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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

Contos e Descontos

07
Ago20

Independência

Rita Pirolita
A questão da independência da Catalunha ou mesmo da Lombardya e Véneto no Norte de Itália, está a ameaçar o estado instalado comodista e comilão da UE. Regiões que reclamam a sua riqueza, que não seja gasta a alimentar despesismo. 
As regiões que geram riqueza, clamam para si a ordem social mais equilibrada e justa. 
Que a independência seja vossa pela recusa de sustentar uma monarquia obsoleta, pelo amor ao que construiram e não querem ver delapidado, pelo controlo da vossa economia e pela libertação da escravatura de uma Europa que reduz tudo à mediana e consensual pobreza.
Pena que a aclamação de independência foi plantada nas escolas e manipulada por quem não vos quer bem!  
25
Jul20

Golpe mortal da viúva negra

Rita Pirolita
Leiam com a atenção que merece, mais abaixo já comento! 
Juro que não vou começar a fazer leituras de aura, cartas de Tarot, bolas de cristal, búzios, borras de café, xixi ou cocó!...
 
Lua cheia em Virgem em 2-3.
A consciência mais profunda não está condicionada pela experiência do mundo. Mercúrio, regente de Virgem diz que escolhas bem as tuas batalhas. Faz-te amigo do desconforto e aceita o processo. Nao julgues o mensageiro, atenta na mensagem. Conserva a tua energia. Escuta-te. Muitos falam de amor pouco o vivenciam. Stellium em Peixes ♓︎, Daemon! Mas primeiro o que não é amor. Não é romance, fixação, apego. Um condicionamento primitivo da natureza humana. Permite-te receber. Parece fácil. Sim!?
 
Como te sentes? Um grande trigono de terra: Lua em Virgem, Saturno em Capricórnio e Pallas Athena em Touro; pelo corpo se trata mente e espírito. O poder está no agora. O tempo é radial. Fica aí. Sê pratico. Recorda o teu poder. Curar as memórias do planeta. O Amor emana do conhecimento. Florescer. Não vive nas palavras, mas conduz-te, não depende do outro, porém expande-se ao outro, pois esse é o estado energético de compreensão plena. Não habita na núvem mística. Mas na expansão do Universo, onde a Natureza vive, predatória, misteriosa e insondável. Ao curarmos memórias, curamos a Terra e todos os nossos ancestrais. Não se pode entender, mas pode-se sentir. ♏︎🔺♓︎. Sonhar é o acto de mudar o ponto de ligação com o mar escuro da consciência. É a entrada para outros mundos da percepção. Vénus, Estrela da noite. Amor, alegria, beleza e prazer. Pela acção, a vontade. O Infinito escolhe. Sente esse magnetismo. No cosmos, o silêncio. Sigo por caminhos inexplicáveis, que não podem ser entendidos, apenas praticados. “Não nos damos conta de que podemos cortar qualquer coisa de nossas vidas, a qualquer momento, num piscar de olhos.” O máximo é ter o céu como livro aberto a ser lido. O mínimo é ler uma página por dia. 
Magia é saber fluir
Intuição e sensualidade
Guiados por um amor maior
Unos com os desígnios do Infinito 
Encantamento, aqui, agora, sempre
Lembro, vida é continuidade. 
Todos somos aprendizes. No caminho para verdadeiros magos.
Recorda...Deixa a tua luz brilhar 
 
Lua nova em Aquário em 15-2.
Novos começos envolverão uma entrega clara, surpreendente. Fazemos parte de um sistema maior. Júpiter quadra o eclipse. Obtém todos os factos, provas e não concordes com o que não te for confortável. Urano sextil Sol-Lua. Ser desapegado significa não colocar a vida, a felicidade, na dependência de outra pessoa. Se amas o outro mais do que a ti mesmo, estás a um passo da infelicidade. Há tantas dimensões. Realidades paralelas. Para fluir com o Espírito, é preciso ser um canal e estar vazio. A chave é sentir. E a partir daí tudo se organiza. Com Urano e Aquário envolvidos tudo se torna imprevisível. É no DNA de Aquário, que a possibilidade reside.

No que pensas, assim te tornas.
A 17-2, Sol e Mercúrio farão uma conjunção superior. Uma culminação, resposta, decisão ou declaração. Um momento de clareza. Tudo o que precisas saber estará à tua frente.
Vénus vespertina em Peixes. A pessoa vibra naquilo que precisa expandir. Daí a necessidade de nos conectarmos com outras pessoas. A nossa identidade torna-se uma identidade compartilhada. O nosso eu superior não é um só indivíduo. Eclipse solar. Que importa onde vou, se não sei de onde venho?
"Existem dois tipos de riscos: Aqueles que não podemos nos dar ao luxo de correr e aqueles que não podemos nos dar ao luxo de não correr."
Trata-se da necessidade mais profunda da alma. Não procuro respostas. Procuro experiências porque, quando vivemos a experiência, vivemos a resposta, numa evolucão crescente. 
No símbolo Chandra para 28º♒︎:
Um tear. Uma tapeçaria inacabada. O processo cármico restringe o eu, e determina o que deve acontecer. Um trabalho sobre ti, muito forte, que exige autodisciplina está em andamento há muito tempo. Deve ser retomado, levado adiante, não importa o que custe. Há deveres a cumprir, faz o que tens a fazer. Se não tem coração, o trabalho torna-se mecânico. O dilema em cruzamentos recorrentes: ficar com o que foi criado ou introduzir inovações. Quaisquer inovações são também desafios. Mas sem eles, não há evolução. Estamos a ser impulsionados para um destino maior, para honrar todos os acordos kármicos, aprimorá-los, trazendo à prática uma disposição atenta. Para surpreendermo-nos, encontrar coisas desconhecidas. Tudo está começando agora, com paixão real.
Atenção, tudo é perigoso, tudo é divino e maravilhoso...
🌙♒️
 
Lua cheia em Leão em 31-1.
Eclipse total da Lua. Nodo Norte conjunto à Lua. Aquilo que me seduz é também o mais me pode desiludir. Quando? Sempre que activamos a projecção da crença da perfeição, de não nos bastarmos por nós mesmos, de o outro ser o complemento. Espelhos da Matrix. Lua oposta a Vénus! Como? Não tomes nada pessoalmente. Hora de crescer. Vence o medo. Do outro. Da rejeição, de te mostrares como és, de seres aceite, de conhecerem as tuas fraquezas, de te magoares, de não seres bom. Padrões e mais padrões. Urano descondiciona. Um raio de luz! O medo do apego, da intimidade, e sobertudo o medo de ser feliz! Recalibra. Eleva a frequência. Uma sensação de vitalidade, clareza, gratidão e atenção plena, frescura, desponta com essa alteração da configuração energética. As fibras luminosas ficam mais fortes, brilhantes. 
E as coisas resplandecem quando estão onde devem estar!
Mantém-te constante. 
Leão rege o coração. Marte ♐︎ mútua recepção com Júpiter ♏︎. Curar em amor. As coisas têm o SIGNIFICADO que lhes atribues. Abundância é um processo de deixar ir; só o que está vazio pode receber. A essência do amor sagrado. O colectivo ressoa os ecos de todos nós. O segredo é aproximar o coração de um outro para conversarem no silêncio... que dá descanso à palavra.
Onde tudo é dito.
Feliz Lua Azul!🐬💎

São estes textos, exemplo de muitos transcritos ou mesmo copiados por alguém que deixei de ver há uns anos atrás porque emigrei, descobrindo a sua renovada existência nas redes sociais. 
Karma ou coincidência infeliz? 
Dúvido muito da original autoria destes autênticos 'relatórios', pois sendo a pessoa portuguesa e até na posse de canudo, nem se deu ao trabalho de corrigir expressões que não soam familiares e algumas são mesmo características de um português-brasileiro, ou fruto de uma tradução mal feita de outra qualquer língua! 
A não ser que seja uma linguagem só para eleitos iluminados, tão especial e avançada que o comum dos mortais, burros ou pouco eruditos como eu, não consiguem entender!?
À parte este pormenor na escrita, a pessoa em questão, do sexo feminino, mais ou menos da minha idade, andou comigo na escola e saímos algumas vezes juntas, conviveu comigo o suficiente  para que me desse conta de uma alma chata e chateada com a vida, que forçava relacionamentos numa base muito calculista e programada, na procura de estatuto social e riqueza material, muita, tinha que ser tanta que se visse e até transpirasse. 
Apenas me procurava quando tinha que resolver desavenças com namorados que queriam acabar com a relação que ela queria manter, um pelo menos sei que desapareceu sem deixar rasto ou hipótese nenhuma de o perseguirem, tanto que mudou de número de telemóvel, estava ela numa cama de hospital com tuberculose por causa das dietas malucas que andava a fazer. 
Chorava que nem Madalena desgraçada à procura de consolo ou quando estava só e entediada entre relações, passava a vida no centro comercial a fazer poucas compras mas a apalpar muito tecido, debaixo de uma forretice atroz, com uma pobretanas como eu a reboque a fazer de dama de companhia. 
Seria uma pessoa pelo que me apercebi de que todos se queriam livrar, quando em vez de se divertir a conhecer e descobrir gente nova e gira, queria comprometimento sério de casamento marcado mas nunca sem descorar a parte material, ela que era filha como eu, de simples operários fabris da Margem Sul, quase sempre comunistas e que viviam em bairros muito modestos, degradados ou mesmo pobres!
Não condeno ninguém que seja possidónio, beto, pato-bravo, novo rico, burguês...ao ponto de querer subir e pertencer à aristocracia, mesmo que não tenha apelido de família, muito menos lhe corra sangue azul nas veias ou tenha corpinho de ócio.
Ter uma profissão é uma humilhação para quem é realmente privilegiado, filho de gente que não se lembra de geração nenhuma ter trabalhado para sobreviver!
Conseguir tirar um curso para quem ainda não está no topo da hierarquia de classes é uma grande conquista para o próprio mas alvo de gozo por quem vive de heranças!
Voltando à personagem em foco!
Fazer-se valer de textos confusos armada em astróloga de livros de bolso ou revista Maria, não abona em nada uma alma perdida e fria que esconde um pensamento lógico maquinal, próprio de formação cientifica mas que se quer mostrar eclética, esotérica, bondosa e a espalhar 'paz catra paz' pelo mundo...
Não me parece nada natural e sim algo muuuuuuuito forçado ou mudança radical resultante de desgosto amoroso tão grande que mais parece assistente da Alexandra Solnado ou que escreve em parceria com o Gustavo Santos, maravilhosos livros de auto-desajuda, cheios de lugares comuns e frases plagiadas, 300 páginas a cagar em circulo mas em mil posições diferentes!...
Pretendem dizer este mundo e o outro mas nada dizem para não correr o risco de se contradizerem, darem um nó na língua, meterem os pés pelas mãos...
Tão empenhados que estão em disfarçar a tremenda aldrabice, torná-la numa verdade única, universal, incontornável e incontestável, ao ponto de já nem saberem o que pensam sobre o que escrevem ou o que escrevem sobre o que pensam!
Eu até sou capaz de acreditar que as pessoas queiram mudar, estão no direito e liberdade de o fazer mas que lhes baste apenas mostrar que parece que mudaram ou que são completamente diferentes daquilo que outros verdadeiramente conhecem mas nas redes sociais podem encobrir e disfarçar com facilidade, já vejo isso como congeminação maquiavélica, válida no entanto e perfeitamente justificada pelo menos para quem a constrói mas que parece teia elaborada demais, só para atrair elogios e no fim dar o golpe mortal da viúva negra!
Digam lá se não faço a minha sorte em não conservar amigos que nunca considerei ou não manter contacto com conhecidos que mais valia não ter conhecido ou algum dia voltar a encontrar?...
15
Jul20

Mulherio

Rita Pirolita
Eu não simpatizo nada com mulheres que acham que só por serem mulheres têm direito a ser mulheres...eu explico.

Quantas mulheres se casam ou namoram com um olho no burro e outro na riqueza do cigano?

Quantas entram em ciclos de ciúme desgastante com ex e sogras, uma disputa de posto por quem consegue atrair mais atenção do homem conquistado, quantos homens gozam com essa penosa demonstração de amor viciado à partida, que se esgadanha por atenção, alimentada com prendinhas e beijinhos.

Homens possuídos pelas mães e controlados pelas esposas! 

Em fase de namoro as mulheres submissas deitam garras de fora quando sentem o homem preso o suficiente, com filhos ou uma casa para pagar, o homem atulhado de solicitações, satura-se, procura aventura e liberdade, as mulheres fartas de uma vida monótona fazem o mesmo!

Já tive todo o tipo de futuras sogras e respectivos futuros companheiros, nunca entrei em campos de batalha de areias movediças, quando a mãe domina a cria e esta deixa, as pretendentes espertas abandonam o barco por causa da mãe e abdicam da cria que está visto, não merece a pena manter, vai ser uma criançola a vida toda, cheia de taras, vingativo porque detesta ser tão dependente da mãe mas não consegue evitar, os homossexuais estão mais a salvo, os namorados nunca são concorrência directa às mães!

Posto isto podíamos ser normais e amar descontraidamente sem precisar de jantares oferecidos em troca de uma queca, que essa mesma queca até possa acontecer antes do jantar, sem que condene a continuação da relação, que tudo seja menos sério e enfadonho sem projecções de casamentos de sonho e 1 ou 2 filhos, de quem os sogros tomem conta para não gastar o dinheiro que não se tem em infantários, que os avós mimem os netos de tal forma que criam monstros que pensam que em adultos têm todo o direito a ser tratados como reis e rainhas de castelos suburbanos e reinos perdidos. 

Já ninguém fica encalhado, é tão fácil arranjar companhia, já o relacionamento de uma vida está reservado àqueles que sabem descontrair e deixar que a vida dê, não o que achamos que merecemos mas na maioria das vezes o que precisamos e alguns precisam de coisas boas talvez por saberem os caminhos que se cruzam com elas!

Eu só não gosto do mulherio que só se dizem mulheres por terem uma cona que define o seu poder!

Estas mulheres existem e há homens para gostar delas.

Eu gosto de mulheres que não andam cá para chatear nem homens nem mulheres!

Pensavam que ia falar de assuntos quentes como o feminismo "contemporâneo", os direitos das mulheres, a violência, o assédio?...

Nem tão pouco escrevi a palavra amor neste texto, esse sentimento tão sonhado para nos afastar da nossa pouco merecida existência, quando o amor apenas vagueia entre a terrena razão do cérebro e a selvagem sexualidade, sem quimeras ou contos.

A má coexistência ancestral de humanos cria complicações supérfluas sobre o trivial.

Tinhamos tudo para correr bem...mas não!
14
Jul20

Se assim fosse...

Rita Pirolita

Morava na casa onde minha mãe nasceu, os pais foram-me deixando ficar, por protecção e ajuda em início de vida, mudei-me para a rua abaixo, ao pé dos avós maternos. 

O primeiro namorado foi do largo do mercado, ao cimo da rua, depois de coordenadas quezílias e amuos, acabamos por ficar juntos com forte aval da família. 

A mãe avisava para a vida com alguns espinhos mas nada que não se ultrapassasse com muito carinho e dedicação! 
Assim o fiz a quem vi fazer!
Íamos jantar a casa dos avós todos os dias, aos fins de semana ficávamos em casa dos pais a vegetar, a ouvir os canários e periquitos a palrear, o cão deitado de barriga ao sol a giboiar em cima de nós, tinhamos ovos e galinhas caseiras até não poder mais, bolos doces como a família, cheirava a comida de forno, cobertores em sofás de afundar, TV a reunir todos em frente aos Jogos sem Fronteiras, Festival da Canção ou Miss Portugal, tapetes em soalho para não arrefecer os pés, casacos para todos para o resto do corpo, música para a alma, clássica ou portuguesa, luz cálida de abundância remediada, névoa de sonho à hora das refeições.
Os avós adoravam-me e faziam qualquer coisa por mim, os pais desdobravam-se em sacrifícios para me darem todos os mimos possíveis, sem medo de me estragarem, nunca sem desrespeitar ou abusar do amor, aproveitei toda a união familiar, era eu o seu orgulho.
Fazíamos praia combinada com demorados piqueniques, visitávamos e eramos visitados pelos primos e tios, sempre de cesta plantada de iguarias da terra, cobertas com panos alvos de linho a serem levados de volta para a próxima visita, repleta de chouriças, azeite luminoso, couves doces, nabiças amargas e fruta picada, castanhas já livres de ouriço, nozes e avelãs sem ranço.
As festas populares eram de presença obrigatória e combinado convívio, os feriados religiosos com passagem pela igreja mas sem grande aparato, em nome da tradição.
Um dia o avô morreu de ataque fulminante, o coração explodiu, a avó disse que foi de tanta bondade, chorou o amor de uma vida de forma tão bonita e doce em homenagem de lágrimas e cerimónia simples.
Continuamos a viver todos juntos, perto em ruas, casa e coração, os Natais e aniversários eram celebrados com alegre parcimónia e saudade recordada e contida. 
Casei, depois de estudos concluídos e trabalho arranjado por conhecimentos do pai, lá nas finanças, o avô já não estava nem viu netos, dois lindos gémeos que romperam para a vida, um casalinho sonhado por todos de feições suaves e calma beleza, meninos de sua mãe, dóceis, sem sobressaltos ou traumas, mimados pelos avós e bisavó, mostrados a babar elogios no bairro onde todos respeitavam a família pela antiguidade e nada a apontar! Perfeita!
A avó foi deixando de andar, tratamos dela em casa, recusamos o lar de idosos, recorremos ao médico em domicílio, fizemos tudo para seu conforto, morreu feliz rodeada por todos, com dor minimizada pelo aconchego e amor verdadeiro e inocente. 
Os pais foram envelhecendo, os doces gémeos botaram corpo, orgulho meu e do pai que tanto os protegia, homem caseiro, ganhador, dócil de gestos contidos, não se bebia nem fumava em casa limpa e arejada todos os dias, não se levantava a voz, não se discutia com gritos de mãos agarradas à cabeça, tudo exemplar, sem trauma ou segredos.
Os pais partiram, deixaram a casinha de suas alegrias, naturalmente a mim, filha única, genro e netos adorados, ficamos algum tempo em desabafo de luto, os gémeos mostraram-se à altura da séria morte, choraram o que deviam, controlaram a dor e a vida continuou sem extravaso, sem sobressaltos de outro planeta. 
Fui sempre feliz, não dei desgosto aos pais, mereço os filhos que tenho, fui talhada para ser abençoada!
 
Se assim fosse...eu era outra que não esta, tão imperfeita pela mágoa, tão avessa a que me agarrassem para me destruir, sempre atraí sentimentos de desprezo, sempre fui cavalo para espicaçar e besta a abater, a culpar pela minha força, para domar, porque a liberdade natural é invejada, quase tanto como a riqueza ou a beleza!
22
Fev20

Racismo

Rita Pirolita
O ideal seria vivermos em feliz comunhão e miscigenação, até chegarmos ao ponto de não haver raças distintas e aí arranjaríamos de certeza outras formas de segregação que não fosse por raça, religião, género ou riqueza.
A diferença será aceite quando deixar de existir e formos todos iguais em aspecto e condição, numa monotonia visual de almas deambulantes em ruas esterilizadas em que ninguém é pobre ou rico, preto ou branco, gordo ou magro, triste ou alegre.Estes extremos que não dispensarão um líder mundial, que poderá ser um computador sem dor ou lágrimas reais, são característicos de regimes comunistas, socialistas ou de extrema-direita, nunca típicos da tão proclamada democracia, bandeira hasteada, esfarrapada por tanta intempérie e nunca honrada!
Os portugueses emigrantes dos primeiros tempos em França, não foram viver no meio da lama e dos ratos nos bidonville? Os franceses já lá estavam a ocupar os sítios e trabalhos melhores! 
Os africanos que chegam a Portugal vão viver para bairros da periferia à procura de trabalho, que nem para os que cá estão já existe ou não querem fazer. 
Dos ciganos, que têm fortes raizes nómadas, não se pode esperar que a maioria viva do trabalho ou respeite a ordem e paz social, vitimizam-se e aproveitam os subsídios, sem nunca ter descontado ou contribuído na comunidade para a ajuda que recebem. 
As mulheres, os gays, os deficientes, os pobres...são todos descriminados e há-os pretos, brancos, ciganos e às riscas. As comunidades querem manter os seus costumes, são segregados por não pertencerem ao local que habitam, chegam a reboque de promessas de vida melhor, a fugir da guerra, da fome ou da perseguição, não lhes são dadas oportunidades de luta nem defesa.
A revolta da desigualdade traduz-se em delinquência e agressividade e assim se distanciam e são postos de parte, perdendo o interesse na integração. 
Existem exemplos de existência pacifica controlada, entre comunidades diferentes mas nunca convivência saudável ou mistura de culturas no mesmo local. 
É natural que pessoas do mesmo país ou cidade se agrupem em comunidades e eles próprios exerçam exploração e até humilhação sobre os novos vulneráveis que chegam, em troca de guarida, salários baixos e trabalho precário. 
Ninguém está para ajudar ou se o faz é de forma dura e vingativa para exorcizar o passado do seu próprio início, outrora não facilitado por outros também. Enquanto existirem países que fomentam a existência de coitadinhos, de escravos que limpam a merda dos que os recebem por ordenados baixos, más palavras e maus tratos, tudo em nome da luta de classes, fomentada pelas elites para desviar os olhares da corrupção.
Enquanto a maioria se culpar e roubar a ela própria,  iremos ter sempre bairros da lata, bairros sociais metidos em buracos e distantes dos olhares dos mais ricos e ordem e paz que não serão respeitadas. 
Os pobres são o isco, a origem e o bode expiatório das desgraças do mundo, para gáudio dos ricos.
Lembro-me agora, que cresci com ciganos, pretos e deficientes que naquela idade pequenina, eram apenas seres com quem brincava, andava à porrada, dava a mão e agora já não os tenho, nem sei onde páram mas às vezes recordo-os, para voltar à inocência livre de preconceitos.
Não será isto tudo fruto da vazia complexidade dos adultos que criam problemas e hierarquias de poder e humilhação em vez de simplificar como as crianças e os cães tão bem sabem fazer?
19
Fev20

Starbucks, McDonalds, ervanárias, talhos e hospitais

Rita Pirolita
Se eu que vivo no Canadá entrar num Starbucks em Portugal e disser às pessoas que lá estão enterradas nos sofás, agarradas ao seu Samsung última geração ou laptop da maçã que nas Américas do Norte este estabelecimento tem o café mais barato e não dá status frequentá-lo, só os sem-abrigo que já perderam o brio, amor-próprio e pouca riqueza que tinham, deambulam por lá à espera de alguma coisa quente, uma aguinha tingida?...Sou insultada de certeza! 
Leva-me a concluir que os portugueses são uns cagões ignorantes, que só por pagarem muito por um café que sabe a surrapa e bichos rastejantes chamuscados, sobem na hierarquia da socialite, mostram que estão na moda mesmo que na verdade o que saiba pela vida seja o expresso, bica ou cimbalino, mais barato lá na tasca do bairro, em chávenas ratadas mas escaldadas ou só quentinhas, como tanto se deseja, a ressacar logo pela manhã.
Já nem precisamos de dizer curto, longo ou normal, forte, fraco ou pingado, por inteiro, sem princípio ou sem fim, italiana ou metade de uma italiana (uma amiga minha costumava pedir esta bomba, resumida numas poucas gotas no fundo da chávena)...porque o Sr. António lá do sítio, além de tirar um café no ponto com amor, já nos conhece de ginjeira e assim que nos vê entrar agarra-se logo ao manipulo!
Quase nos viu nascer, viu os nossos queridos avós partirem e a dedicação e sofrimento da nossa mãe a tratar deles até ao último dia, além de que o Sr. António que também pode ser Zé ou Joaquim, serve Delta ou Sical, lote Platina, produto com tratamento nacional com certeza!
Os canadianos que podem e os que não podem, esfolam-se por poder, preferem ir ao Tim Hortons, porque pagam mais caro pela mesma merda que servem no Starbucks, não piam e ainda trazem donuts de graça, pensam eles, como se não os tivessem já pago na factura inflacionada. 
Mais pobre que isto?...Caganice na mesma mas com mais frio que nós!
Como os cagões são uns empertigados, se eu entrasse no Starbucks nestes preparos, chamavam logo dois ou três seguranças, porque não podem sujar as mãos nem perder a compostura e até lá defendiam o direito à liberdade de escolha, com sermões a tratar-me por você, para se disfarçarem de tios e tias de Cacilhas via Paio-Pires, Cavadas ou Arrentela, de extremada educação que nunca tiveram nem veio de berço!
Se eu entrar num McDonalds e começar a distribuir folhetos a retratar a forma como aquela comida é processada, a destruição e poluição que provoca a sua produção, o gasto astronómico dos recursos de água potável e por fim o alto nível calórico e o alto teor de viciação que os açúcares de má qualidade têm, incluindo as bebidas que estão na mesma linha para fazer pamdam com a comida...aí o cenário já vira cirqueiro!
Os frequentadores destes locais são jovens cabeçudos de chapéu à rapper, enfiado até às narinas e calças ao fundo do cu, conduzem um Clio todo artilhado ou um Seat preto mate, mais viciados em fumar pombos que no açucar mas alegam não ter dinheiro para comer melhor ou gajos de fato armados em ocupados que parece que trabalham na bolsa e apenas têm 10 minutos para comer mas a verdade é que vendem aspiradores porta-a-porta, além de que a desculpa que dá mais pontos, é que a dieta mediterrânea sai muito cara e é difícil na prática!...
Esta última sentença não virá da boca dos McDonaltistas mas já ouvi gente que parecia culta, afirmar isto. 
Minha gente, a dieta mediterrânea só sai cara se os nossos políticos continuarem a reduzir o nosso espaço marítimo e deixarem os espanhóis pescar a nossa sardinha para depois a venderem mais cara novamente a Portugal, se continuarmos a deixar os nuestros hermanos, invadir o Alqueva com oliveiras plantadas umas em cima das outras para rentabilizar o espaço e a água, acho muito bem e depois? Produção mais barata, para vender o azeite mais caro no estrangeiro, à custa da exploração desenfreada dos nossos recursos naturais? 
Se continuarmos a delapidar a produção nacional de cereais, frutas e legumes e depois importarmos tudo ou vendermos apenas para o estrangeiro o pouco que temos de melhor qualidade e andarmos a comer porcaria cheia de químicos, resultado da massificação de enormes produções estrangeiras...não vamos longe!
Além de que, embora pareça pobretanas e medida de último recurso, do tipo só por cima do vosso cadáver, podem sempre levar na marmita e virar vegetarianos, não vos faz mal nenhum, pelo contrário e não venham com a conversa de que não passam sem um bom bife, porque isso de carne, já pouco ou nada tem! 
Ora bem, do McDonalds já me arrisco a que não chamem a polícia mas que façam justiça pelas próprias mãos com os pés, chuto no cu e lá vou eu parar ao olho da rua, rumo ao próximo local de sensibilização... 
Imaginem eu entrar num talho a protestar contra a exposição de cadáveres e cheiro a sangue e que o consumo de carne devia ser reduzido, o de enchidos então nem se fala, os portugueses comem chouriços e presunto como os chineses comem arroz e se decidirem incluir a carne na dieta, pelo menos exijam maior qualidade e controlo e menos violência e descuido na sua produção...Como se isso fosse possível mas isto é para calar os que deviam visitar um matadouro, para pensarem duas vezes antes de meterem um naco de animal à boca! 
É melhor não o fazer, já sei, arrisco-me a sair dali debaixo de fogo de facas voadoras e gente carnívora que se me deitam a mão, chupam-me o sangue todinho em 3 segundos. 
Aviso já que o meu sangue é azul da parte do pai por ser do FCP e verde da parte da mãe por ser vegetariana, por isso terão a sensação de estar a chupar clorofila, como vampiros não vão gostar e vai-vos dar cabo do sistema nervoso e imunitário!
Ultimamente o que tem dado polémica é a lista de alimentos que não podem fazer parte do menu dos hospitais e estabelecimentos similares e da obrigatoriedade, que não está a ser cumprida, de incluir refeições vegetarianas nas escolas.
Embora duvide de todo do altruísmo e preocupação do Estado com a nossa saúde, acredito que nesta área e mais ainda na educação, o melhor exemplo de conduta deve ser dado, se não onde? 
Todos continuam a ser livres de comer o que quiserem e de certeza que não passarão a ter vontade de comprar tabaco na ervanária ou carne na peixaria. 
Quando a maioria já não tem arcaboiço para entender e sentir a liberdade dentro de si, repudiam-se quase todas as sugestões como atentados à livre escolha, julga-se tudo como uma proibição e assim se subvertem as prioridades de uma nação.
Se gostam mais da previsível segurança do admoestador condicionamento, como podem lutar com verdade e convicção pelo que desconhecem e talvez por receio não desejem assim tanto?!
06
Dez19

Incongruências

Rita Pirolita
Porque tanta 'boa moça' brasileira e das Américas latinas, aparece em selfies nas redes sociais, com corpos de menina, já a braços com uma ou duas crianças, orgulhosamente apresentadas já em poses exibicionistas, numa relação aberta com um jovem igualmente imberbe, em trajes de terras quentes com calções a exibirem nádegas, pernas de subnutrição e braços escanzelados cobertos de tatuagens, umbigo furado, língua de fora a exibir o piercing, arames nos dentes, com sorriso aberto de lábios cheios sabe-se lá com quê, alusões a maconha que circula todos os dias, maquilhagem apalhaçada, rosa choking misturado com verde selva...Senhoras gordas, inchadas, intumescidas de arroz com feijão e muita cerveja, de 35 anos que mais parecem ter 60 e querem aparentar 18, com pechisbeque de mau gosto ao estilo Kardashian ou Ana Malhoa, unhas de gel de quem não lava louça e come do tacho, peitos enormes em blusas para adolescentes, calções apertados a esborrachar a celulite, sandálias douradas com o dedão a tocar o tapete persa Made in China.  
Os cenários são tão variados quanto assustadores, uma rua de bairro em terra batida, com esgotos a céu aberto, uma sala que serve de cozinha, casa-de-banho e dormitório não sei para quantos, uma torneira que dá para uma cama, paredes em tijolo à vista e alguns azulejos brancos ou pirosamente floridos e misturados, bacias e baldes por todo o lado, a apanhar água ou a fazer de vasos improvisados. 
Desculpem, mas não consigo digerir tanto kitsch nestes cenários, sem me questionar...o que é que não bate certo nisto tudo? Ou se calhar bate tudo certo...
Ainda bem que a democratização das redes sociais e é pena que tenha só ficado por aí, tenha conquistado as almas cheias de mau gosto, mais longínquas e desfavorecidas em beleza e riqueza...mas gostava de não ver algumas coisas antes de morrer e mais ainda o que virá!  
Todos devemos sonhar e não ter medo de mostrar para quem nos queira botar uma olhadela mas se a vossa ambição é serem vedetas de bairro, fiquem por aí, porque as verdadeiras ainda fazem pior figura!
Descubram as diferenças...



28
Nov19

Cultura permanentemente utópica

Rita Pirolita
 
 
 
"Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países."
Não vivemos num Jardim de Éden nem num Inferno de Dante, apenas somos o Planeta Terra que deu origem ao milagre da vida  humana, que sem respeito o destrói! Todos os sistemas se recriam e destroem numa constante espiral. A sustentabilidade dos sistemas foi a primeira a existir, mesmo antes de a começarem a destruir e agora vêm com a palheta de freek chique, dos negócios sustentáveis!...
"Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70 para referenciar “um sistema evolutivo integrado de espécies vegetais e animais perenes úteis ao homem”. Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente. Logo depois, o conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis” , como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais."
Já sabiam isto desde os anos 70 e só agora é que anda tudo com a passaroca aos saltos com a "novidade"?!...Maganos dos australianos que não nos disseram nada, guardaram tudo para eles, não foi ético.
"No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia."
Lá está, a pegada deve ser minima, não como os dinossauros que graças à sua grande pegada sabemos hoje que existiram, que não foi Deus que criou esta merda e não viemos todos do Adão e da Eva. 
Porque quando este querido planeta implodir de tão mal tratado por nós, que andamos com frescura a tentar remediar as feridas que provocamos com pensos bacocosnão vai haver vestígio nenhum da vergonha que fomos.  
"E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras."
Pois...o pior é que as necessidades nunca são refreadas sempre que há oportunidade de poder a ambição é desmedida, o consumo é descontrolado e exagerado e ninguém reparte ou partilha a sua riqueza.
"Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões."
Parece que estes foram os fundamentos da Revolução Francesa e pilares da democracia, nunca praticados até hoje.
"Oferecendo-lhes, em vez de sistemas fechados e fragmentários, o paradigma holístico contemporâneo, que tudo articula e re-laciona, para a construção de projetos abertos ao infinito."
Pois, Buda já o apregoava e existiu muito antes de aparecer o Cristo.
"As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem."
Comunismo vs capitalismo. Todos temos que ser iguais e trabalhar para o bem comum. Houve um tal de Estaline lá para os lados da Russia e um tal de Mao Tse Tung lá para os lados da China...não parece que aquilo resultou.
"A Agência Mandalla DHSA, com sede na Paraíba, é uma OSCIP que está desenvolvendo tecnologias Sociais com base na ética e nos princípios e métodos de design permacultural, alcançando para a Permacultura a maior repercussão já vista no país (leia seção da página 4). Em menos de três anos, chegou a mais de 80 municípios de nove estados brasileiros, beneficiando diretamente duas mil pessoas com a garantia da segurança alimentar e a geração de excedentes para a comercialização. Entre as famílias beneficiadas, a renda média é de R$400,00 ao mês, sendo que há exemplos de agricultores auferindo renda mensal de R$1.700,00."
Seus capitalistas, a lucrar com os bens que possuem. Parece que não é a primeira vez que a humanidade vai por este caminho. Com milhões a viver no Brasil só 2 mil pessoas beneficiaram desta iniciativa...muito parecido aos Institutos, Fundações, Associações, Cruz Vermelha, Cáritas, Santa Casa da Misericórdia...
"Os Institutos de Permacultura

São oito no total, atuando de forma diversa. Aqueles que fundaram a RBP, Rede Brasileira de Permacultura (IPAB, em Santa Catarina, IPA, no Amazonas, IPEC, em Goiás e IPEP, no Rio Grande do Sul), funcionam como centros de pesquisa, formação e demonstração de tecnologias apropriadas, com apoio financeiro da PAL – Permacultura América Latina, instituição comandada pelo iraniano Ali Sharif, com sede em Santa Fé, Estados Unidos. A única exceção é o IPAB, que não possui centro demonstrativo e, por isso, atua de forma independente, dispensando financiamentos vindos do estrangeiro através da PAL."
 
Só uma é independente?!...Mas caminha a passos largos para também se financiar com dinheiro alheio.
 
"A exemplo do IPAB, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), o Instituto de Permacultura

Cerrado Pantanal e o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), possuem projetos sociais e muitos parceiros, mas não fazem parte da RBP. A título de ilustração, cito o Projeto Policultura no Semi-Árido, implantado no sertão da Bahia, atendendo hoje 700 famílias de pequenos agricultores. Com o apoio do IPB, as famílias estão desenvolvendo sistemas agroflorestais e garantindo para si segurança alimentar, trabalho e renda. O projeto ajuda os sertanejos a combater a desertificação e conviver harmoniosamente com a caatinga."
Destroem a subsistência dos pobres, tornando-os miseráveis para depois lhes darem esmolas em forma de terra para cultivar ao abrigo de projectos financiados, cujos beneficiários nunca mexeram num punhado de terra!
"O IPOEMA (Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente), no Distrito Federal, que é o mais novo entre os institutos brasileiros, vai atuar fortemente no atendimento a comunidades locais e tradicionais, além de trabalhar com pesquisa e formação de novos permacultores.Por enquanto, há pouca ou nenhuma interação entre os institutos de Permacultura do Brasil."
Pois...querem todos parecer mais diferentes que os outros...
"Mesmo na Permacultura, que está fortemente enraizada na cooperação, a competição tem acontecido, causando estranheza, mas, sobretudo, mostrando quando o processo ainda não amadureceu. Em ecossistemas maduros, assim como em sociedades tradicionais estáveis, as relações tendem a se tornar mais mutualísticas e simbióticas”."
A competição faz parte dos processos que estão mais que maduros, aliás já caíram de podres e as sociedades tradicionais estáveis não existem, porque o Mundo avança mesmo com cada um a puxar a brasa à sua sardinha. 
"Os projetos são chamados de autônomos porque são iniciativas de pessoas, famílias e comunidades que trabalham em cooperação e com recursos próprios para multiplicar os conhecimentos em Permacultura (todos recebem formação como professores do IPAB) e para oferecer exemplos de sistemas produtivos de apoio à vida no lugar onde moram."
 
A Humanidade é um projecto autónomo de avanço para a destruição.
 
"Nós da Rede Permear costumamos dizer que a nossa teia deve alcançar todo permacultor ou grupo de permacultores cujo trabalho tem como princípio de ação a ética da Permacultura. E queremos para esta rede tudo aquilo que um sistema permacultural deve conter: diversidade e abundância de idéias e projetos, cooperação, solidariedade, sinergia, diálogo e amor, muito amor. Por fim, que seja para todos um caminho de transformação."
 
Isto faz lembrar aqueles cabeludos dos anos 60 que fumavam erva e não tomavam banho...os...ai...os Hippies? Mas eram visionários, devia ser do LSD ou dos cogumelos estragados.
 
Eu acho engraçada esta frescura de ser vegan, guru, viver em comunidades, pertencer a seitas e fazer retiros mas foi graças a invenções malucas como a bomba atômica, guerras seguidas de períodos de grande prosperidade, industrialização e aumento do consumo, exploração de petróleo, criação de necessidades desnecessárias, que cada vez nos apercebemos mais da globalização e distribuição das consequências dos actos. 
Foi graças a todas as coisas boas, más e assim-assim que muitas pessoas não morreram de fome, graças à produção massiva de alimentos que os que mais necessitam não conseguem comprar, e os que menos precisam deitam fora, excedente desaproveitado e não partilhado. 
Foi graças a vacinas que muita gente não morreu, dando origem a gerações de contracultura à cultura vigente, que  lutam por causas tão variadas como o cancro de pele da toupeira cega do deserto, a extinção dos mamutes que já não existem, a anorexia em África, apoio a refugiados em provas de natação no Mediterrâneo, etc... 

Meus amigos enquanto andarem ocupados com utopias que não levam a lado nenhum, a brincar aos pobrezinhos ou a brincar aos nossos avós que viviam em condições miseráveis porque não tinham outra escolha, não andam a fazer mal a ninguém nem trazem mal ao mundo, aliás a vossa pegada ecológica vai ser tão pequena que seres de outro planeta que nos façam uma visita nem vão dar conta que vocês existiram. Namasté!

Permacultura

 
 
Tudo o que está entre aspas é da autoria do senhor acima mencionado, como vocês bem sabem o plágio não é ético, logo não é Permacultura.

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