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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

09
Ago20

Séries

Rita Pirolita

As séries são novelas suportáveis mas já enjoam as histórias de advogados e médicos que se comem todos uns aos outros na sala de arrumos.
Ninguém repete uma única blusa, vestido ou fato, se tivessem tanta roupa na vida real tinham que alugar guarda-fatos na Lua por falta de espaço aqui, a não ser que estivessem todos presos e ai andavam com a mesma farpela até ao fim da série.
Filmes de zombies, tanta gente com mau aspecto, vampiros bonzões, Lost em ilhas, ninguém se perde numa ilha o mais que pode acontecer é andar às voltas o dia todo.
A melhor série que fizeram até hoje, duvido que façam uma tão boa nos próximos 100 anos, foi o Breaking Bad e no seguimento o Better Call Saul mas como tudo o que é bom tem um fim...os autores parece que queimaram o fusível numa espiral de alucinação criativa...ou consumiram cristal a mais!
Ando a chuchar no dedo faz algum tempo, à espera de alguma coisa que me surpreenda.
20
Jul20

Prazer de líder

Rita Pirolita
O prazer mesquinho e sede de poder dos líderes mete-me impressão, parece-me robótico e muito pouco humano na sua boa vontade, na parte pior parece muito actual e generalizado como comportamento aceitável.
Todos os líderes acabam por chamar a si o papel de alienadores espirituais, no fundo qualquer politico, director ou patrão, têm que dominar e saber controlar pelo medo, pela mentira ou pelo falso respeito! 
Ninguém de jeito, num mundo melhor se deixaria dominar ou mandar por um igual, acharia que estava na posse das suas faculdades para tomar as melhores decisões para si e por consequência para todos.
Como líderes com muita sede de governar, têm que saber induzir confiança, destroem, desmantelam, amesquinham, atirando por terra a vida e amor próprio de qualquer um, despojam a auto-estima de todos, para depois injectar alienação livre de julgamento e contestação. 
Em campanhas políticas, seitas, igrejas, é necessário normalizar para nivelar tudo pelo mesmo para que não se formem ondas, todos devem estar anestesiados, serem coitados descriminados postos em banho-maria para alucinações colectivas e mais tarde dependência do despojador, que vende quimeras tão perfeitas de tão podres e pobres.
Como pode alguém ter coragem de fazer discursos de liberdade e independência, quando querem dominar e convencer a alimentar a sua única ambição, o poder. 
É ignóbil abusar de premissas honestas para conquistar o oposto. 
Também é verdade que quem se acomoda está a pedir que lhe chupem o sangue e os vampiros da sociedade estão sempre à espera em cada esquina, de vítimas enfraquecidas e doentes para atacar.
Mesmo eu não sendo nenhum exemplo de boa pessoa, nem por lá perto e cada vez menos gostar de gente, não faço mal a ninguém e seria incapaz de liderar ou mandar fosse em quem fosse. Ia sempre sentir que estava a anular alguém para que me seguisse cegamente e como bem se sabe, as pessoas quanto mais abandonadas e vazias mais vulneráveis a serem influenciadas e dependentes de falso bem estar e facilidades. Detesto gente mole e insípida!
As paixões e amores só são palpáveis se forem sofridos, traídos, conquistados, disputados, possuídos, dominados, espancados, ciumentos...
Que canseira, amar de verdade não dá trabalho, não é prisão nem causa sofrimento!
Tantas vezes pergunto, serei a única a notar falsidade em palavras de líderes, olhar diabólico em gurus de seitas, gestos programados em governantes?...
Se não sou a única porque continuam a existir e a ser adorados?... 
Sendo assim não bastaria só aos lideres e más pessoas ficarem quietos por algum tempo para respirarmos liberdade e bondade? Vá lá não custa nada, é só não mexerem uma palha.
Nunca pensei que chegássemos a um estado tão pavoroso neste planeta que o melhor seria a inactividade e não a evolução.
19
Jul20

Coitadinhos, enconados e demais aleijadinhos

Rita Pirolita
Nunca sei como começar mas depois de o fazer lá sai enxurrada de coisas certas ou desacertadas, umas loucas outras quase insanas mas nunca nada contido.
Reunam-se à volta da fogueira das vaidades e vejam lá a quem serve a carapuça! 
Como se distingue uma pessoa enconada?
À distancia, a grande distância, até cheira a chamusco mafarrico. 
Costumam ter um ar social-benevolente, na intimidade são mimados e egoístas e a cada par de cuecas que não é passado a ferro, clamam pela mãe que lhes valha e vá fazer aquele bacalhauzinho à Brás como só ela, que os consola e ainda arruma a casa ao mesmo tempo. 
Dizem que não sabem fazer nada fora do horário de trabalho que envolva algum esforço e criação, apenas estão sempre prontos para a lanzice na esplanada mais in lá do bairro, arrabaldes piores que o sítio do Pica-Pau Amarelo, onde foram criados como os reis de Loures ou Algueirão, antes de morrer os avós ainda tiveram tempo de meter na cabeça do incauto netinho ou netinha, que foram caseiros do Barão da Mula Russa, gente importante na quinta que ali existia da qual apenas sobra um muro pintado de graffitis, ao lado do canal de esgoto a céu aberto que dizem ser uma ribeira para escoar águas pluviais.
Convencem-se que a vida será fácil se tirarem um curso que os papás pagam e depois é só comprar um apartamento muito perto dos progenitores que também entraram e bem com a lã para obtenção do empréstimo, para depois passarem lá a vida a limpar e a levar sopa em Tupperwares, porque os filhotes são uns aleijadinhos das mãos e não os ensinaram a fazer nada nem a saberem desenrascar-se. Mais valia mantê-los em casa, sempre estavam mais perto para limpar o rabinho e o cheiro ficava num só lar.
Criaram monstros gordos e sugadores que precisarão sempre de tudo, dependem de todos como de ar para respirar. 
Comigo morriam asfixiados logo no primeiro minuto de enconadice. 
Os coitadinhos, eles andam aí...
Também se distinguem bem ao longe pelo semblante macilento e amarelinho icterícia, ao perto emanam uma energia chupista, olhar vidrado e fixo, vampiros de boas vibrações, zombies que assombram a nossa vida e aparecem atrás de cada porta a acreditar nas piores previsões do zodíaco.  
Estes são os das depressões crónicas, pessimistas a tempo inteiro e nas horas extraordinárias que atraem tudo de mau porque o seu nascimento já foi o azar dos azares que se queixam como ninguém a ver se levam mais alguns para o fundo do poço onde estão sentados de rabo frio e húmido.
Nada lhes corre bem e a vida dos outros será também uma amaldiçoada e previsível fonte de tristeza e infeliz destino, tudo dominado pela inveja e medo da mudança, sentem-se mais seguros e quentinhos na merda porque já lhe conhecem o cheiro e o tépido aconchego e combater a agorafobia da liberdade a perder de vista, cansa e não deixa espaço para reclamações.
O denominador comum a estes dois grupos é que parecem um encosto, fazendo uso da terminologia espirita, uns não se desenrascam e outros enrascam tudo, não desamparam a loja, numa melice peganhenta e sempre dependente de alguma coisa, das suas coisinhas, o carrinho novinho sempre limpinho, o computadorzinho XPTOzinho, o tele-movelzinho última geração que a mamã deu...
Depois existe o grupo dos aleijadinhos e não venham cá com o mimimi das susceptibilidades feridas, eu chamo as coisas pelos nomes, vou directa ao assunto para que todos me entendam bem, porque se andarmos a chamar aos pretos, cara de merda e aos brancos cara de cu o insulto começa a subir de tom e não tenho jeito para mediar causas perdidas! 
Ponham os olhos nos aleijadinhos!
Estes são mesmo os deficientes, aleijados, incapacitados...na sua maioria a nível fisico, felizmente a outros níveis dão 10 a 0 a toda a gente normal que não sabe o bem que tem em ter nascido com braços e pernas mas muitas vezes sem um cérebro de jeito.
Os aleijados tiveram uma merda de sorte mas têm uma puta duma força e não se comparam à maioria dos normaizinhos que bem mereciam levar com uma marreca, cegueira, paralisias e outras coisas mais para cima de verrugas, só para terem noção dos verdadeiros atrasados mentais que são e como andam cá a atentar a vida dos outros...voltem para a cona da vossa mãe! 
Existe depois um grupo residual que nelas se traduz numa vida que acaba na ponta da unha de gel e neles na ponta da barba hipster, não convém partir uma ou cortar a outra.
Notaram alguma raiva ou revolta na minha descrição? 
Se calhar não estão longe da verdade, é que eu não encaixo em nenhuma destas definições, nem é uma questão de falta de noção, foi mesmo a puta da vida que me ensinou para sempre e bem.
Nunca tive ninguém que me desse alguma coisa de graça sem cobranças posteriores, por isso aprendi a não precisar de nada, nem ajuda nem dinheiro. 
Aprendi a não confiar nem desconfiar, espero que se mostrem e espalhem na primeira curva, eu fico a ver de longe o suficiente para não levar nem com um salpico de merda em cima. 
Nunca me comprometo nem prometo, sou sempre coerente e honesta comigo, os outros não precisam dessas preciosidades da minha parte.
No fundo quase de certeza tenho dor de cotovelo e uma invejazinha que até corrói.
Secretamente gostaria muito de ter sido uma mimada, nascida em berço de ouro, sempre amparada por mãozinha divina e com uma sorte diabólica...ia-me portar bem que nem uma cabra e seria obediente que nem uma mula!
31
Mar20

O sexo sem hu(a)mor não tem tanta piada!

Rita Pirolita
Vou falar de sexo com o pudor que merece da minha parte ou seja, nenhum!
Não precisam de comentar ou expor o vosso comportamento mas vejam lá se não sentem também um pouco do que eu sinto. 
Sempre me intrigou o seguinte, filmes românticos, eróticos, de suspense, policiais, de zombies, vampiros ou até canibais, parece que agora não há género que não tenha que enfiar no guião como condição sine quo non, uma cena lá pelo meio de pirueta em vale de lençóis, no elevador, nas escadas, é onde calhar, nunca se pensa em DST's, preservativos ou mesmo tirar as collants e calças, tudo é penetrável, até a roupa. 
Ora bem, estão a ver aqueles filmes em que na cena quente ela é filmada em slow motion com os cabelos ao vento em posições sem refegos, celulite ou mama descaída, tudo é perfeito e rápido que nem coelhos, elas surgem na cena seguinte de roupão ou com a camisa dele enfiada à porcalhona desleixada mas maquilhada que nem Bela Adormecida e com o cabelo sem pintelho a despontar fora do sítio, tudo arrumadinho mas com um olhar de badalhoca, que só Deus sabe e o gajo que esteve com ela na cama!?
Estão por outro lado a ver os filmes que são uma sátira a estes? Em que ela na cena sensualona cai da cama, parte um pé, entala os dedos na mesinha de cabeceira ou aparece o cão dele com um olhar que a intimida e envergonha e junta-se à cena, não, corta, isto já sou eu a delirar! 
Pois, eu sou mais inclinada para estes lados, para este tipo de tragicomédia, não que já não tenha tentado fazer de boazuda, sempre me foram dizendo que sou gira e devia explorar mais a minha faceta sexy, que segundo todos os homens, todas temos. 
Sinceramente nunca me senti assim, prefiro pensar em mim como alguém com graça e piada, de ar divertido de quem está bem com a vida, a nível fisico a imagem que penso transmitir é de alguém com uma postura pragmática, porte mais para o atlético, calço o 41 e sendo alta posso dormir de pé como as galinhas, é sempre o que me dizem para serem simpáticos e não desagradáveis ao confirmar que de facto sou patuda, tenho umas mãos enormes, embora seja proporcional, isto não é de todo o cumulo da feminilidade e delicadeza, por mais que tente não parecer um elefante dentro de uma loja de cristais! 
Ora bem na senda de tentar descobrir alguma coisa em mim que os outros viam mas eu não queria admitir, tentei em algumas alturas forçar-me a ser sensual, em câmera lenta e tudo, confesso, não deu o resultado esperado, saiu mal, deu merda mas fartei-me de rir, não sendo a única a ser contagiada pela cena, quem estava comigo também confirmou, que estávamos lá para foder e rir se assim fosse o caso e houvesse oportunidade e não para andarmos a brincar aos cowboys, a esconder-me do Índio que me quer dar com a pena na moleirinha para castigo ou fazer-me cócegas nos mamilos como tortura. 
Por falar em personagens de filmes, nem me queiram imaginar vestida de enfermeira put@ e ele com arreios de cavalo, porque se não aí é que morro de riso e não fodemos! 
Ainda mais, detesto lingerie com fitinhas, botões, lacinhos, rendinhas e outro tipo de tirinhas, em vermelho e preto ainda pior, não vai com a cor dos meus olhos. 
Detesto que tentem impor celebrações como o dia dos Namorados, lembrar o dia em que o conhecemos, celebrar a primeira queca, a primeira semana, mês, trimestre, meio ano ou ano...arre, não!
Detesto flores empinocadas, então aqueles arranjos de florista não têm piada nenhuma, nunca consigo distinguir um ramo de festa de um para funerais.
Não gosto que arranquem flores em geral, deixem ficá-las no jardim que são mais bonitas e mantêm-se vivas por mais tempo. 
Pétalas de rosa e velas, suporto numa massagem, se for oferecida tanto melhor e como estou de olhos fechados também não vejo as paneleirices da decoração.
Por outro lado sempre achei que as minhas colegas de escola na altura das descobertas e não era do caminho marítimo para a Índia, romanceavam e mentiam muito sobre a cena, quando descobriam que para engravidar não é preciso saber foder, é só preciso foder...já era tarde e que além disso para foder não é preciso amar ou andar em busca do amor nas cavalgadas, também só é preciso foder! 
É óbvio que se uma pessoa encontra alguém com quem se dá bem, que existe aquela química, como costumam dizer os entendidos desses subterfúgios da fod@, tem mais tempo de descontraidamente ir descobrindo as teias do prazer e explorar afectos, não os beijoqueiros do Marcelo, valha-me Nossa Senhora da Espuma aos Cantos da Boca, kanoije!
Pronto, já perceberam por esta altura qual é a minha visão e verdadeiro comportamento incontornável que tenho e tanto me caracteriza, de me rir de tudo e ter prazer ao mesmo tempo. 
Não se resumirá também o amor a um animalesco desejo, bastante humor à mistura e algumas dores de corpo pela ilusão e boa vontade, de em determinada idade insistir em fazer posições de há 20 anos atrás, dentro do carro já nem se fala, ou inventar novas posições que não dão em nada, a não ser em torcicolos e quedas mais ou menos aparatosas?!...Mas nada nos pára! 
19
Fev20

Starbucks, McDonalds, ervanárias, talhos e hospitais

Rita Pirolita
Se eu que vivo no Canadá entrar num Starbucks em Portugal e disser às pessoas que lá estão enterradas nos sofás, agarradas ao seu Samsung última geração ou laptop da maçã que nas Américas do Norte este estabelecimento tem o café mais barato e não dá status frequentá-lo, só os sem-abrigo que já perderam o brio, amor-próprio e pouca riqueza que tinham, deambulam por lá à espera de alguma coisa quente, uma aguinha tingida?...Sou insultada de certeza! 
Leva-me a concluir que os portugueses são uns cagões ignorantes, que só por pagarem muito por um café que sabe a surrapa e bichos rastejantes chamuscados, sobem na hierarquia da socialite, mostram que estão na moda mesmo que na verdade o que saiba pela vida seja o expresso, bica ou cimbalino, mais barato lá na tasca do bairro, em chávenas ratadas mas escaldadas ou só quentinhas, como tanto se deseja, a ressacar logo pela manhã.
Já nem precisamos de dizer curto, longo ou normal, forte, fraco ou pingado, por inteiro, sem princípio ou sem fim, italiana ou metade de uma italiana (uma amiga minha costumava pedir esta bomba, resumida numas poucas gotas no fundo da chávena)...porque o Sr. António lá do sítio, além de tirar um café no ponto com amor, já nos conhece de ginjeira e assim que nos vê entrar agarra-se logo ao manipulo!
Quase nos viu nascer, viu os nossos queridos avós partirem e a dedicação e sofrimento da nossa mãe a tratar deles até ao último dia, além de que o Sr. António que também pode ser Zé ou Joaquim, serve Delta ou Sical, lote Platina, produto com tratamento nacional com certeza!
Os canadianos que podem e os que não podem, esfolam-se por poder, preferem ir ao Tim Hortons, porque pagam mais caro pela mesma merda que servem no Starbucks, não piam e ainda trazem donuts de graça, pensam eles, como se não os tivessem já pago na factura inflacionada. 
Mais pobre que isto?...Caganice na mesma mas com mais frio que nós!
Como os cagões são uns empertigados, se eu entrasse no Starbucks nestes preparos, chamavam logo dois ou três seguranças, porque não podem sujar as mãos nem perder a compostura e até lá defendiam o direito à liberdade de escolha, com sermões a tratar-me por você, para se disfarçarem de tios e tias de Cacilhas via Paio-Pires, Cavadas ou Arrentela, de extremada educação que nunca tiveram nem veio de berço!
Se eu entrar num McDonalds e começar a distribuir folhetos a retratar a forma como aquela comida é processada, a destruição e poluição que provoca a sua produção, o gasto astronómico dos recursos de água potável e por fim o alto nível calórico e o alto teor de viciação que os açúcares de má qualidade têm, incluindo as bebidas que estão na mesma linha para fazer pamdam com a comida...aí o cenário já vira cirqueiro!
Os frequentadores destes locais são jovens cabeçudos de chapéu à rapper, enfiado até às narinas e calças ao fundo do cu, conduzem um Clio todo artilhado ou um Seat preto mate, mais viciados em fumar pombos que no açucar mas alegam não ter dinheiro para comer melhor ou gajos de fato armados em ocupados que parece que trabalham na bolsa e apenas têm 10 minutos para comer mas a verdade é que vendem aspiradores porta-a-porta, além de que a desculpa que dá mais pontos, é que a dieta mediterrânea sai muito cara e é difícil na prática!...
Esta última sentença não virá da boca dos McDonaltistas mas já ouvi gente que parecia culta, afirmar isto. 
Minha gente, a dieta mediterrânea só sai cara se os nossos políticos continuarem a reduzir o nosso espaço marítimo e deixarem os espanhóis pescar a nossa sardinha para depois a venderem mais cara novamente a Portugal, se continuarmos a deixar os nuestros hermanos, invadir o Alqueva com oliveiras plantadas umas em cima das outras para rentabilizar o espaço e a água, acho muito bem e depois? Produção mais barata, para vender o azeite mais caro no estrangeiro, à custa da exploração desenfreada dos nossos recursos naturais? 
Se continuarmos a delapidar a produção nacional de cereais, frutas e legumes e depois importarmos tudo ou vendermos apenas para o estrangeiro o pouco que temos de melhor qualidade e andarmos a comer porcaria cheia de químicos, resultado da massificação de enormes produções estrangeiras...não vamos longe!
Além de que, embora pareça pobretanas e medida de último recurso, do tipo só por cima do vosso cadáver, podem sempre levar na marmita e virar vegetarianos, não vos faz mal nenhum, pelo contrário e não venham com a conversa de que não passam sem um bom bife, porque isso de carne, já pouco ou nada tem! 
Ora bem, do McDonalds já me arrisco a que não chamem a polícia mas que façam justiça pelas próprias mãos com os pés, chuto no cu e lá vou eu parar ao olho da rua, rumo ao próximo local de sensibilização... 
Imaginem eu entrar num talho a protestar contra a exposição de cadáveres e cheiro a sangue e que o consumo de carne devia ser reduzido, o de enchidos então nem se fala, os portugueses comem chouriços e presunto como os chineses comem arroz e se decidirem incluir a carne na dieta, pelo menos exijam maior qualidade e controlo e menos violência e descuido na sua produção...Como se isso fosse possível mas isto é para calar os que deviam visitar um matadouro, para pensarem duas vezes antes de meterem um naco de animal à boca! 
É melhor não o fazer, já sei, arrisco-me a sair dali debaixo de fogo de facas voadoras e gente carnívora que se me deitam a mão, chupam-me o sangue todinho em 3 segundos. 
Aviso já que o meu sangue é azul da parte do pai por ser do FCP e verde da parte da mãe por ser vegetariana, por isso terão a sensação de estar a chupar clorofila, como vampiros não vão gostar e vai-vos dar cabo do sistema nervoso e imunitário!
Ultimamente o que tem dado polémica é a lista de alimentos que não podem fazer parte do menu dos hospitais e estabelecimentos similares e da obrigatoriedade, que não está a ser cumprida, de incluir refeições vegetarianas nas escolas.
Embora duvide de todo do altruísmo e preocupação do Estado com a nossa saúde, acredito que nesta área e mais ainda na educação, o melhor exemplo de conduta deve ser dado, se não onde? 
Todos continuam a ser livres de comer o que quiserem e de certeza que não passarão a ter vontade de comprar tabaco na ervanária ou carne na peixaria. 
Quando a maioria já não tem arcaboiço para entender e sentir a liberdade dentro de si, repudiam-se quase todas as sugestões como atentados à livre escolha, julga-se tudo como uma proibição e assim se subvertem as prioridades de uma nação.
Se gostam mais da previsível segurança do admoestador condicionamento, como podem lutar com verdade e convicção pelo que desconhecem e talvez por receio não desejem assim tanto?!

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