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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

09
Ago20

Netaflitos

Rita Pirolita
 

De vez em quando passo uma hora a ler sinopses para escolher um filme de hora e meia e isto quando encontro um que me agrada, dou 10 minutos, às vezes nem tanto, para saber se vou ver até ao fim.

Só se estivesse a delirar com febre, coisa que nunca acontece, é que talvez pusesse a hipótese remota de ver um filme de animação e nem que esteja muito desesperada consigo ver um filme com o Chuck Norris ou o Steven Seagal. 

Não compreendo, quem depois de deixar a adolescência continua a vibrar com filmes de bonecada, princesas,  dragões, deformidades verdes, animais na selva e no gelo, cães falantes, enfim coisas que não existem e que deixam o cérebro paradinho.

Por outro lado acho desviante, pessoas como eu que gostem de um Breaking Bad ou filmes de terror de excelente qualidade, os filmes de terror modernos são tão maus que nem são comparáveis a um mau filme de pancadaria e em vez de me agarrarem ao écran...fazem-me rir!

Também me aventuro em filmes densos mas não incompreensíveis, aqueles em que o autor quer ser tão erudito e fora da caixa que nem ele percebe a merda que realizou...longe da vista!

O Netflix tem muito pouco para oferecer a pessoas como eu, por isso o moço lhe chama Netaflitos, quando recorremos a ele já estamos desesperadamente aflitos à procura de qualquer coisa de jeito para ver... 
09
Ago20

Pensamentos à solta

Rita Pirolita
 
 
Se Deus existisse ia ter uma enorme dificuldade em explicar que vivemos no mesmo planeta e temos a mesma origem!  
Gostava de acreditar em Deus, OVNIS e promessas.
Vejo o mundo a preto e branco para que a minha alma descanse da falsa cor!
A inocência alimenta o sonho e anula a maldade!
Faz por nunca apresentares os teus mamilos ao teu umbigo!
Humanidade desgraçada que ainda não percebeu que o barco é o mesmo e está a afundar! Acordem!!! 
Estou chocada comigo, porque consigo jantar em frente à TV e ver corpos rebentados, sangue e terror, sem que isso me tire a fome.
Portugal está à espera de ser corrido da UE, podíamos agir com dignidade e sair pelo nosso pé de cabeça levantada!
Descobri conhecidos que muito não via e apenas reconheço por foto, porque o perfil que inventaram nas redes sociais é o oposto daquilo que lhes conheço e as pessoas não mudam, o mais que podem é refinar com a idade! São todos pais babados, dedicados à meditação e a espalhar amor, bondade e ajuda a cãezinhos abandonados, caramba sinto-me a única pessoa reles neste planeta, rodeada de gente imperfeita na vida real, os únicos humanos exemplares estão atrás de um écran.
15
Jul20

Quem tem cu tem medo?...

Rita Pirolita

Impossível passar ao lado das eleições no Brasil, acompanhadas de tumulto social que se tem precipitado em manifestações desgarradas, zangas de amigos e familiares, perseguições e agressões a opositores de um e outro lado, encenações e vitimizações, enfim, a confusão social e intelectual, o vazio de ideias que dizem, a direita aproveitar para ganhar pontos, estando ela própria ligada ao ecumenismo de mandamentos da Bíblia-banha-da-cobra, enquanto isso, deixamos existir e até alimentamos vergonhosamente, regimes tiranos e castrantes de há décadas como o venezuelano e chinês, dá muito jeito ter um produtor com mão de obra escrava e uma jazida de petróleo controlada à custa da pobreza e desgraça dos povos! 
E porque conquista apoiantes a direita? Não estariam escondidos com certeza mas são os mesmos que agora estarão desiludidos com os resultados da esquerda?
Além do desespero geral dos indecisos, mais manipuláveis e sujeitos às flutuações das falaciosas medidas políticas que têm governado o mundo, a esquerda também nunca se soube concentrar, é uma força que apelando à igualdade, prostitui as minorias que com meia dúzia de conceitos sectaristas ligados a fobias e muitos "ismos", acabam por fazer o trabalho sujo de dividir e espalhar a confusão para as tiranias ganharem terreno. Populações inteiras que se enterram pelas próprias mãos, que se julgam e martirizam não percebendo que a defesa em altruismo, deveria ser da raça humana, fauna e flora de que dependemos e não a exacerbada manifestação apalhaçada e às vezes violenta e desafiadora na brejeirice, por grupinhos que apelam a direitos que deveriam ser conquistados em modo universal. 
Ser de esquerda num ambiente liberal é viver do capitalismo com moderado pudor se não à descarada, ser de esquerda num ambiente de terror, é disfarçar muito bem que se é de direita!
Acabo até eu por fazer estas distinções, parece já não haver terminologia menos extremista e esquizofrénica com que possamos comunicar, mal, mas dizer alguma coisa no entanto!
Ora a esquerda na sua senda da uniformização por baixo, proporcionar a desgraça para pôr populações à míngua receptivas a qualquer migalha que possam deificar e até pensar que são conquistas, no fundo retira gradualmente direitos, que com qualquer pequeno ajuste parece uma grande evolução social mas na verdade regredimos um par de passos para depois dar um baby step na infantilização do povo, que se revê na protecção lamechas e dependente de um Estado paternalista, protecção essa que não precisaríamos se tivéssemos crescido e ganho competências para a auto-determinação, integridade e coerência que tenha objectivos nobres em jeito de comunidade, que apenas querendo o bem individual esse será a extensão para o bem-estar vizinho! Mas não, funcionamos por oposição para podermos sobressair, pensando que para sermos os melhores temos que enfraquecer o inimigo que inventámos, magoando com crises e guerras, para que se torne frágil e assim possamos ser o melhor do pior, ao invés de termos coragem e altruismo em combater um competidor forte para beneficiarmos da evolução e engrandecimento pelo pluralismo, de visões que quase sempre são complementares no bem. 
Apesar de me sentir um ET, entendam que só me quero dar com gente que pense normal e naturalmente, não me identifico com ordes excitadas de grupetas que à falta de cabecinha limpa se apoderam de todas as dores das minorias sem saberem da origem da doença! 
Como já não temos paciência para parar e pensar, deixamos que o trabalho esforçado e forçado nos retire tempo e domine por cansaço o curso da nossa vida, entregamo-nos a discussões fúteis sobre futebol, tricas e endeusamento de heróis da mula russa, quem discute muito futebol parece que percebe muito de muita coisa mas fala muito do nada que é o futebol, tudo isto é fado e se aplica também ao racismo, à homofobia, ao feminismo moderno, à xenofobia...
Andamos entretidos com o trivial secundário, um mundo paralelo, para não termos que pôr mão na irmandade corrupta, que tanto trabalho daria limpar, sabendo nós que todos temos um pouco desse sangue e por isso o desculpamos e despenalizamos, como gostariamos que nos fizessem a nós. 
Neste sentido, a divisão entre esquerda e direita mais não é que uma quezília de birras, a mesma moeda com duas faces mas mesmo assim a mesma merda materialista com o valor que lhe atribuirmos.
O fascismo cresce por aproveitamento de um comunismo vazio e disperso na sua falsa hegemonia de criar uma sociedade alienadamente livre de tão uniforme, ao ponto de não se notarem nem reivindicarem diferenças por mérito, presa na normalização.
Até parece que percebo de política, não, percebo mais de massagem e decoração, os dois cursos que tirei mas sinto que não faço um esforço grande para não me deixar alienar, a desgraça é tão evidente que é um atentado à minha inteligência tornar-me mais uma na carneirada de punho cerrado na rua, já basta comer e cagar como todos e chega, por isso me admira que tanta gente se deixe dominar por programas e campanhas politicas tão promissoras de apartheid.
Mediante isto, sinto mesmo que uma dona de casa seria um bom exemplo de governação ou seja a maioria de nós seria boa para governar e porque não deixamos que isso aconteça? Porque quem tem cu tem medo e cada vez mais a população mundial age por terror aos prognósticos em vez de se concentrar em pôr mãos à obra e mudar já o presente, as revoluções são sempre para amanhã e já é tarde demais, todos representam algo e não fazem nada. Concluo então que poucas pessoas como eu têm o cu desligado do medo, o meu é mais pragmático, está ligado à merda, não exclusivamente mas maioritariamente!

14
Jul20

Palpites palpitantes

Rita Pirolita
Nas redes sociais onde me sinto confortável com a distância e consequente frieza de poder dizer tudo sem me lançarem olhares paternalistas de reprovação, que por acaso sempre detestei, acham-se superiores para me lançarem facas pelos olhos e tentarem irremedialvelmente pôr-me no lugar?! 

Pois aqui deixo algumas considerações para os coninhas pagodeiros e pregoeiros da família, do amor e amigos forever.

A família para mim foi o pior exemplo de felicidade, destruiram o meu ânimo por uns tempos, até eu deixar, puseram-me no mundo para me dizerem que não devia existir e assim descarregarem as suas frustrações em comparações humilhantes, não causando eu problemas a ninguém achavam que tinha espaço de sobra para me puderem complicar a vida e consumir o meu tempo a levar com os defeitos e maldade dos outros, até que coloquei um travão e me largaram as saias. 

Pasmem, não sou a única, existem muitos, diria que a maioria vive estas situações, uns não se apercebem e outros andam convencidos que para terem apoio, não se sentirem desamparados e até sobreviverem, têm que aturar a tribo, sofrer as suas investidas e abusos de confiança que surgem sempre após convívio frequente, imposto por leis imaginárias da união que faz a força, quando muitas vezes o melhor seria ser órfã de seres e filha apenas do mundo. 

Quem não gostou de ser filha não tem que vestir a pele de mãe!

Se muitos assim vivem, eu devo ser das poucas que deram um pontapé nesses enganos e já foi tarde demais, mesmo assim não me livrei de tudo, vou continuar com um passado negro a morder-me os calcanhares. 

O meu pai levou a minha mãe ao suicídio, convivo com ele muito amiúde e quando acontece faço-o com muito nojo, ele sabendo do meu sentimento tenta limpar e fazer-me esquecer, não consegue nem conseguirá até ao fim da sua e da minha vida. Ainda tenho dó dele quando o vejo constipado mas passado um par de horas começam os tratamentos de coice e arrependo-me logo!

Não pude obrigar quem me pôs no mundo, supostamente mais sábia e experiente, a mudar de vida, ofereci apenas a minha ajuda para acabar com uma união obsessiva cozinhada nos infernos, ninguém quis saber de pôr um ponto final, às tantas parece-me que as pessoas habituam-se ou ficam viciadas na adrenalina da discordia, não querem mudar, ficam mais confortáveis com o que já conhecem, mesmo que seja monstruoso.

Aconteceu e não me livrei nesta situação de perda de sentir o que todos pensam, que não cheguei a tempo, que não fiz tudo ao meu alcance para evitar tal desfecho, que não me apercebi do que aí vinha por andar distraida ou ocupada demais, sinto sempre culpa em algum momento de recordação do tormento, uma angústia corrosiva e cortante!

Eu vivo com a minha parte de culpa, real ou inventada, para me martirizar e assim cansar a inquietação! 

A minha vida dava um filme de terror, pensam alguns mas eu aceito-a como normal, com a naturalidade de me terem acontecido coisas que são deste mundo e acontecem a tantos outros, a muitos ainda pior!

Passaram-me genes amassados, sou fruta persistente mas pedrada que se agarra ao ramo para não cair e apodrecer no chão, sem não antes mostrar a raça da sua polpa na boca de quem a gosta!

Estão a ver como as redes sociais são uma catarse para mim que não procurei psicólogos para me venderem banha da cobra a peso de ouro, não falei com amigos, uns não aguentaram a minha desgraça por a reflectirem neles, se lhes acontecesse pensaram eles que dariam em loucos, outros julgaram e deram palpite, com pais destes afastar-se-iam para todo o sempre e o moço? Esse esteve ao meu lado em silêncio, à espera que eu fosse falando quando tivesse coragem, fui falando, pouco, sem quase nunca chorar mas não resolveu nada, sou eu que tenho que curar a minha ferida com aceitação muito forçada do que aconteceu.

Existe uma condição fisica e mental para cometer suicídio, mas tudo o resto que a ele leva não cai do céu. 

Agora que passei a dor de ver a minha mãe morta no meio de um pinhal, a revolta tem-se adensado e é com isso que estou a lidar.

Os amigos não se mantêm à distância, tal como os amores, quando emigrei deixaram de me considerar na lista, levei ao menos comigo o moço e sua amada amizade que tanto respeita o meu espaço como eu o dele, sabendo o quão preciosa e rara é esta atitude prezo-o muito! 

Não sou dada a olhares românticos sobre sentimentos humanitários, a este ponto da evolução se não fizessemos mal uns aos outros, se não fossemos egoístas e invejosos já era um grande avanço. 

Não entendo os que me tentam puxar à sua razão, a razão do peace and love sem drogas, os que me acham uma solitária sofredora, sem amigos, amedrontada e em defesa constante para evitar ser magoada? Antes diria que aprendi com o que passei e observo muito para não errar, seria burra se não o fizesse, se errar é humano, evitar o erro é superar-me e melhorar.

Prefiro ter esta visão do mundo e das gentes que nele habitam, brutal, desencantada e para alguns insuportável de tão crua, que andar a brincar às princesas pobres sem reino, nem altar ou trono. 

Não me venham com caminhos floreados, o sonho pode comandar a vida mas a vida não é apenas e só um sonho, é para ser vivida como melhor sei e me vão deixando.

Ao magoarem-me tornaram-me mais alerta, menos respeitosa e com menos consideração por quem quer que seja, apenas me sinto mais limpa estando mais só que acompanhada, parece que este bem estar é inacreditável e até uma afronta para quem não sabe estar sozinho e por isso também não sabe estar bem em companhia, não sabendo têm inveja de um estado de espírito solitário-depurador, acham que ameaçamos a coesão de uma sociedade, ela mesma completamente esfrangalhada sem solução à vista!

O convívio constante trava a minha evolução e aumenta o desânimo, o convívio esporádico, sem apego, liberta-me e ler os escritos, ver os filmes e outras obras de arte, ouvir a música de quem gosto, faz-me sentir que estou neste mundo sem no entanto lhe pertencer ou me deixar agarrar, com um pé cá e outro lá, onde nem eu sei bem!

Os valores de família e amor foram tão candidamente incutidos, sem exemplo palpável que acredita a maioria, não poder viver sem isso, caprichos esses de sociedade de primeiro mundo que não tem mais nada com que se preocupar além da fútil moda, perfumes ou carros.

Somos tão iguais na frieza como no sexo, na amizade ou no amor, embora sejamos mais verdadeiros nos actos que nas ideias romanceadas dos sentimentos!

Eu é que sou agressiva de tão directa e ainda continuamos a torturar gente e animais? Não faço mal a uma mosca mas poderia arranjar todas as razões que eu quisesse para o fazer!

Trabalhar, ter filhos para perpetuar uma humanidade balofa que se consome a ela própria, como doença auto-imune que se ataca e flagela, pagar impostos, ser um bom exemplo só para exibir, nunca uma constante de verdade, morrer e deixar nada que se veja, sem passar princípios de jeito a filhos que não veremos muito velhos, refinados no seu pior a serem tratados como mal trataram os seus, que construiram um mundo de beiça torta porque estavam ocupados demais para pensar no melhor a deixar aos vindouros, quiseram apenas viver à sua maneira, donos de um egoismo, prepotência e independência tão mas tão mesquinhas!...

Pasmem-se, os nossos pais querem que olhemos para o que nunca fazem e dêmos atenção ao que apregoam de peito aberto, estão-se a cagar para o mundo que deixam e isso é inegável, está à vista. 

Não se demitam da responsabilidade e troquem a liberdade por segurança, ao porem a culpa nos líderes que elegeram e porque são tão iguais a nós, têm a mesma falta de vergonha e pudor, em desviar olhar e não limpar a merda que todos fazemos!

Falem sinceramente com o vosso interior, deixem de ser mentirosos e perigosos para as vossas entranhas, assumam que amar não tem nada a ver com estas balelas, amar é não saber que se é livre, não estar amarrado à calhandrice do mundo que nos puxa para um inferno terreno que tanto custa aguentar, criado de fresco por nós sobre lixo velho todos os dias!

A humanidade começou e proliferou, porque fodemos uns com os outros e contém-se em números quase insuportáveis porque nos fodemos uns aos outros a cada minuto!

Se acham os ecuménicos, cisores do bem e do mal, falsos altruístas e filantropos-lamechas de trazer por casa como chinelos escafeados que para sermos um bom exemplo em nome do amor, devemos a todo o custo e até contra-vontade manter a coesão da família e o valor da adorável amizade, é porque não vivem neste planeta!

Ide-vos foder, só eu sei das minhas maleitas e o Universo nem sabe da sua própria (in)existência!

 

PS - Eu sei que podia e talvez devesse, dividir este texto em 2, 3 ou mesmo 4 partes mas assim quem precisar e estiver a jeito apanha já com a injecção de uma só vez nas nalgas, esperando eu não ser necessário que alguns levem com um dedo pelo cu acima para abrir a pestana e perceberem melhor!

Isto tudo para não me chatearem mais os cornos com conversas da merda de salvação e conversão de almas!

IDE PARA O C@R@LHO!!!

22
Jun20

Crónicas Femininas - Pensos diários e não rápidos

Rita Pirolita
Esta será a primeira de algumas, muitas ou poucas, espécie de crónicas sobre coisas de gaja! 
Não vou andar com rodeios, aliás como é meu apanágio, vou direitinha e crua ao assunto que for, descasco, espanco, desnudo e desmascaro à descarada. 
Nesta média-curta aviso já que não vou escrever testamento como costumo, porque os assuntos serão parcos e áridos, de despacho rápido.
 
Nesta primeira incursão, nada aconselhável a mente máscula, vou dissertar assertivamente, espero eu, sobre pensos diários. 
Ainda sou do tempo em que apanhei a minha avó e suas quatro filhas a usarem panos turcos, branco-alvo de tão repetidamente lavados, depois de postos a corar com sabão azul e branco ao sol, para amparar o sanguinário menstruo. 
Eu já não usei nada disso e apanhei os práticos pensos, compra, suja e deita fora, gordos que nem almofadas, faziam imenso calor, parecia que andávamos com um edredão de Inverno metido entre as pernas, com um interior de plástico que às primeiras passadas ainda fazia um barulhinho mas depois de amachucado era pacifico e deixava de se ouvir. 
Lá se foram adelgaçando, passando a haver para a noite, para o dia, fluxo de chihuahua, gazela ou elefanta, super absorventes ou nem tanto, com abas para voares ou sem para não fugires do período, perfumados, neutros, sensitive...
Começaram depois a aparvalhar nos formatos dos pensos diários e a merda deu-se, com uma cola irritante que sempre me fez alergia, não raras vezes me indaguei, se as outras mulheres tinham o mesmo problema que eu, passo a explicar. 
Não é suposto um penso diário evitar que se sujem as cuecas à frente e borrem atrás? Então porque é que fazem um penso para cona de formiga, que me obriga a pensar seriamente em usar dois, um coladinho atrás do outro mas depois lá fico com o problema de acumular tanta coisa na coisa que corro o risco de tudo ir parar ao chão ou deixar numa qualquer cadeira de serviços públicos o fedorento mata-borrão, o que seria um embaraço! 
Se assim não fôr será que tenho uma distância maior que todas as outras mulheres, desde o primeiro até ao último buraco? 
Será que estes pensos são imaginados por homens que pensam só termos 2 buracos em vez de 3 e com uma distância tão curta que são quase 2 em 1? Nada disso, temos da frente para trás, chichi, período-fornicação-bebés e cocó!
 
O mais estapafúrdio é o formato tanga, como é que uma pessoa segura um pedacinho de penso a um pedacinho de pano? Às tantas aquela coisa perde a cola com o suor e começa a escapar-se pelas bordas em risco de cair ali em plena rua, o completo terror, se formos de saia é directo no chão, sempre podemos continuar a andar e disfarçar que nada caiu dos entrefolhos, se formos de calças, começa-se a enfiar por uma das pernas e também é capaz de cair, tanto mais se as calças não forem muito justas!...
Ora isto causa uma insegurança tal que mais vale cagar as cuecas e mudá-las todos os dias!

Vezes demais me dá vontade de não usar cuecas, só não o faço para não ficar toda assada e para segurar o nojento e fétido período, claro.
É verdade que ter uma galinha degolada entre as pernas todos os meses é sinal que somos jovens, saudáveis e não estamos grávidas mas para pessoas como eu que sempre souberam desde a infância que não queriam ter filhos, se Deus existisse, podia-nos conceber mulheres sem período, desde que não afectasse a nossa longevidade e a continuação da raça, mas tudo em concessão criteriosa, senão cada uma que visse um parto, pedia logo para não ter filhos, como desconfio que se legalizarem a eutanásia, há muita gente que vai querer experimentar, o problema é que só o fazem uma vez mas voltando à hemoglobina que vomitamos por baixo, há para aí gente a pontapé que gostava tanto de ter filhos e depois nascem sem útero, é marado, deve ser como um homem nascer sem tomates, deve sentir umas correntes de ar na blica de vez em quando, os tubaros sempre devem dar algum aconchego, além da sua função de armazenar num ambiente tépido aqueles girinos-rabejadores microscópicos!
 
Prometi que não ia escrever muito, mesmo assim o texto fez-se mais longo que os pensos, assim eu tenha realidade para imaginar e dissertar sobre!
Não falei dos tampões mas esses também são pensos em cápsula e a única observação de monta é a preocupação em esconder aquele fio verde-água nas bordas, porque se formos a confiar no bikini para guardar segredo, escapa sempre uma ponta!
Também não falei dos Tena-Lady, fica para quando tiver perdas de urina, não deve faltar muito! 
E as fraldas para borrados? Bom, por altura de usar essas já nem devo ter força para me peidar quanto mais escrever um texto!

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