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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

06
Ago20

Oprah Winfrey vs Harvey Weinstein.

Rita Pirolita
 
O exemplo a seguir para quem queira ser hipócrita-mor ou candidatar-se à presidência dos EUA, o que vai dar ao mesmo.
Este é o produto acabado da sociedade que luta como quem sobe audiências a custo de escândalos e estrelato, pelo fim do racismo, xenofobia, homofobia, feminismofobia e outras tantas coisas terminadas em 'ismos' e 'bias', que tolhem mais a liberdade do que a tão instalada ditadura da aceitação ou a obrigatoriedade de ser feliz à força com orgulhos infundados! 
Esta é a pessoa que reune as condições do pacote exigido, a que expõe as vitimizações certas, o produto acabado que se quer propôr à presidência dos EUA, para substituir e combater o mesmo que lá está mas na área dos negócios, que envolve tanta hipocrisia, mentira e corrupção como o mundo das figuras públicas que subiram não por mérito mas por aproveitamento e a reboque de movimentos, desde o 'Black is beautiful' ao Black Power e de combate ao assédio que presenciaram de forma cúmplice e até alimentadora. 
É isto que as massas comem sem estrebuchar, já sem saber o que gostam ou querem de menus gourmet pretensiosos, impostos e limitados, tal é o baralhanço e vazio das mentes, tão bem preparadas em cama de propaganda para serem manipuladas. 
No fundo andam todos a comer arroz com feijão bem disfarçado e não enjoam nem se queixam?
Acima de tudo lutar pela verdade das intenções postas nos actos.
Tudo o que seja feito em consciência, consentimento mútuo e noção de troca de valores, favores ou prazer, não é assédio! 
As sugestões não são assédio e podem ser sempre aceites ou não mas a maioria não assume responsabilidades, são hipócritas e respondem à fama como um cão a um pedaço de carne suculento!
Andam a matar o poder da sedução, depois queixem-se que não vos ligam nenhuma, quando o assédio for à séria e quiserem denunciar e ninguém acreditar...volvidos 20 anos!
Mais do mesmo, sempre na mesma!
 
 
05
Ago20

THE END

Rita Pirolita
Já tanta gente escreveu sobre nada ter para escrever no momento em que decide escrever e depois acabam por escrever qualquer coisa sobre nada escrever, o que posso escrever sobre isso?

Nada e tudo ou nem por isso? Porque os 'desassuntos' também merecem silêncio de reflexão ao seu respeitoso vazio! 

Tenho tanto tema que me apetece escrever que neste momento de agora não consigo vislumbrar ou escolher claramente nenhum entre ideias engalfinhadas que seja consistente para transformar em símbolos e transpor para aqui em palavra materializada, escrita desenhada!

E o tempo vai passando a passo de tempo e o espaço da página é preenchido aqui, sem ocupar memória nem desocupar espaço! 

Não sei sobre o que escrevo nem tenho a mínima ideia do que vai surgir até acabar de escrever!

Se calhar terminava por aqui ou dava mais um tempo?...

Dedico essa espera a quem? A mim ou a vós?

THE END
22
Jul20

Presa no vazio

Rita Pirolita
Despejaram por aqui figurantes do The Truman Show que deambulam pelo outrora maior centro comercial do mundo,  ainda o maior da América do Norte, construído nas pradarias de Alberta, uma verdadeira relíquia dos anos 80 que se mantém à custa de renovações e acrescentos.

Uma autêntica cidade que conta com cerca de 800 lojas que vendem toda a traquitana imaginável, tem um Casino, um Bingo, um recinto de tiro, dois hotéis, um aquário com leões marinhos e pinguins amestrados, uma réplica do Santa Maria sempre pronto a ser reservado para as mais variadas celebrações, festas,  aniversários e casamentos, um teatro, um ringue de patinagem, uma praia com ondas, slide e escorregas, 3 montanhas russas e tantos outros carrosséis, restaurantes, bares e supermercado e a maioria pensa, vives ao lado do paraíso, não te falta nada, de facto no meio de tanto falso excesso...falta-me tudo, sentir-me gente livre e não presa no vazio!
25
Jun20

No silêncio da depressão

Rita Pirolita
Parem lá de lamentar a morte de quem é vítima de si próprio, responsável pela sua prisão e/ou libertação, pelo seu acto de covardia e/ou coragem!

Respeitemos essa liberdade.

 

Ter pena das vítimas do silêncio da depressão, não é mais que ter pena dos que ficam, abandonados ao pensamento da tristeza e forçados a continuar até à sua morte. 

 

A guerra, a fome, a inveja, a ignominia, o egoísmo, a ignorância...também são silenciosas e dolorosas e matam, corroem, consomem, delapidam...

 

Quantos já não pensaram em se matar ou matar outros? Todos?! Eu já!

Sou ou estou deprimida? Não, nem por sombras mas quanto mais noção tenho da falta de sentido da vida, da inexistência de um Deus ou altruísmo da humanidade, mais plenamente aproveito e prezo, desprezo e volto a adorar, odeio, praguejo, revolto-me, isolo-me, esperneio, gozo, sou feliz e triste.

 

Só espero fugir da morte nos intervalos do vazio, é isso que faço sem pudor de admitir que sou bipolar, esquizofrénica, equilibrada, histriónica, solitária, rebelde, mansa...

 

Quando não conseguir lidar comigo ou estiver cansada de mim, despeço-me, até lá estou tão entretida com a minha existência neste mundo de merda, que rio e choro, amuo e amo, vivo e morrerei!
01
Fev20

Swarovski

Rita Pirolita
Se tantas lojas existem da Swarovski, muita gente deve comprar para oferecer ou fazer colecção de quinquilharia cara e frágil e que como bons bibelôs que são, cumprem bem a sua função, não servem para nada, a não ser para apanhar pó e perder o brilho intenso, característica que melhor define o cristal. 
Agora até começaram a surgir acessórios de moda, como pulseiras, brincos, anéis, broches...mas no início apenas se viam colecções de animaizinhos que eram lançados de tempos a tempos por espécie ou grupo, passarinhos, tigres, pandas, cavalos, dragões e tanta outra bugiganga como estrelas ou gotas de água...
Que prazer se tirará em olhar para uma lágrima de cristal ou um cavalo estático num esgar de esforço com as crinas ao vento, ou um tigre a rugir cristalizado no tempo? 
A loja tem a política, não sei se ainda mantem, de enganar os compradores com a balela que o produto não perde valor no mercado entre coleccionadores e até a própria loja o pode comprar de volta. 
Imagino que o possam fazer em casos raros de peças antigas e de produção limitada mas nunca praticarão preços de leilão em plena loja. 
Ou seja, a pessoa tem que ficar com uma quantidade de tarecos que ou estão devidamente acondicionados nas caixas originais ou se estiverem expostos, têm que ter seguro contra sismos, crianças, animais e pessoas com mãos de aranha, serem limpos de tempos a tempos e manipulados com muito cuidado. 
Para uma coisa que não serve para nada e ainda pica nos olhos com o brilho, não merece tanto cuidado e preocupação nem muito menos o dinheiro que custa!
A Swarovski é uma marca de classe média alta, que frustrada por não conseguir chegar aos diamantes e rubis se fica por algo com brilho intenso mas que igualmente não serve para nada senão para a cagança, tal como os pretos gostam de andar carregados de correntes e dentes de ouro, montados em carros brancos de jantes douradas.
Os verdadeiros ricos devem achar tudo isto uma mexeroquice, no máximo digna de jogador da bola! 
Como já perceberam eu não ligo nada a estes pechisbeques de vidro ou outros que sejam, os únicos cristais que me detenho a apreciar, são estes da minha varanda, mais naturais mas tão efémeros como o preenchimento do vazio com vazio! 
 
 
30
Abr19

Vazio sem silêncio

Rita Pirolita
Em dias quentes de verão é bom passar por escolas em férias e gozar o silêncio de recreios com gritos mortos do ano que terminou, chão fértil para gritos vivos do ano que se segue. 

Motéis que passam a nada no meio do nada por falência ou rotas abandonadas, palco de assassinatos, dealers, prostitutas, escapam pelas paredes caídas, gritos de prazer, gemidos de choro e deboche.

Esqueletos de fábricas, estaleiros e centrais nucleares, contorcem-se em ferrugem e suor cancerígeno.  

O deserto deixado pelos sacrifícios da guerra, o choro de experiências em hospícios, os gritos incómodos e desesperados de almas sofridas, perdidas no limbo da loucura que se agarram aos nossos braços em jeito de boleia, nos dão a mão a pedir carinho e compaixão e nos deixam um nó na garganta de impotência para mudar o passado.

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