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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

05
Fev21

São Valentino, Valentão

Rita Pirolita
Lá começam as conversas mimimis delas...que não ligam a isso e já está tudo muito comercial, pudera até as put@s que vendem coisa efémera como o prazer mas muito palpável no entanto, não são parvas e cobram desde sempre!
Com esta crise os danados dos comerciantes querem fazer dinheiro com tudo e mais alguma coisa e são eles os responsáveis pelo mercantilismo e exploração da imagem do Cúpido, corações, flores, chocolates, lingerie...tudo da loja do chinês que a vida está difícil. 
As blogueiras desfazem-se em pobreza foleira, brejeira, pirosa suburbana, eu sei lá mais o quê, com sugestões de coisas para oferecer abaixo de 10€, digam lá o que é que se compra de jeito com 10 marrecos? Um corno e a ponta de outro? Preferia que não me dessem nada para não acumular quinquilharia lá em casa! 
Eles andam com os nervos mais feitos em fanicos que o resto do ano, com excepção dos aniversários, Natal e festejos de todos os dias e mais alguns.
E ai deles que não se lembrem do dia em que olharam para a tromba um do outro pela primeira vez, a primeira queca, o dia em que ela conheceu a futura sogra (corre sempre benzinho mas fazem logo estágio de garras afiadas), o dia em que ela deu o primeiro peido a fazer sexo, ele veio-se mais rápido se não desmaiava com o cheiro se ficasse mais tempo por perto, o mês em que a menstruação não veio e viram a vida a andar para trás, com casamento à pressa e convivência alegre com os sogros de um ou de outro lado, haja por onde escolher, todos juntos a viver num T1 com aproveitamento da marquise forrada em alumínio algures em Mem Martins ou Margem Sul...
Por este andar nunca mais saio daqui a enumerar os festejos mais parvos a que já assisti, tudo serve para oferecer ramos de flores a cheirar a morto, jantares de deitar dietas abaixo e às vezes até sai na rifa uma indigestão ou diarreia, mais prováveis de acontecer se forem ao indiano ou chinês mais baratinho lá do bairro e regarem tudo com aquele vinho que parece pioneses no estômago, o popular e barato Casal Garcia!
Também temos todos que levar neste dia do São Valentino, Valentão, com os jantares de solteiros, divorciados, encalhados, solteirões, feios, gordas tão gordas que só elas se acham bonitas, saudáveis e alegres na ironia da sua triste vida balofa, magras tão magras que ninguém as agarra, outros ainda imagino, devem ficar entalados com jantar e direito a noite romântica, entre duas namoradas ou mulher e amante, sim que elas nestas alturas querem todas ser únicas num mundo com muito mais mulheres que homens e muitos deles não gostam de fêmea, façam as contas!
Isto é o cenário de um ano qualquer normal, não este da pandemia mas vá, amem-se muito!❤
07
Ago20

Mães orgulhosas

Rita Pirolita
 
Mães orgulhosas que passam a vida a achar graça a cada esgar dos rebentos! 
Os partos são uma bodeguice de gordura, sangue e peles, se fôr parto natural as mães andam de perna aberta nos próximos tempos, a presença do bebé nos faz acreditar que não têm a tal profissão mais velha do mundo!
Muitas criancinhas nascem cobertas com uma penugem escura, thank God mais tarde acaba por cair...mas deixa tantas dúvidas, não seremos primos mais próximos que afastados dos macaquinhos que quando nascem até são tanto ou mais fofinhos que alguns bebés? Sorry mães babadas!
Anda tudo nas nuvens com mamas doridas e cheias de leite, mamilos inflamados cheios de crostas e cheiro a bolsado. Sexo?...Nem pensar e o encanto da maternidade vai-se por água abaixo. 
Depois crescem, ficam até aos 30 ou 40 em casa à procura do primeiro emprego em frente ao computador que os pais pagaram, bem como o fato da Hugo Boss para causar boa impressão nas entrevistas que custou os olhos da cara, também vai ser o único que vão ter na vida toda e se for de boa qualidade e não engordarem, dura até ao funeral.
Outros desandam para o estrangeiro e são a angústia dos pais que pagaram um curso superior para o filho andar a lavar pratos.
Por esta altura se foi todo o encanto e orgulho de ter filhos e tudo cai por terra quando abandonam os pais em lares. 
o tenho filhos, sou solitária por escolha e nunca serei abandonada.
27
Jul20

Benfeitores hipócritas de meia-tijela

Rita Pirolita
Sabendo os homens que vieram do ventre de uma mulher como podem sofrer tal síndrome ao ponto de maltratar o sexo oposto? Revolta de existir? 

Sabendo a raça humana que todos viemos das mesmas células originais, por isso somos todos os tais irmãos porque se matam homens, crianças e mulheres em guerras? 

Se para sermos adultos já todos fomos crianças porque tantas são abusadas a cada minuto que passa? 

Porque se maltratam e comem animais? 

Quem está contra as touradas também deveria estar contra a morte de animais, a única diferença é que a arena tem espectadores e o matadouro não! 

Sei que estou a falar de tudo menos de mulheres em específico mas é isso que quero chamar a atenção, os dias que assinalam isto ou aquilo não reflectem a ligação global que todos temos à mesma desgraça que é só uma, uma humanidade que nada respeita, de existência errante, é isso que temos que assumir, que não prestamos para podermos começar a prestar para qualquer coisa, quanto mais não seja para reconhecer que andamos armados em benfeitores hipócritas de meia-tijela!
25
Jul20

Os meus amores

Rita Pirolita
Pouco falei por aqui dos meus amores, paixões, desencontros e ilusões. 
Desilusões? Muitas mas como só se desilude quem anda iludido e o meu forte é mais sonhar, aprendi rápido a lidar com espirito prático com questões do coração, que para mim são mais do cérebro e sexo que outra coisa! 
Não sinto que vá expor aqui a minha intimidade porque vou falar de coisas que se passam praticamente com todos, é que não sei se já repararam, também sou deste planeta embora às vezes não o sinta nem se note muito, mas sou e tantas vezes não me apetecia ser, acreditem, adiante que para este texto não estão reservadas dúvidas existenciais e sim histórias de cambalhota! 
Sempre fiz questão de ser directa e nada armada ao pingarelho, tentando iniciar as aproximações com piada e nunca com planos mal intencionados de lixar a minha vida ou a de alguém, com rebanhos de filhos atrás, festarolas de casamento, a ficarmos gordos rodeados de filhos igualmente anafadinhos e parvos, a sermos desempregados e assim vivermos felizes para sempre na dependência do sustento-esmola dos pais!
Vamos lá à minha realidade passada.
Estava eu a dizer que sempre iniciei as coisas com naturalidade e descontração, coisa que muitas amigas e alguns amigos criticavam e encaravam como desleixo e despreocupação, também não estavam tão longe da verdade em alguns casos. 
Fazia questão de mostrar que não estava ali para esconder nada que fosse naturalmente humano e não para andar a contar as minhas aventuras passadas para provar que as minhas intenções eram as mais honestas do mundo, ninguém tem nada a ver com isso e só eu decido o que alguém pode saber sobre mim ou não. 
Ser sincera não quer dizer ser parva a ponto de contar tudo e não ter segredos, necessito de sentir que tenho algo só meu de direito, o controlo da minha vida, sem dar justificações a ninguém! 
Ora neste meu percurso tão errante como o de qualquer um que nasceu na década de 70, o apelo à educação nunca praticada por aqueles que a impunham, o famoso 'olha para o que eu digo e não para o que eu faço', ainda teve alguns resquícios de efeito negativo em muitos, eu não sofri com esse dilema! 
Tinha amigas que eram recatadas no sexo ou pelo menos faziam questão de transmitir essa imagem e quanto mais se esforçavam, mais se enterravam na mentira que lhes saia da boca, as chamadas sonsas.
Havia também aquelas que diziam não se peidar em frente aos namorados, iam a correr à casa-de-banho para pensarem eles que estavam na presença de uma mulher limpinha e boa cozinheira, a verdadeira fada do lar, tão perfeita que nem se peidava e se preciso fosse não comia para não cagar! 
Ora a minha sinceridade acompanhada dos actos era recebida por uns com alívio, por outros com supresa mas nunca com afastamento ou falta de identificação e sempre mas sempre com mau cheiro, elevado até às vezes ao nível competição, a ver quem conseguia expulsar mais ar em menos tempo! 
Nunca perdi nesta modalidade aérea e pouco palpável, quanto mais não fosse com o golpe baixo de obrigar o adversário a render-se, pelo alto teor de intoxicação no recinto do amor, ao qual sou imune, baixando os meus níveis olfativos para criatura dos mares!
O moço incomoda-se muito com cheiro que não venha das suas entranhas, é natural a mim acontece-me o mesmo, ao ponto de muitas vezes questionar se não terei comido botões de rosas a mais? Digo-lhe sempre que não havendo bela sem senão, posso ser uma doninha fedorenta mas sou bonitinha, bem acabada, organizada, cozinheira desenrascada e em tempos até soube tricotar, fazer renda e coser à máquina e à mão!
Ainda hoje mantenho uma performance invejável que penso me acompanhará até ao fim dos meus dias, com tendência a refinar! Tenho no entanto que redobrar o cuidado com os que incontrolavelmente possam vir de pantufas acompanhados de molho!
22
Jul20

Reino animal domesticado

Rita Pirolita
Vou ser breve por este texto, porque não merece mais e muito mais não terá para ser acrescentado. 

Costumo dividir os tipos de casais essencialmente em três grandes grupos do maravilhoso reino animal domesticado!

Existem os casais que são de uma inocência atroz, de livro de conto-de-fada, provavelmente um ou ambos perderam a virgindade um com o outro e tudo indica que irão ficar juntos para sempre sem nenhuma traição pelo meio ou mesmo pensamento pecaminoso. 

Estes são amores remotos de aldeia, muitas vezes entre primos, não sei se ainda existem, se existirem têm todo o direito e ainda são o resquício daquilo que um dia todos desejamos mais ou menos secretamente e tão poucos concretizaram! 

Um amor pueril com sexo adulto, o melhor de dois mundos!

Os casais opostos ao anterior são a puta da loucura, parece que andam sempre em ácidos, fazem merda com uma cumplicidade de piscar de olho, no elevador ou em casas-de-banho públicas, a adrenalina não desgruda. Encontraram-se no momento certo e são perfeitos um para o outro, são os melhores amigos e cúmplices das partidas que pregam,  encenam discussões só para ver as caretas dos espectadores, não cobiçam mas comentam profusamente, sabem guardar segredos, são desinibidos e vivem o amor sempre a desafiar os limites da liberdade. Estão um para o outro mas não mortos para a vida! 

Sexo, paixão e loucura, a melhor pimenta a juntar ao mundo dos casais mais enconados!   

E por último, a maioria, pelo que observo são aqueles que ficam ali no limbo, nem são carne nem peixe, qualquer gesto ou discussão indica que se podem amar loucamente como matar de ódio, que podem haver traições mas a coisa mais ou menos consentida lá vai andando coxa e mal cheirosa, convencem-se que apesar de tudo foram feitos um para o outro, que o amor não sobrevive sem um pouco de tortura e ciúme e que estão condenados a aturar-se até ao fim da vida porque com o feitio que têm, acreditam que mais ninguém é credenciado para o fazer, munidos de uma paciência de Jó entremeada por explosões que acabam em sexo ardente de reconciliação. 

A vida é boa assim com agitação e desafio constantes, senão ficava apenas pelo trabalho ou desemprego, praia, putos e compras no LIDL. Vivem no mundo real da vidinha, com desilusões esperadas e alegrias vividas de cerveja e churrasco, tudo o resto são amostras reles, contrafacção ou publicidade enganosa!
18
Jul20

Eu não nasci para isto

Rita Pirolita
Eu nunca mudei de sexo porque não nasci hermafrodita e não precisei de decidir à pressa, a menos que alguém o tivesse que fazer por mim por implicar com a minha sobrevivência!
Eu nasci da junção de duas coisas que todos conhecem e fazem parte de uns e de outros, que só por serem diferentes é que se complementam e dão origem a algo!
Eu não nasci para mudar de género quando ainda não posso votar ou conduzir, nem tenho fígado para aguentar uma bebedeira ou bastando os meus pais darem-me autorização entre os 16 e os 18, porque daí para a frente até posso encomendar por catálogo fornecido pelo BE!
Eu não nasci para votarem numa lei que chocalhe gente, num saltitar de retornos fáceis demais para serem tomados com seriedade e responsabilidade, cujas consequências não serão assumidas, já que o relatório médico não é necessário para iniciar a mudança de sexo e de nome, mas depois já se pede a intervenção do médico para alterar para a anatomia com que o paciente se identifique! Com que provas de sanidade??? 
Quem vai pagar as cirurgias, os tratamentos hormonais, as consultas no psicólogo, as angústias de identidade, lidar com as tentativas de suicídio por deixarem fazer o que se quer, quando ainda não se tem maturidade para perceber o que vai na alma, quanto mais no corpo ainda em transformação?!
Eu não nasci acima de tudo para inventarem terminologias, meterem coisas em cabeças imberbes que todos sabem serem influenciáveis. 
Ninguém pode viver protegido numa redoma mas parece que todos estamos perdidos num mundo de possibilidades, em que os seres mais jovens são plataformas de experimentação e expiação de projecções imaturas e frustradas de gerações passadas que foram vítimas de espartilhos como se de repente prisioneiros de longa data postos na rua não soubessem lidar com a imensidão da liberdade e achassem que o mundo seria infinito mas é apenas uma prisão maior que aquela de onde saíram, onde para travar a sofreguidão se vão impor mais regras que as anteriores. 
O nosso mundo não muda pelo tamanho, muda pela atitude e aceitação.
A multiplicidade de escolhas num mundo pouco ou nada inteligente, não nos torna mais sensatos, livres e altruístas como seria de esperar, torna-nos sim escravos da desorientação!
Ainda hoje tenho dificuldade em escolher o que vestir, para meu descanso a roupa muda-se como uma capa e eu nem sou nenhuma heroína!
Espero mesmo que esta lei seja para aplicar a casos muito específicos e devidamente analisados por quem de direito, psicólogos, sexólogos, médicos no geral, comissões de ética, o que for preciso porque estão a mexer com vidas, se assim não for só me resta concluir que foi largada na praça para baralhar mais uma geração já de si perdida, para mais tarde ser fácil de (des)governar, controlar e alienar! 
Propaganda! Quantos mais sacrificados?...

 

31
Mar20

O sexo sem hu(a)mor não tem tanta piada!

Rita Pirolita
Vou falar de sexo com o pudor que merece da minha parte ou seja, nenhum!
Não precisam de comentar ou expor o vosso comportamento mas vejam lá se não sentem também um pouco do que eu sinto. 
Sempre me intrigou o seguinte, filmes românticos, eróticos, de suspense, policiais, de zombies, vampiros ou até canibais, parece que agora não há género que não tenha que enfiar no guião como condição sine quo non, uma cena lá pelo meio de pirueta em vale de lençóis, no elevador, nas escadas, é onde calhar, nunca se pensa em DST's, preservativos ou mesmo tirar as collants e calças, tudo é penetrável, até a roupa. 
Ora bem, estão a ver aqueles filmes em que na cena quente ela é filmada em slow motion com os cabelos ao vento em posições sem refegos, celulite ou mama descaída, tudo é perfeito e rápido que nem coelhos, elas surgem na cena seguinte de roupão ou com a camisa dele enfiada à porcalhona desleixada mas maquilhada que nem Bela Adormecida e com o cabelo sem pintelho a despontar fora do sítio, tudo arrumadinho mas com um olhar de badalhoca, que só Deus sabe e o gajo que esteve com ela na cama!?
Estão por outro lado a ver os filmes que são uma sátira a estes? Em que ela na cena sensualona cai da cama, parte um pé, entala os dedos na mesinha de cabeceira ou aparece o cão dele com um olhar que a intimida e envergonha e junta-se à cena, não, corta, isto já sou eu a delirar! 
Pois, eu sou mais inclinada para estes lados, para este tipo de tragicomédia, não que já não tenha tentado fazer de boazuda, sempre me foram dizendo que sou gira e devia explorar mais a minha faceta sexy, que segundo todos os homens, todas temos. 
Sinceramente nunca me senti assim, prefiro pensar em mim como alguém com graça e piada, de ar divertido de quem está bem com a vida, a nível fisico a imagem que penso transmitir é de alguém com uma postura pragmática, porte mais para o atlético, calço o 41 e sendo alta posso dormir de pé como as galinhas, é sempre o que me dizem para serem simpáticos e não desagradáveis ao confirmar que de facto sou patuda, tenho umas mãos enormes, embora seja proporcional, isto não é de todo o cumulo da feminilidade e delicadeza, por mais que tente não parecer um elefante dentro de uma loja de cristais! 
Ora bem na senda de tentar descobrir alguma coisa em mim que os outros viam mas eu não queria admitir, tentei em algumas alturas forçar-me a ser sensual, em câmera lenta e tudo, confesso, não deu o resultado esperado, saiu mal, deu merda mas fartei-me de rir, não sendo a única a ser contagiada pela cena, quem estava comigo também confirmou, que estávamos lá para foder e rir se assim fosse o caso e houvesse oportunidade e não para andarmos a brincar aos cowboys, a esconder-me do Índio que me quer dar com a pena na moleirinha para castigo ou fazer-me cócegas nos mamilos como tortura. 
Por falar em personagens de filmes, nem me queiram imaginar vestida de enfermeira put@ e ele com arreios de cavalo, porque se não aí é que morro de riso e não fodemos! 
Ainda mais, detesto lingerie com fitinhas, botões, lacinhos, rendinhas e outro tipo de tirinhas, em vermelho e preto ainda pior, não vai com a cor dos meus olhos. 
Detesto que tentem impor celebrações como o dia dos Namorados, lembrar o dia em que o conhecemos, celebrar a primeira queca, a primeira semana, mês, trimestre, meio ano ou ano...arre, não!
Detesto flores empinocadas, então aqueles arranjos de florista não têm piada nenhuma, nunca consigo distinguir um ramo de festa de um para funerais.
Não gosto que arranquem flores em geral, deixem ficá-las no jardim que são mais bonitas e mantêm-se vivas por mais tempo. 
Pétalas de rosa e velas, suporto numa massagem, se for oferecida tanto melhor e como estou de olhos fechados também não vejo as paneleirices da decoração.
Por outro lado sempre achei que as minhas colegas de escola na altura das descobertas e não era do caminho marítimo para a Índia, romanceavam e mentiam muito sobre a cena, quando descobriam que para engravidar não é preciso saber foder, é só preciso foder...já era tarde e que além disso para foder não é preciso amar ou andar em busca do amor nas cavalgadas, também só é preciso foder! 
É óbvio que se uma pessoa encontra alguém com quem se dá bem, que existe aquela química, como costumam dizer os entendidos desses subterfúgios da fod@, tem mais tempo de descontraidamente ir descobrindo as teias do prazer e explorar afectos, não os beijoqueiros do Marcelo, valha-me Nossa Senhora da Espuma aos Cantos da Boca, kanoije!
Pronto, já perceberam por esta altura qual é a minha visão e verdadeiro comportamento incontornável que tenho e tanto me caracteriza, de me rir de tudo e ter prazer ao mesmo tempo. 
Não se resumirá também o amor a um animalesco desejo, bastante humor à mistura e algumas dores de corpo pela ilusão e boa vontade, de em determinada idade insistir em fazer posições de há 20 anos atrás, dentro do carro já nem se fala, ou inventar novas posições que não dão em nada, a não ser em torcicolos e quedas mais ou menos aparatosas?!...Mas nada nos pára! 
28
Jan20

Feios e meigos

Rita Pirolita
Tentam convencer as mulheres que por mais pequeno que seja, bem trabalhado proporcionará sempre prazer, que com conversa tudo se resolve e chega lá, pode é envolver mais mão-de-obra e demorar um pouco mais, que os preliminares são condição sine qua non para ter excitação garantida quanto mais um orgasmo, que o clítoris existe e todas gostam que seja estimulado à exaustão, que o ponto G não é a inicial da Gronelândia, que a maioria não sabe onde fica ou pensam que é um reino enregelado da DisneyWorld.
Não sei quem inventa tanto mas se todas somos diferentes nada disto pode ser a regra e as mulheres devem fazer ver que muito menos em matéria de sexo e prazer, não podem ser reduzidas a estatísticas e formatações.  
Faz falta ouvir mulheres reais dizerem que o tamanho para algumas importa, que não se resignam aos feios embora  trabalhadores e meigos, ou que pelo contrário serão o macho ideal por não serem tão solicitados e por isso menos susceptíveis de trair, que também não se queixem da infidelidade dos bonzões, já deviam saber melhor da cobiça e cabrice que anda à solta no mercado.
Que conhecer uma única queca na vida e ficar com o grande amor da adolescência para o resto da vida é careta e não mostra mundo, a não ser que vivam nas redondezas da Lagoa Azul. Que nem sempre estamos à procura de relações estáveis e para a vida, tipo conto de fada, quando a coisa acontecer logo damos conta do recado, com casório, divórcio e filhos tardios, ou não.  
Que podemos descontrair e ficar para tias mas com um passado recheado, para contar aos sobrinhos e mostrar o lado melhor da vida, aquele em que se faz o que nos deixam e muito mais que possamos inventar.
18
Out19

Encontros gourmet

Rita Pirolita
 


Hoje em dia já não sei como se processam os primeiros encontros de pessoas adultasnem sempre maduras e responsáveis…isso não interessa!
Vou arriscar imaginar um primeiro jantar nos dias de hoje de um casal que pode ser hetero, homo…isso também não interessa!

Para impressionar, combina-se jantar num restaurante gourmet com Chef de nome francês, se não tiver estrelas Michelin tanto melhor, tem a mesma qualidade ou até é melhor e poupas 5 euros na conta final, sempre dá para o pequeno almoço!

Tens pratos do tamanho de folhas de nenúfar e talheres que não vais usar
Prepara-te para usar a visão e o olfato durante 5 segundos e o paladar durante 3.

O Chef vem à mesa quando vais a meio da refeição, ou seja passado um segundo, dizer que tudo é feito com produtos frescos e muito amor, mentira! 
A comida é enlatada ou já está preparada desde o dia anterior, metida no frigorífico à espera de pacóvios como vocês para jantar. Digo isto com conhecimento de causa, há alguns anos atrás, um amigo meu trabalhava numa das pizzerias mais caras de Lisboa, o estranho é que ele não percebia nada de cozinha e era precisamente onde estava... tinha que tirar as lasagnas do Lidl do congelador e parti-las ao meio para fazer 2 doses!  Assim também eu!

A equipa maravilha está ali para os servir e proporcionar experiências inesquecíveis, quando os únicos no restaurante são o empregado e o Chef.

Além de pouca comida não podes rapar o prato, parece mal, por isso conta comer dois terços do que foi servido, se tiveres azar a única ervilha do prato que tentas apanhar com o garfo sai disparada e aterra na mesa ao lado porque está crua!...

Com pouco no estômago fica-se bêbedo com dois copos de vinho comprado no Aldi e que no restaurante custam tanto como 30 garrafas.

Estes jantares demoram pouco tempo, não mancham a roupa e deixam o estômago e a carteira vazios.

 

Pagas, não arrotas porque é má educação e não acabaste de comer como gente.  
Podes esquecer o nome do restaurante sem sentimentos de culpa, não é daqueles sítios que se recomendem ao melhor amigo, para inimigos.

Na saída, sorriso 33 de quem foi enganado uma vez e não volta a cair na esparrela.

Como não se vai repetir esta experiência inolvidável, não vais sofrer de má nutrição, alguma fraqueza é certo mas animaditos pelo vinho, não risco de flatulência que interfira com o sexo e que parece sempre mal num primeiro encontro, passam assim por seres que não se peidam em situação alguma até ao fim da vida.

Confesso que a refeição que mais me encheu a alma até hoje foi um pão alentejano e uma lata de atum a dividir com o moço, dentro do carro, a ver o pôr-do-sol algures na costa alentejana.  
15
Ago19

Toda a vida não fui romântica

Rita Pirolita
 

Somos seres fúteis de ciclos e modas.
 
Agora toda a gente fica famosa por dar palpites e escrever verdadeiros manuais de instruções sobre comida, sexo, amor e amizade.

Já passei dos 40 e nunca fui ver o Tony Carreira montada em bota bicuda branca de cano alto, camisola de lantejoulas, unha de gel e brincos à Ana Malhoa. Ainda estou muito a tempo!

Os românticos passam dias em preliminares a adiar a ejaculação do envolvimento.
Que chatice! E quem não é romântico? Existe manual de sobrevivência? Eu tenho de certeza um cérebro hermafrodita!

Os homens desfasem-se em manobras de jantares, flores e chocolates porque quase todas as gajas gostam, as que não estão para aí viradas ficam no limbo, rotuladas de esgrouviadas e condenadas a relações curtas e pouco sérias.

Não somos só nós, os homens às vezes também não sabem o que querem, a pieguice feminina de que tanto se queixam desvia a atenção do seu lado sensível e assim se convencem estar imunes ao sofrimento por amor.  
É muito mais fácil suspirar pelo que não existe ou que pertence a um passado irrecuperável e romanceado.
Amar é uma ginástica saltitante entre entrega do ouro e defesa do reino, mas em situação alguma deixes alguém ser maior que a tua própria vida.

Um dia uma criança apenas disse que 'amar é o dobro', seja lá isso o que for é simples e agrada-me. 
O amor se não for justo transforma-se na tal coisa poética que escraviza, manipula e vampiriza energia.

Amor e razão vêm do mesmo sítio, algures entre as virilhas e o couro cabeludo.
 
Não tenho jeito nenhum para escrever sobre estas merdas, perdoem-me os amantes das balelas amorosas.
 

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