Não existe ninguém assim tão altruísta, se calhar é melhor ter um cão ou em caso de já ter, não se livrar dele!
Não será mais sensato poupar para mais tarde pagar um ordenado justo a quem trate de nós com alguma dignidade e cuidado, em vez de gastar em jantaradas para manter amizades que ao mínimo pedido de ajuda dão de frosques por também já estarem tão decrépitos e aziados com a vida como nós?
02
Abr20

História resolvida

Rita Pirolita

Ando cada vez mais farta de pessoas, apenas me apetece dar likes e fazer comentários fofos, em páginas de cãezinhos abandonados, mal tratados, bem tratados, de marca, rafeiros, pernetas, manetas, com cauda, sem ela, com tintins, sem ovários...TODOS!
Confesso que tenho muito mais pena dos animais mal tratados e abandonados que dos adultos ou mesmo crianças e velhos!
Passo a explicar: 
As crianças são maltratadas e abandonadas por pessoas que já foram crianças também, por isso os adultos têm obrigação de ter memória, serem responsáveis e assumirem como convém, a ideia e vontade de trazer uma criança ao mundo, em caso de dúvida não as conceber é sempre a melhor opção!
Quanto mais consciência se tiver dos actos mais se mede a força para os praticar e mais liberdade de escolha temos. 
O exercício não é difícil o problema é que a maioria das pessoas nem sequer o faz, nem perde um pouco de tempo a pensar no assunto e reproduz-se automaticamente, porque é o que vê fazer à sua volta e como somos mais animais de imitação que de imaginação...vamos na conversa e entramos no mesmo barco, assim quando formos ao fundo vamos mais quentinhos!
Os pais descuidados e mal-educados ou sem educação, provavelmente foram crianças vítimas desse desrespeito e vão criar filhos tanto ou mais irresponsáveis que eles, num ambiente de violência doméstica e humilhação ou excesso de mimo e pouca atenção.
Gente crescida, desentendam-se, descabelem-se ou matem-se...Agora, façam-no em privado, ninguém tem que levar com a vossa estupidez, principalmente as crianças que ainda não tiveram muito tempo para perceber bem o que andam cá a fazer ou que mal fizeram para levar com tal azedume tão dispensável em tenra idade!
Os filhos são usados para salvar casamentos, para roubar fortunas, para se prostituirem ou mendigarem e assim porem comida na mesa, para se viver à conta, para ajudarem a sustentar a casa ou pelo menos cobrirem o prejuízo...
E para serem gostados e criados em liberdade e consciência, não? Isso não interessa, além de que o mundo lá fora está tão perigoso e as novas tecnologias?...Uma autêntica ameaça à inocência e segurança das criancinhas? Tudo mete medo!
Não me digam que esta vida que temos caiu de Marte ou foi obra do Espirito Santo?...
Quanto aos velhos...os adultos que os abandonam nos hospitais, depositam em lares, desprezam, lhes dão porrada ou insultam e humilham...esperem até vocês próprios se começarem a borrar pelas pernas abaixo, indefesos, a ver o troco que os vossos filhos vos devolvem?...
A humanidade tem responsabilidade na sua reprodução e consequentemente na proliferação de maus hábitos ou bons costumes! 
Mas como a coisa nasceu torta tarde ou nunca se irá endireitar.
Quanto aos cães, são nossa responsabilidade, foram domesticados por nós, para estar ao nosso serviço e dispôr e acima de tudo não fazem um milésimo da merda que nós fazemos, para limpar a nossa porcaria era preciso um saco do tamanho do mundo, não merecem por isso maus tratos, desleixo ou abandono à reprodução incontrolável, pelo contrário, dão muito mais que aquilo que alguma vez possamos merecer, não somos nada dignos e não têm a mínima noção das consequências que os humanos os fazem sofrer, pelo seu natural e irracional instinto de se reproduzirem! 
Por isso no próximo Natal ou aniversário, em vez de fazerem filhos, cortarem pinheiros, ou reunirem-se à volta da lareira, para foder os que estão mais à mão de semear, como a família por exemplo, adoptem um patudo, se não for para o tratar bem, desejo que morram todos naqueles jantares enfarta burros com um enfarte fulminante, assim também não se reproduzem mais!  
Lavo daqui as minhas mãos, corpo e alma, história resolvida!  
01
Abr20

Velhos jarretas

Rita Pirolita

 

Agora todos são solidários com a luta pelos direitos dos animais, antes andava tudo a falar das crianças e noutras alturas dos velhos. 
Vai de modas, na verdade são tudo boas causas e devemos proteger ou pelo menos não prejudicar, os que não se conseguem defender. 
Mas será que alguns são mesmo frágeis ou aproveitam-se da condição? 
Já vi muitos cães passarem-se da bola e desatarem à dentada.
Já vi putos atirarem-se para o chão do centro comercial a esbracejar e a rodar sobre as costas como um escaravelho de pernas para o ar, aos gritos, a chorar baba e ranho por não lhes fazerem a vontade de comprar tudo o que querem.
 vi velhos a correr todos à bengalada, a queixarem-se que ninguém lhes liga ou que são diabéticos e não se podem irritar. Que eu saiba, a diabetes não dá dores de cabeça, dentes ou ouvidos, que são as mais massacrantes. 
Aliás, hoje em dia, velho que não tenha diabetes, gota, osteoporose, colesterol elevado e joanetes, não é idoso que se preze e tem a garantia que ainda vai andar cá muito tempo, a consumir o dinheiro da reforma e a arrastar-se no queixume, dando cabo do juízo aos que o rodeiam.   
Eu bem os vejo no aeroporto quando vou viajar. 
Antes de levantar voo todos requisitam cadeiras de rodas até à porta de embarque, vão de cu sentado e passam à frente de todos, quando a viagem termina o mesmo número de cadeiras que foram requisitadas na origem do voo estarão no destino à espera dos mesmos velhos, é vê-los com a tesão do mijo a tentar sair à frente de todos, comigo não têm sorte que eu não lhes dou abébias. 
Se nem andavam na hora da partida ficam cá com uma energia de atleta à saída? Deve ser da mistura do RedBull com a despressurização, aquilo dá cabo de cabeçinhas com Alzheimer e Parkinson! 
Assim que põem um pé fora do avião metem a bengala debaixo do braço, saem disparados que nem foguetes e deixam os gajos da groundforce a arejar a cadeira de rodas e a lançar a cada velho que passa um olhar de comiseração e esperança frustrada, sem lhes darem oportunidade de praticar o bem e mostrar excelente serviço.
Nem todos os velhos são fofinhos, há-os jarretas ou velhacos e alguns até dá vontade de os matar antes de morrerem!
 
 
21
Set19

Mãe, achas que era muito pedir uma bicicleta?

Rita Pirolita

 

 
Filhos...não tenho!
Certo dia disseram-me - 'não fiques à espera de sentir o chamamento da maternidade, isso só vem no momento em que engravidares!'.
Porra, e vou engravidar primeiro para tirar as dúvidas depois, nãããããã!!!

Com o azar que tenho ainda me sai um filho autista, de qualquer maneira fico com um mono que só sai de casa aos 30 ou 40 anos, consome dinheiro até à minha reforma ou até eu morrer, reproduz-se e dá-me netos para cuidar, sustentar e sugarem mais, sem puder ir de férias a lado nenhum. 
Desde cedo já estava a passarinhar fora da gaiola e se tivesse sido antes também me desenrascava.

Só engravidaria na vida se puséssemos ovos que dessem para pôr no frigorífico a "frizar", para podermos ir de férias sem parecer um carro de combate estacionado na esplanada. 
Quando os petizes nascessem não mamavam porque quem nasce de ovos não chupa leite. 
No máximo ao fim de um ano saíam da gaiola e encontrávamo-nos de vez em quando para beber um copo.

Isto de ter filhos e olhar para eles a crescer...não vejo onde está a piada, olhem os bebés pretos e chineses, são uma gracinha mas quando crescem, ai kamedo!... 
Para obter os melhores resultados na lavagem da sua roupa misture raças! 
Já agora, expliquem aos primos directos que só os cães e outros animais podem cometer essas infâmias sem maus resultados. 

Mais, tem-se filhos para continuar o sangue da família... Algumas famílias são tão más que mais valia acabarem logo ali, além de que andamos a criar seres que aumentam a pobreza e as estatísticas de doenças como a diabetes e a obesidade. 

Pensem comigo, querem continuar a família? 
Ninguém está preocupado em preservar a espécie, não estamos em extinção, só podíamos ter vindo de um par de células que se reproduziram por isso somos todos família, filhos da mesma origem, então para quê fazer mais filhos?... Não vamos desaparecer, pelo contrário, destruímos tudo como as pragas. Já fizeram as contas a quantos já somos?
Se não nos matássemos uns aos outros e não houvessem doenças já não havia espaço para tanta gente e tínhamos que ir viver para a Lua ou para Marte. 
Era da maneira que a ida à Lua deixava de ser mentira!
Porque não controlar a população de forma mais natural e menos violenta?...
 
E por fim, tem-se filhos para fazerem companhia e tratarem dos pais no fim da vida...MENTIRA!
Espetam com os velhos nos lares e abandonam-nos nos hospitais.

Ter filhos é um acto de egoísmo. Olhem para o lado e comecem por tratar bem os que já cá estão. 
Atenção, eu gosto de miúdos...os dos outros...e tem dias. 
Gosto mais de cães. 

Fedelhos, quando a mãe vos perguntar se querem um mano, perguntem de volta, se era muito pedir antes uma bicicleta, se ela acha que tem abertura (mental) para tal???
08
Mai19

All-inclusive

Rita Pirolita
Veraneantes labregos que devoram o all-inclusive com gana de fim de mundo e sofreguidão de sem-abrigo.
Exorbitantes montanhas de camarão, puré de batata, hambúrgueres e douradinhos, que terminam num cocuruto de três e mais molhos em verde fluorescente, vermelho sangue pisado e branco deslavado. 
Pratos de somente amarelas frituras, batatas em palito, às rodelas douradas e azeitadas, panados de tudo e mais algo, ovos estrelados, mexidos ou cozidos. 
Pequenos-almoços de bacon, salsicha, ovo, feijão, pizza, frango, panquecas, queijo, ketchup e outras mais coisas de vómito, salpicados de frutas tropicais numa amalgama de nojo. 
Pais que deixam os petizes entupir-se de parvoíce, devaneios de azeitonas e pepino, rematados com cereais e iogurte. 
 
Ninguém sobrevive muito tempo a comer tudo isto, todos os dias, a entupir-se de colesterol e diabetes, aqui se apanham os que vieram da pobreza e gozam agora das férias popularuchas em sítios que já foram paradisíacos e passaram a brejeiros de brega...
Entrego-me à inquietação do wasabé, ao salgado cortante das alcaparras, à acidez da lima e ao desinfecto coentro.
Mulheres com mamas à frente e outro par nas costas, barrigas dilatadas, descaídas e gelatinosas. 
Mastodontes que se sentam à mesa com maneiras de princesa bela e magra que nem pena cálida, pretensa delicadeza de um peso pluma e abertura frugal de boca de passarinho, como se aquela grandeza de banha, dos excessos de 1º mundo, não fosse fruto de insistência diária de alarvice, que vai do mais processado às desculpabilizantes incongruências de uma tiróide baralhada e um pâncreas à deriva, porque até comem pouco e acompanham tudo com lighteza e pickles como o verde do dia. 
Gente que só se entende aos urros no meio de música gritada e bebedeira debaixo de sol escaldante, de cachaço empolado, de molho, no mijo do bar da piscina. 
Benditos empregados que sabem da profissão e amansam os estridentes bêbedos com shots da pior surrapa que guardam na garrafa que bem sabem, preparada para deitar abaixo titãns de férias em grupo e oferecer-lhes uma boa dor de mona na manhã seguinte.
Velhos das sete da manhã a marcar cadeiras com chinelos e toalhas presas por molas em feitio de golfinho ou estrela-do-mar, para passarem o dia no laró e só porem os cotos na praia ao pôr-do-sol, a recolher o aparato que não usaram.
Senhorecas que se aperaltam para se irem servir num buffet, e terem o baixo prazer de um empregado sem pescoço e suado, lhes servir um vinho frisante de má qualidade nada duvidosa e as tratar por ladys ou madames.
Ouvir falar alemão logo pela manhã, arranha-me o cérebro como cães raivosos de boca espumosa. 
Ingleses expressamente mal-educados de bairros sociais. 
Casais russos que parecem em acesa discussão a toda a hora e a cada olhar, a qualquer momento espera-se uma carga de porrada do quadrado marido na loira esposa.
Seres de olhos em bico, sem expressão, sem respeito, invadem, falam alto, passam à frente como se não houvesse amanhã...se não saíssem da terra deles, não lhes sentiríamos a falta.
Por estes sítios todos fazem de reis, que por pechincha querem coisa fina.
Quem complica o simples merece castigo e desenterias.
E assim descubro mais vezes do que queria e precisava, que a minha salvação e de muitos em meu redor...é não ter uma arma nas mãos!
Obrigado aos participantes deste circo, turistazecos borgessos que deram origem a este texto de escárnio e mal-dizer e dos quais passei os dias a fugir sem não antes, apreciar de relance a decadência dos feios bichos que somos.
 
Boas férias até ao fim do mundo!

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