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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

05
Abr20

A guerra do croquete e as frustrações do rissol

Rita Pirolita

Texto feito a partir de respostas dadas a gente, que se sente admoestada, ferida e perseguida na sua liberdade de escolha por luto imposto ao croquete e rissol!

Não vejo porque se vê a recente lista como uma proibição, parece que nos bares do SNS vão andar a traficar croquetes, rissóis, chamuças e empadas por baixo do balcão, quando os podem adquirir no café do outro lado da rua a preço razoável e sem sofrer olhares indiscretos? É isto??? 

Não vejo como uma imposição, até porque as pessoas podem continuar a comer o que quiserem, basta andarem um pouco mais até lhes faz bem ou até levarem marmita de casa.

Os locais que promovem curas e bem estar, faz todo o sentido que tenham comida saudável, nas escolas deixaram de haver máquinas de tabaco, nos ginásios faz sentido vender comida saudável e nos hospitais servirem refeições equilibradas também. 

Deve sim apostar-se na educação e isso nem as escolas estão habilitadas nem os pais têm tempo ou são bom exemplo, salvo raras excepções. 

Acho que se deve insistir numa vida saudável e equilibrada, sem que seja uma doença, pois todos nós somos beneficiários do SNS o qual pagamos mas queremos usá-lo o menos possível e ter uma vida sem sofrimento, com menos peso, sem tabaco e uma alimentação equilibrada. Agora se esta medida tem propósitos escondidos, pouco clara no objectivo ou avulsa, a seu tempo se saberá mas à primeira vista até me parece das medidas mais benéficas tomadas este ano, porque as outras?...Lei de financiamento dos partidos, propostas loucas para acabar com o alojamento local em Lisboa, por falta de poder de controlo, etc. 

Os portugueses são assim também na sua peculiaridade, beijam a mão de quem rouba e mordem quem os avisa!

Os doentes comem saudavelmente e os restantes reclamam  a liberdade de comer porcaria, para depois ficarem doentes e irem substituir os que lá estavam e começarem a comer de forma equilibrada??? 

É isto que querem para vocês e os vossos?

Atravessem a rua e encham o bandulho de gordura, ninguém os proíbe! 

Isto não é uma proibição é uma indicação! Mas agora ninguém se quer mexer do local de trabalho nem para ir comer, mesmo que seja porcaria??? 

Eu sou vegan, nem consigo entrar num talho ou passar pelas carnes num hipermercado, fico com vómitos mas tenho que aceitar que muitos ainda comem cadáveres, é simples, viro a cara e passo ao largo dos talhos! 

Por isso mexam esse cu e exercitem a mente para uma vida melhor e sinceramente não vejo ditadura nenhuma mas em muitas outras medidas mais importantes para o rumo do pais, vejo hipocrisia, roubo e imposição! 

Vamos discutir o que importa e deixar estes preciosismos! 

Não sofram tanto com o síndrome da perseguição. Volto a dizer, não há proibição. Todos têm a liberdade de entupir as artérias. 

Eu não como animais, por isso vou a restaurantes vegetarianos mas se for a um outro restaurante por escolha de outras pessoas, como os acompanhamentos ou saladas e não deixo de estar! 

Esta exacerbação da maioria em relação a uma medida que até me parece benéfica, só mostra o ressabiamento de que quase todos sofrem com a infelicidade na sua vida, causada por outras coisas que não a comida! 

Revoltem-se sim e devem mas pelas razões certas e sejam consistentes! 

Revoltem-se contra os políticos e banqueiros que vos roubaram! Atirem-lhes croquetes e rissóis!
O apetite educa-se, como tudo na vida. Toda a gente continua a ser livre de comer o que quiser e até de se matar pelas próprias mãos, ser obeso, diabético, fazer diálise! Assim todos usufruem do dinheiro que descontaram para o SNS. 
Os portugueses comportam-se como turistas labregos num all-inclusive resort, têm que trazer em comida e bebida no bandulho, aquilo que pagaram, nem que para isso fiquem de caganeira ou tenham um ataque cardíaco. Eu quando vou para esses sítios vejo tanta barbaridade que felizmente ainda me apetece fazer mais o oposto, caminhadas na praia e muita fruta e água! 
Vocês todos acham que são muito radicais a contestar uma medida tão inócua, estão apenas a descarregar outras frustrações e a pertencerem à carneirada que fica alienada com parangonas propagandistas! Vocês sim, são os verdadeiros zombies do comunismo ou ditadura, como lhe queiram chamar! A ditadura da liberdade!
Há muita gente que tenho quase a certeza que desconhecem os assuntos sobre que opinam. 
Dentro da lista de alimentos a não serem vendidos estão bebidas ou bolos com carradas de açúcar e sandes ou croissants com alto teor de sal e gorduras trans. 
Tudo isto pode ser confeccionado com menores agentes nocivos e fáceis de levar, exemplo: uma sandes de queijo e não de presunto, uma peça de fruta em vez de uma bola de berlim e um sumo fresco ou água em vez de uma Coca-Cola. 
Agora se a maioria dos portugueses acham que comer fritos e enchidos todos os dias é que tem que ser, matem-se à vontade, estes são alimentos de referência para consumir esporadicamente, correndo o risco de ter colesterol elevado, diabetes, excesso de peso ou até insuficiência renal se os comermos todos os dias, até o consumo de carne não é recomendado diariamente. 
Se querem comer todos os dias que nem labregos, comprem salgados e enchidos e montem a barraca no hospital, lá fora continua tudo à venda...
É uma tristeza que os portugueses tenham sido roubados pelos políticos e banqueiros, que lhes tiraram a liberdade económica e de expressão, gente na pobreza é gente amordaçada e depois se abespinhem por causa de oferecerem alimentos mais saudáveis que a maioria vê como retirada de liberdade. 
Querem ter liberdade para daqui a pouco tempo a deixarem de ter, ao acabarem com uma saúde débil, dependentes de fármacos ou máquinas?
Agem como crianças irresponsáveis que são na sua inocência própria da idade que já não é desculpável quando se trata de adultos, que ainda querem fugir de casa, de mochila às costas, na ilusão de descobrir mundo, mas ao fim do dia regressam a casa, por medo da noite, cheios de frio e com apetite para devorar pelo menos 5 carcaças cheinhas de Tulicreme e muitas saudades da caminha quente e dos mimos da mamã!...  
É caso para dizer, povo que não se governa nem deixa governar! 
É mais fácil de cu sentado no sofá fazer revoluções sobre croquetes e despejar todas as frustrações no rissol!

Principalmente os doentes e diabéticos ainda mais, não quererão piorar a sua saúde a enfiar no bucho uns croquetes! O Estado nunca se preocupou com os portugueses, apenas toma medidas avulsas e esta sinceramente não foi das piores! 

Os comentários mostram uma grande frustração dos portugueses em terem que conviver, comer e calar com os roubos e humilhações que os políticos que elegeram lhes fizeram e continuam a fazer. 

Tenho pena de ter deixado para trás um povo tão frustrado, que em vez de se insurgir contra coisas mais importantes se arma em nutricionista expert de sofá. 

A mudança e limpeza de mentes não vai lá com higiene alimentar. 

A deseducação está instalada, num povo cada vez mais pobre de espirito e desprovido de bom senso! 

Ainda bem que a maioria que vem aqui botar faladura, não faz nada, porque só têm ânimo para revoluções de cu sentado! 

Eu vou lutando por me manter lúcida no meio de tanta loucura e burrice, restam alguns que me acompanham e é com esses que consigo evoluir em discussão saudável e não com filosofias de cordel! 

Chego a um ponto, que percebendo que algumas pessoas não conseguem apresentar os seus pontos de vista de forma saudável e enqriquecedora, só me resta bloquear quem não me agrada que leia o que escrevo!

 
04
Fev20

Cultura da diferença para a igualdade

Rita Pirolita
Os extremos tocam-se e repelem-se na gladiação pelo poder. 
É a cultura do salamaleque de quem diz bem e vão todos atrás ou de quem começa a dizer mal e a devassa vem por aí abaixo. 
Assim se arrasta a real carneirada atrás do real coitadinhismo com real queixume, de políticas que aumentam a vitimização atrás da denúncia que expõe, usa e humilha em vez de ajudar!
Os pobres vendem-se aos ricos por tudo e por nada, estendem a mão a dinheiro fácil, em troca de orgulho amarfanhado, delapidação da dignidade e riqueza da pátria. 
Políticos que mantêm povo a ração, numa casa que convém controlada com rédea curta e justiça que não funcione, para que a desorientação deixe o roubo impune e a governação por mérito seja chutada para as catacumbas. 
A vil estupidez dos energúmenos desacredita o acesso justo às oportunidades.
A cultura imposta da diferença quer-nos a todos iguais, numa alienação de luta que leva à divisão ao culto do ódio e à falta de liberdade e independência mal trocada por fugaz segurança e vigilância.
A virtude não está ao centro, deveria estar entre e dentro de cada um de nós!

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