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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

25
Dez20

Celebrar

Rita Pirolita
Ontem não celebrei tradicionalmente o Natal, não fiz a árvore, fez a sogra, não me juntei com a família que não tenho, só com a possível, não comi bacalhau, polvo ou perú, porque ainda não foram promovidos a alimentos vegan mas comi os acompanhamentos, não comprei coisas doces nem a título de excepção, não toquei em chocolate porque não aprecio e não fiquei acordada à espera de um Pai Natal que nunca vem, não traz nada de graça nem mesmo felicidade!

Ontem fiz o que faço todos os dias, celebrei a vida em paz sem me chatear ou cansar...muito!
10
Dez19

Mariquinhas pé de salsa

Rita Pirolita
Da boca de todas nós já saiu pelo menos uma vez...não, não estou a falar de asneiras, comigo então, saem-me todos os dias nas mais variadas situações, estou a falar de ditos populares que apelidam os homens de mariquinhas, como não aguentando uma unha encravada, se tiverem uma dor de cabeça vão morrer, preparam as homilias mas antes o mundo acaba sem poder ouvir mais os seus ais, se alguém tem um tumor benigno, eles estão em fase terminal de metástases até à ponta dos cabelos, se estão com uma gripe não há chá, vitamina C ou farmácia que os valha, só a canjinha da mamã, que também é a única que lhes consegue enfiar supositórios pelo cu acima, sem estrebucharem ou pensarem que podem vir a gostar tanto que mais tarde viram panilas!
Já sem paciência para aturar as suas lamúrias, chegamos ao ponto de lhes desejar pelo menos ter um filho que seja, na sua máscula vida sem útero, não sei por isso como seria possível darem à luz, não sendo, desejamos que as pedras dos rins se mexam e que vão parar às urgências com uma cólica renal daquelas, o chamado parto dos homens! 
Isto tudo são coisas comprovadas e vividas por quase todas, se não todas nós mas pergunto eu, desde os primórdios não eram os homens que caçavam, iam à guerra, defendiam as suas damas em duelos ou à porrada e batiam nas mulheres por necessidade de domínio e superioridade de força física também, porra??? 
Excluindo a porrada nas mulheres, que raramente retribuíam, lá havia uma ou outra que pegava na moca ou na frigideira e mandava a vulnerabilidade feminina e vitimização da violência doméstica às urtigas, na maioria das situações as alhadas em que os homens tinham que se meter para marcar território e mostrar bravura, deviam doer como o caraças!...
Emboraestou cá desconfiada, em algumas alturas foi mais uma feira de vaidades, um regabofe de gabarolice marialva...
Ora, se os homens já têm essa informação genética no corpinho desde os antípodas da humanidade, porque estará a desparecer? 
Querem que se acrescente, à já extensa lista de iniciais LGBT+, o MPS de mariquinhas pé de salsa?...
Gaja que é gaja, anda com dores de cabeça sem tugir nem mugir, das poucas situações em que grita e nem é de dor é mais para fazer força, é para deitar cá para fora aquele monte de carne ensanguentado com olhos, que todos já fomos...
Nos funerais as mulheres também são mais efusivas, nas discussões podem ser umas éguas relinchadoras, são muitas vezes umas cabras dissimuladas na competição, são de certeza umas loucas nas compras e perdem a compostura nos saldos e na caça aos gajos com graveto...
Já chega de expor as características femininas mais irritantes, segundo a opinião masculina, não a minha, cof, cof. 
Está visto que tenho de escrever um texto só dedicado a esta raça milenar! A seu tempo.
De resto, parece que andamos sempre armadas em pit-bull, com uma sensibilidade quase nula à dor e algumas quando agarram o osso já não largam...eu não, que sou vegan!
28
Nov19

Cultura permanentemente utópica

Rita Pirolita
 
 
 
"Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países."
Não vivemos num Jardim de Éden nem num Inferno de Dante, apenas somos o Planeta Terra que deu origem ao milagre da vida  humana, que sem respeito o destrói! Todos os sistemas se recriam e destroem numa constante espiral. A sustentabilidade dos sistemas foi a primeira a existir, mesmo antes de a começarem a destruir e agora vêm com a palheta de freek chique, dos negócios sustentáveis!...
"Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70 para referenciar “um sistema evolutivo integrado de espécies vegetais e animais perenes úteis ao homem”. Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente. Logo depois, o conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis” , como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais."
Já sabiam isto desde os anos 70 e só agora é que anda tudo com a passaroca aos saltos com a "novidade"?!...Maganos dos australianos que não nos disseram nada, guardaram tudo para eles, não foi ético.
"No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia."
Lá está, a pegada deve ser minima, não como os dinossauros que graças à sua grande pegada sabemos hoje que existiram, que não foi Deus que criou esta merda e não viemos todos do Adão e da Eva. 
Porque quando este querido planeta implodir de tão mal tratado por nós, que andamos com frescura a tentar remediar as feridas que provocamos com pensos bacocosnão vai haver vestígio nenhum da vergonha que fomos.  
"E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras."
Pois...o pior é que as necessidades nunca são refreadas sempre que há oportunidade de poder a ambição é desmedida, o consumo é descontrolado e exagerado e ninguém reparte ou partilha a sua riqueza.
"Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões."
Parece que estes foram os fundamentos da Revolução Francesa e pilares da democracia, nunca praticados até hoje.
"Oferecendo-lhes, em vez de sistemas fechados e fragmentários, o paradigma holístico contemporâneo, que tudo articula e re-laciona, para a construção de projetos abertos ao infinito."
Pois, Buda já o apregoava e existiu muito antes de aparecer o Cristo.
"As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem."
Comunismo vs capitalismo. Todos temos que ser iguais e trabalhar para o bem comum. Houve um tal de Estaline lá para os lados da Russia e um tal de Mao Tse Tung lá para os lados da China...não parece que aquilo resultou.
"A Agência Mandalla DHSA, com sede na Paraíba, é uma OSCIP que está desenvolvendo tecnologias Sociais com base na ética e nos princípios e métodos de design permacultural, alcançando para a Permacultura a maior repercussão já vista no país (leia seção da página 4). Em menos de três anos, chegou a mais de 80 municípios de nove estados brasileiros, beneficiando diretamente duas mil pessoas com a garantia da segurança alimentar e a geração de excedentes para a comercialização. Entre as famílias beneficiadas, a renda média é de R$400,00 ao mês, sendo que há exemplos de agricultores auferindo renda mensal de R$1.700,00."
Seus capitalistas, a lucrar com os bens que possuem. Parece que não é a primeira vez que a humanidade vai por este caminho. Com milhões a viver no Brasil só 2 mil pessoas beneficiaram desta iniciativa...muito parecido aos Institutos, Fundações, Associações, Cruz Vermelha, Cáritas, Santa Casa da Misericórdia...
"Os Institutos de Permacultura

São oito no total, atuando de forma diversa. Aqueles que fundaram a RBP, Rede Brasileira de Permacultura (IPAB, em Santa Catarina, IPA, no Amazonas, IPEC, em Goiás e IPEP, no Rio Grande do Sul), funcionam como centros de pesquisa, formação e demonstração de tecnologias apropriadas, com apoio financeiro da PAL – Permacultura América Latina, instituição comandada pelo iraniano Ali Sharif, com sede em Santa Fé, Estados Unidos. A única exceção é o IPAB, que não possui centro demonstrativo e, por isso, atua de forma independente, dispensando financiamentos vindos do estrangeiro através da PAL."
 
Só uma é independente?!...Mas caminha a passos largos para também se financiar com dinheiro alheio.
 
"A exemplo do IPAB, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), o Instituto de Permacultura

Cerrado Pantanal e o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), possuem projetos sociais e muitos parceiros, mas não fazem parte da RBP. A título de ilustração, cito o Projeto Policultura no Semi-Árido, implantado no sertão da Bahia, atendendo hoje 700 famílias de pequenos agricultores. Com o apoio do IPB, as famílias estão desenvolvendo sistemas agroflorestais e garantindo para si segurança alimentar, trabalho e renda. O projeto ajuda os sertanejos a combater a desertificação e conviver harmoniosamente com a caatinga."
Destroem a subsistência dos pobres, tornando-os miseráveis para depois lhes darem esmolas em forma de terra para cultivar ao abrigo de projectos financiados, cujos beneficiários nunca mexeram num punhado de terra!
"O IPOEMA (Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente), no Distrito Federal, que é o mais novo entre os institutos brasileiros, vai atuar fortemente no atendimento a comunidades locais e tradicionais, além de trabalhar com pesquisa e formação de novos permacultores.Por enquanto, há pouca ou nenhuma interação entre os institutos de Permacultura do Brasil."
Pois...querem todos parecer mais diferentes que os outros...
"Mesmo na Permacultura, que está fortemente enraizada na cooperação, a competição tem acontecido, causando estranheza, mas, sobretudo, mostrando quando o processo ainda não amadureceu. Em ecossistemas maduros, assim como em sociedades tradicionais estáveis, as relações tendem a se tornar mais mutualísticas e simbióticas”."
A competição faz parte dos processos que estão mais que maduros, aliás já caíram de podres e as sociedades tradicionais estáveis não existem, porque o Mundo avança mesmo com cada um a puxar a brasa à sua sardinha. 
"Os projetos são chamados de autônomos porque são iniciativas de pessoas, famílias e comunidades que trabalham em cooperação e com recursos próprios para multiplicar os conhecimentos em Permacultura (todos recebem formação como professores do IPAB) e para oferecer exemplos de sistemas produtivos de apoio à vida no lugar onde moram."
 
A Humanidade é um projecto autónomo de avanço para a destruição.
 
"Nós da Rede Permear costumamos dizer que a nossa teia deve alcançar todo permacultor ou grupo de permacultores cujo trabalho tem como princípio de ação a ética da Permacultura. E queremos para esta rede tudo aquilo que um sistema permacultural deve conter: diversidade e abundância de idéias e projetos, cooperação, solidariedade, sinergia, diálogo e amor, muito amor. Por fim, que seja para todos um caminho de transformação."
 
Isto faz lembrar aqueles cabeludos dos anos 60 que fumavam erva e não tomavam banho...os...ai...os Hippies? Mas eram visionários, devia ser do LSD ou dos cogumelos estragados.
 
Eu acho engraçada esta frescura de ser vegan, guru, viver em comunidades, pertencer a seitas e fazer retiros mas foi graças a invenções malucas como a bomba atômica, guerras seguidas de períodos de grande prosperidade, industrialização e aumento do consumo, exploração de petróleo, criação de necessidades desnecessárias, que cada vez nos apercebemos mais da globalização e distribuição das consequências dos actos. 
Foi graças a todas as coisas boas, más e assim-assim que muitas pessoas não morreram de fome, graças à produção massiva de alimentos que os que mais necessitam não conseguem comprar, e os que menos precisam deitam fora, excedente desaproveitado e não partilhado. 
Foi graças a vacinas que muita gente não morreu, dando origem a gerações de contracultura à cultura vigente, que  lutam por causas tão variadas como o cancro de pele da toupeira cega do deserto, a extinção dos mamutes que já não existem, a anorexia em África, apoio a refugiados em provas de natação no Mediterrâneo, etc... 

Meus amigos enquanto andarem ocupados com utopias que não levam a lado nenhum, a brincar aos pobrezinhos ou a brincar aos nossos avós que viviam em condições miseráveis porque não tinham outra escolha, não andam a fazer mal a ninguém nem trazem mal ao mundo, aliás a vossa pegada ecológica vai ser tão pequena que seres de outro planeta que nos façam uma visita nem vão dar conta que vocês existiram. Namasté!

Permacultura

 
 
Tudo o que está entre aspas é da autoria do senhor acima mencionado, como vocês bem sabem o plágio não é ético, logo não é Permacultura.
12
Set19

Mete-nojo

Rita Pirolita
 

Eu sou a maior picuinhas com as limpezas, não consigo adormecer se a casa não estiver limpa, vizinhos, tenham paciência se à meia-noite andar a cirandar.
A única coisa que não vão ouvir é o aspirador, não tenho e recuso-me a comprar! 

Alcatifa nem vê-la ou senti-la por baixo dos meus pés de princesa e se for daquela farfalhuda!...esconde fauna e flora que eu não conheço, além de que tenho medo de mundos desconhecidos a meus pés.
 
As máquinas de lavar loiça e roupa são o meu braço esquerdo, porque do direito e das pernas preciso para limpar o chão, a casa-de-banho e a cozinha. 

Detesto estender roupa, resolvi tudo com a máquina de secar, cuidado no entanto com este monstro chupador de humidade, comprem sempre roupa um ou dois números acima senão correm o risco de uma bela manhã não terem nadinha que vos sirva, nem que em sonhos tenham perdido 5 quilos na noite anterior.  

Não tenho ferro de engomar, compro sempre roupa feita de material atar e r ao fumeiro’
Boa ideia para etiqueta de roupa - 'Atar e r ao fumeiro, roupa passada o ano inteiro.'
Detesto electrodomésticos pequenos, são todos supérfluos. Se me quiserem ver pelas costas mesmo depois de um enlace de longa data, é oferecerem-me uma faca eléctrica, não posso nem ouvir aquele barulho abafado de quem está a esquartejar um corpo em segredo. 
Na tasca onde costumava ir tomar café, agora não frequento tascas e tomo chá, o dono cortava os ‘assandes’ todos com aquela faca, se eu tinha o azar de lá estar, a minha bica parecia que tinha pregos. 

Como não faço bolos não preciso de batedeiras, formas, tabuleiros e toda a restante cangalhada...e não cresço para os lados!

Não faço fritos, não preciso por isso de fritadeira eléctrica, muito menos do cheiro lá em casa...e não fico uma balofa gordurosa!

Não me venham com a história de comprar uma Bimby pelo preço de uma semana nos Açores, não troco nem morta.
A Bimby não substitui tudo na vida, muito menos os electrodomésticos…que não tenho, nem quero ter!!!

Poder-se-ia quase concluir que sou uma vegan das limpezas, mais vulgarmente conhecida por mete-nojo, não gosto de limpar a casa mas gosto de ter a casa limpa.
 
Não tenho putos, por isso não se justifica ter uma empregada para limpar uma casa minúscula, pôr a lavar meia dúzia de cuecas e camisas e passar meia hora à procura de um aspirador e de um ferro de engomar que não existem, nem nos meus sonhos!

Faço reciclagem sempre que posso e se estiver para aí virada.
Não lavo o óleo das latas de atum e se tiver uma caixa do tamanho de um elefante… pode ser bebé, é que vou pôr no ecoponto e porque tropeço nela se tentar sair de casa! Cuidado a r estes elefantes de papelão no contentor, quando menos esperamos viram-se a nós, parecemos um Cristo com agrafes nos dedos e fita cola no cabelo!

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