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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

06
Ago20

Natalidade, retornados e refugiados

Rita Pirolita


Somos o quinto pais do mundo com o mais baixo índice de natalidade, fiquem descansados, Portugal nunca vai ser nem um deserto nem um paraíso. 
Os que emigraram são mais que as mães e vão ter filhos para outra terra, os refugiados não querem vir para Portugal porque estão fartos de caminhar, os poucos que chegam é porque os foram lá buscar para o país receber a quantia da UE por cabeça ou pensavam que o nosso governo estava interessado em ajudá-los com discursos humanistas?!...
Mesmo assim podíamos estar pior em termos de população, muitos retornados vieram das ex-colónias, não regressaram para África porque a segurança não era nenhuma e porque os pretos não queriam ser escravos. Depois dizem que ficaram com muitas saudades do cheiro de África, não deve ter sido do cheiro a catinga
Ainda a classe dos retornados finos e mais espertos que os outros, os que vieram antes da Revolução, porque lhes apeteceu.
Todos fugiram de lá com algum buraco apertado

Alguns tiveram tempo de trazer diplomas e carimbos, pelo caminho tiraram cursos, treinaram o paleio e quando chegaram a Portugal tiveram prioridade de entrada em cargos públicos, bué porreiro para eles, os outros que já cá estavam é que se lixaram!
Todos os outros retornados que ficaram sem nada, a minha solidariedade e espero que tenham reconstruido a vida. 
A minha solidariedade também para os soldados que perderam a vida no Ultramar, todos eram pobres, os que tinham dinheiro fugiram para França e mesmo assim não aprenderam a falar bem francês
Calha sempre aos mesmos.
Vamos lá voltar à questão da demografia.  
O grupo mais dotado para contribuir para o aumento de nascimentos é a Opus Dei, gostam de famílias numerosas e têm dinheiro para sustentar rebanhos de filhos, portanto meus amigos vamos lá a manter o nível de qualidade a que nos habituaram. 
Os tugas não são burros, aprenderam rápido a fazer um bom planeamento familiar, o que quer dizer ter os filhos que se pode criar e não os que se deseja. 
Quase todos os casais estão desempregados, o apoio ao nascimento é uma miséria, os poucos putos que nascem são filhos únicos ou de casais que a curto prazo se vão divorciar.  
Ninguém vai usar licenças de maternidade. 
As mães desempregadas não vão arranjar trabalho se tiverem putos nos braços, as poucas que estão a trabalhar perdem o emprego assim que engravidarem. 
Vamos ter filhos para aumentar as listas de desempregados e emigrantes
Mesmo que produzam alguma riqueza os descontos nunca pagarão as suas reformas.
Este país está um caco!!!
Paguem bem como na Alemanha a alguns refugiados, para nos sentirmos bem a abrir os braços a coitadinhos e no cumprimento do dever, nós que nos vangloriamos de sermos tão acolhedores!
Estar desempregado e viver da caridade comparado com o tio de onde vêm, é uma dádiva de Deus, Alá e Rá.
 
 
21
Mai19

Tempo

Rita Pirolita
 
 

 

O tempo não volta para trás por mais que se cante, não estica para os lados, para cima ou para baixo, não é nosso por isso não se dá, não se tira e não se partilha, muito menos se vende ou tem preço.

Sentimos a passagem do tempo nas rugas e nas recordações.

O tempo de cada um termina na morte.

As marcas do tempo não se apagam nem com a maior borracha do mundo.

Não temos noção do tempo mas sim a ilusão de o medir, controlar e aprisionar. 

O tempo passa e não fica, será espiral, continuo ou interrompido pulsado?

Se pára, o que pára com ele? Se tudo pára, ele é o Rei do Universo? Se não pára, o espaço ganha tempo e o tempo passa a ocupar espaço? 

O tempo não se deixa enganar ou roubar.

O tempo não se guarda no bolso para mais tarde recordar.

O tempo parece que pára quando amamos e corroí quando esperamos abandonados.

O tempo impõe respeito e não liga a faltas de respeito de quem fala dele quando não tem mais nada para dizer! 

O tempo não se esgota, nós é que não o aproveitamos.

O tempo não se perde, nós é que não o encontramos.

O tempo não corre, nós é que não temos pernas para o alcançar.

O tempo não foge, é que não temos mãos para o agarrar

Correr contra o tempo é batalha perdida à nascença.

Transporte no tempo...não comboio que aguente.

O tempo não pára nos relógios avariados.

Só estamos certos quando dizemos que não temos (o) tempo...porque até a falta dele inventamos!

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