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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

06
Ago20

Ai Gentil Martins

Rita Pirolita
Veio a lume mais uma polémica perante as declarações do nosso médico que se voluntariou para separar pessoas, sobre a homosexualidade ser uma anomalia. 
Provavelmente um médico considera anomalia uma condição do foro fisico e psicológico e não algo que foge da normalidade com consequências sociais. 
Como agora não se pode dizer nada que somos logo apelidados pelo BE de racistas, machistas, homofóbicos ou xenófobos, pois aqui deixo a minha singela embora extensa opinião.
Já ouvi chamar machistas a algumas mulheres e não terá sido por serem lésbicas sapatões, mas apenas e simplesmente por não malharem nos homens a torto e a direito por dá cá aquela palha. 
As feministas partem logo do princípio que se defendes os homens ou reconheces a sua simples existência estás imediatamente contra as mulheres. 
Ora esta atitude só pode ser justificada por ressabiamento e revolta com tudo na vida, fazendo destas lutas o bode expiatório para exorcizar medos e inseguranças, o que tresanda a gente desequilibrada, ninfomaníacas agrilhoadas na sua loucura, pelo politicamente correcto. 
Os homossexuais que eu saiba sempre existiram, umas vezes aceites e tolerados, outras descriminados e olhados de lado por serem vistos como a excepção que não se reproduz.
Agora que lhes é dada voz tentam dominar, impor e condicionar em seu proveito, todas as esferas da vida com protestos e atitudes e algumas exibições exuberantes, para terem a certeza que não passam despercebidos na defesa dos seus direitos e liberdade de expressão sexual, mostrando que os heterossexuais andam a perder muita loucura e gozo na vida. 
Pela parte que me toca a homossexualidade nunca foi comparável às minhas escolhas e condição, em alegria, gozo, liberdade ou prazer, nem nunca se poderá materializar numa ameaça à extinção da humanidade, nem atentado à sexualidade da maioria, vista como enfadonha.
Não sei se será correcto agradecer ou aplaudir como se de um espetáculo se tratasse, mas pelo menos sinto-me feliz que estas 'anomalias' mostrem ao mundo que não convém sermos todos iguais, eu também sou única e solitária na visão e relação muito peculiar com o mundo e suas pessoas.  
As mulheres que se insurgem contra a violência doméstica exercida sobre vitimas indefesas, fazem muito bem, embora estas atitudes de abuso e agressão sejam o prato de cada dia neste mundo, ninguém se deve calar e todos devemos denunciar. 
As mulheres pela sua fraqueza na compleição fisica e condição de mães foram protegidas de ir às guerras, essa inferioridade, na visão de muitos homens alastrou-se também à inteligência, o que não mostrou ser verdade, visto que perdendo em força física, acabaram por desenvolver estratégias que lhes permitiram dar a volta ao bom jeito feminino ao controlo dos homens, que tentando anular os seus gostos e prazeres, defendiam a honra impondo a fidelidade a ferro e fogo, nem sempre com êxito. 
As mulheres de outra condição que perdiam na honra mas ganhavam com a má fama, vendiam prazer negado pela religião em ambiente doméstico e familiar. 
A promiscuidade, a pedofilia, violações, tráfico humano, exploração sexual, infelizmente vão continuar a existir e são reflexo de uma sociedade doente, por outro lado, a maioria não tem que ter vergonha nem esconder comportamentos que outrora eram considerados desviantes, desde que sejam saudáveis e não magoem ninguém.
Os homens também sentiram desconforto ao lutar em guerras, ao matar, ao sofrer em trabalhos forçados em sítios inóspitos, ao serem dominados e escravizados por outros. 
Eu sei que todos os costumes e hábitos exigem algum tempo de mudança e adaptação e que nada muda se a revolta não agitar a estagnação e combater o comodismo e resignação. 
Se alguns homens continuam a considerar as mulheres como seres inferiores e lhes batem e humilham por insegurança para que façam parte do seu domínio territorial e animalesco porque foram mal amados e nunca saberão gostar de ninguém ou se alguns até se acobardam perante a ferocidade das feministas independentes e têm receio de mostrar a sua masculinidade? Sim a tudo. 
Se as elites sempre abusaram, roubaram, escravizaram, dominaram e fizeram questão de manter a pobreza como húmus para a sua riqueza, sendo que a maior descriminação se faz automaticamente com base na posse material e tudo se move por dinheiro, até montanhas? Sim a tudo outra vez. 
Se ninguém, nunca chamou à atenção, apontou o dedo ou condenou os senhores das guerras deste mundo? Não. 
Se massacramos a própria espécie com violência gratuita e não por razões de sobrevivência, quer dizer que alguém que mata ou manda matar apenas por ser de um pais, raça, religião ou bairro diferente, não se tem em boa conta. Defende-se e ataca os maus antes que seja atacado pelos maus que o próprio mau quer matar. 
Afinal sabemos porque nos magoamos e destruímos, atrás das lutas em defesa do bem da humanidade e do planeta está escondida a enorme vergonha de sermos o que somos, FEIOS e MAUS.
26
Jul20

Bando do biberão

Rita Pirolita
Hoje vou falar de política mas num modo mais doméstico, não gosto muito de abordar estes assuntos com a seriedade que às vezes não merecem ou com a leviandade de quem vive à custa da política e pobreza dos outros e nunca para bem gerir um país.  
Este assunto atrai sempre exaltações, bem como religião e clubes de futebol.
Digo já que não sou seguidora de nada nem muito menos fanática, simpatizo com um clube mas não morro por ele, não tenho religião mas vou acatando umas máximas budistas aqui e ali, não tenho nenhuma tendência política nem entro em discussões sobre ideologias, porque todas até hoje foram bem escritas e muito mal praticadas, em proveito próprio por loucos cuja doutrina lhes subiu à cabeça, com excessos, fundamentalismos e milhões de mortes!
Vou antes politicar em jeito de trazer por casa. 
Nasci na década de 70, embora não goste nada da época que estou a viver agora e não me importasse até de já ter morrido, desde que a minha adolescência tivesse caído em cima da década de 60, com todas as suas revoluções, tumultos e mudanças culturais e sociais. 
Era nesse tempo de esperança e sonho que gostaria de ter estado presente, do mal o menor, ainda apanhei resquícios de uma ditadura, que infelizmente se prolongou num país mais conservador e amedrontado, pouco culto e iliterato, renitente à mudança e pouco dado a revoluções, salvo o regicídio na implantação da República ou a conquista aos espanhóis mais lá atrás, sempre fomos um povo pacifico de cravos no cano.
Na minha casa, na Margem Sul do rio Tejo, os meus pais de sangue e vivência transmontana aterraram nos arredores de Lisboa um pouco antes da Revolução de Abril, nasci no ano a seguir à morte de Salazar, em pleno 11º governo da ditadura e 3º do estado Novo, liderado por Marcelo Caetano debaixo da herança abafada do assassinato pela PIDE do General sem medo, Humberto Delgado, a mando do ditador e em preparação para a mudança que tardou mas veio.
Lá em casa o meu pai desde que me entendi como gente sempre me disse que Deus não existia nem o Pai Natal, que as prendas e comida na mesa apareciam em casa não por milagre mas fruto do suor dele, a minha mãe indignava-se pela minha pequenez ao ouvir estas coisas tão adultas mas não muito, porque no fundo sabia que tudo era verdade mas também não precisava de ser apresentada à minha inocente pessoa tão nua e crua! 
Mais valeu ali que mais tarde, nem nunca nem para sempre, porque a vida é mesmo assim, real e dura mas com muito riso, aprende-se em defesa a achar graça à desgraça! 
Lá por casa o meu pai esquivava-se às investidas da minha mãe em descortinar em quem tinha ele votado em dia de eleições, ele acabava logo ali com a conversa, apelando ao secretismo do voto, mesmo para os mais próximos. 
Viveriam ainda reminiscências do não se pode falar nem andar em ajuntamentos, do pagar taxa de televisão que agora vem na factura, quer tenhas ou não, do pagar licença para uso de isqueiro, qual cocktail molotov que poderia incendiar multidões e levar à queda do regime!? 
Coisas salazarentas. 
Desconfiava eu que lá por casa era tudo marocas-bochechas por oposição aos comunistas que eram todos uns aproveitadores mas íamos todos os anos à festa do Avante, no Alto da Ajuda em Monsanto e eu andava mais empenhada em convencer a minha mãe a deixar-me ir para os escuteiros, só para andar na galderice a acampar livre de olhares progenitores, mal eu sabia que corria o risco de ser controlada por falsa doutrina e gente louca, tanto que a primeira vez que me tentaram mostrar que a coisa não era assim tão boa, enfiaram-me numa missa, provei o corpo de Deus e não gostei do sabor, além daquela porra se ter agarrado ao céu da boca porque não se podia trincar!
Não gostei do levanta e senta a mando do padre, já nessa altura era arisca à obediência e nunca mais lá pus os pés nem fui para os escuteiros porque a minha mãe não queria que fizesse parte das estatísticas vergonhosas de gravidezes na adolescência. 
Já que não me deixaram ir para os escuteiros também não tiveram a lata de me obrigar a fazer o crisma e 1ª comunhão. Livrei-me dessa palhaçada mas assisti à dos meus primos, coitados, vestidos de entrefolhos de renda até às orelhas e a passo de marcha fúnebre em dias de calor, com direito a desmaio por desidratação, até a vela que levavam na mãozinha coberta de luva branca, perdia a tesura!
Reconheço desde há muito tempo que não foi nem de perto nem de longe a pior decisão dos meus pais em relação à minha educação! 
Também nunca tive nenhuma situação de me perder no mato e precisar de recorrer aos feitos de sobrevivência e já acampei mais na vida que muita gente.
Fui a tempo de tudo, livrei-me da comunhão e nunca engravidei!
Como estava a dizer, sobre política lá por casa as coisas eram como os escuteiros, existem mas não fazem tanta falta, nem merecem tanta discussão assim.
Por estas e por outras é que de vez em quando me questiono sobre as gentes novas de linhagem mais antiga que o cagar que surgem que nem cogumelos não comestíveis, qual injecção renovadora de veneno e que fazem carreira pelos sucessivos governos.
Se nasceram em famílias modestas como a minha, não tiveram nenhuma informação privilegiada ou estimulo para a política, que sempre foi assunto quente mas abafado como as castanhas assadas. 
Ou será que esta gente pertence toda a classes privilegiadas e iluminadas e não sabem do que falam, porque a dificuldade nunca lhes bateu à porta e continuam a fazer leis para amigos, baseadas em pensamentos egoístas e atitudes mimadas de meninos da mamã que são. 
E assim vai o meu país, adultos infantis desgovernados por um bando de biberão que mama que se farta!  
22
Fev20

Racismo

Rita Pirolita
O ideal seria vivermos em feliz comunhão e miscigenação, até chegarmos ao ponto de não haver raças distintas e aí arranjaríamos de certeza outras formas de segregação que não fosse por raça, religião, género ou riqueza.
A diferença será aceite quando deixar de existir e formos todos iguais em aspecto e condição, numa monotonia visual de almas deambulantes em ruas esterilizadas em que ninguém é pobre ou rico, preto ou branco, gordo ou magro, triste ou alegre.Estes extremos que não dispensarão um líder mundial, que poderá ser um computador sem dor ou lágrimas reais, são característicos de regimes comunistas, socialistas ou de extrema-direita, nunca típicos da tão proclamada democracia, bandeira hasteada, esfarrapada por tanta intempérie e nunca honrada!
Os portugueses emigrantes dos primeiros tempos em França, não foram viver no meio da lama e dos ratos nos bidonville? Os franceses já lá estavam a ocupar os sítios e trabalhos melhores! 
Os africanos que chegam a Portugal vão viver para bairros da periferia à procura de trabalho, que nem para os que cá estão já existe ou não querem fazer. 
Dos ciganos, que têm fortes raizes nómadas, não se pode esperar que a maioria viva do trabalho ou respeite a ordem e paz social, vitimizam-se e aproveitam os subsídios, sem nunca ter descontado ou contribuído na comunidade para a ajuda que recebem. 
As mulheres, os gays, os deficientes, os pobres...são todos descriminados e há-os pretos, brancos, ciganos e às riscas. As comunidades querem manter os seus costumes, são segregados por não pertencerem ao local que habitam, chegam a reboque de promessas de vida melhor, a fugir da guerra, da fome ou da perseguição, não lhes são dadas oportunidades de luta nem defesa.
A revolta da desigualdade traduz-se em delinquência e agressividade e assim se distanciam e são postos de parte, perdendo o interesse na integração. 
Existem exemplos de existência pacifica controlada, entre comunidades diferentes mas nunca convivência saudável ou mistura de culturas no mesmo local. 
É natural que pessoas do mesmo país ou cidade se agrupem em comunidades e eles próprios exerçam exploração e até humilhação sobre os novos vulneráveis que chegam, em troca de guarida, salários baixos e trabalho precário. 
Ninguém está para ajudar ou se o faz é de forma dura e vingativa para exorcizar o passado do seu próprio início, outrora não facilitado por outros também. Enquanto existirem países que fomentam a existência de coitadinhos, de escravos que limpam a merda dos que os recebem por ordenados baixos, más palavras e maus tratos, tudo em nome da luta de classes, fomentada pelas elites para desviar os olhares da corrupção.
Enquanto a maioria se culpar e roubar a ela própria,  iremos ter sempre bairros da lata, bairros sociais metidos em buracos e distantes dos olhares dos mais ricos e ordem e paz que não serão respeitadas. 
Os pobres são o isco, a origem e o bode expiatório das desgraças do mundo, para gáudio dos ricos.
Lembro-me agora, que cresci com ciganos, pretos e deficientes que naquela idade pequenina, eram apenas seres com quem brincava, andava à porrada, dava a mão e agora já não os tenho, nem sei onde páram mas às vezes recordo-os, para voltar à inocência livre de preconceitos.
Não será isto tudo fruto da vazia complexidade dos adultos que criam problemas e hierarquias de poder e humilhação em vez de simplificar como as crianças e os cães tão bem sabem fazer?
02
Fev20

Tanta desculpa

Rita Pirolita
Temos aí outra onda de pedidos de desculpa que se vão repetindo na história vergonhosa da humanidade. 
Canadianos pediram desculpa a Indios e Japoneses, Australianos a aborígenes, brancos a escravos...
Ninguém pede desculpa pelas guerras, pelos homicídios e roubos, mas tudo continua a acontecer a cada segundo em cada canto do mundo, por diferença de raça, religião ou simples malvadez. 
Com tanta desculpa que ainda teríamos que dar, não chegariam 10 milhões de anos. 
As desculpas evitam-se, ou os erros são inevitáveis?
Não estaremos condenados a inventar outra dimensão, que comporte um recomeçar limpo e exorcizado dos erros desta existência aleatória? 
Não desejaríamos ser o oposto, seja lá isso o que for, desta miserável falta de senso? 
Como não temos comparação com outros mundos, não competimos para sermos melhor e ainda assim conseguimos ser o nosso pior pesadelo.
Somos filhos abandonados à nascença, órfãos de altruísmo.
Não estará na altura de pedir desculpa por existirmos, por não termos evoluído, por apenas sermos mal do mesmo mal?
Não está na altura de pensar que se um meteorito nos travar a reprodução, não se perde nada e tudo se transforma, sem deixar rasto nem memória, sem arrependimento nem saudade do nada que fomos?
28
Jan20

Aberrações humanas

Rita Pirolita


As marchas de Orgulho Gay que no mês de Junho, quase por todo o mundo civilizado saem à rua, mostram gente nua e colorida a dançar, beijar-se e apalpar-se...
Ninguém é parvo, não precisamos que nos metam pelos olhos dentro, a imagem que todas as pessoas são diferentes e que a luta pelos mesmos direitos não são só de género são também de raça, religião, deficiência, crianças, velhos... 
Todos os que têm um interesse comum a defender se agrupam, os políticos para roubar, os ricos para roubar, a igreja para roubar e todos os demais que não roubam mas  também reivindicam tanta coisa que às vezes não sabem bem o quê. 
O tema está na ordem do dia mas mal debatido e esgotado de tantos clichés. No fundo andamos todos a lutar pela liberdade e direito à diferença, mas as manifestações destes grupos, têm-se mostrado exibicionistas, vazias de conteúdo, intenção e conhecimento por parte dos participantes, carecendo de vozes representativas sólidas que possam ser levadas a sério, correndo o risco de cair numa brincadeira de crianças e não combater verdadeiramente e com inteligência que cale e tire a razão do ódio aos homofóbicos. 
Imaginem se as pessoas que têm pancada por pés fossem para o meio da rua fazer uma manifestação pelos direitos e liberdade de haver pés limpos ou sujos, arranjados ou não, em quantidades razoáveis ou mesmo defender o controlo de qualidade em catálogos de pés?
Na escola sempre fui posta de parte por ser gira e tirar boas notas. Quanto à beleza só as que se consideram feias morrem de inveja, quanto à sabedoria ou inteligência, poderia dizer que não era tão burra como os outros.
Não morri por trauma ou bullying, fui sim bafejada com a sorte de não mexer nem uma palha para a selecção natural de pessoas com quem seria penoso conviver. 
E agora?...Vou para o meio da rua com cartazes, celebrar o facto de não gostar de pessoas por ter sido alvo da sua inveja discriminatória??? 
Não preciso, todos os dias celebro a minha liberdade de acção e expressão, não convivendo com a maioria das pessoas que a podem tirar.
Se formos a ver bem, cada um de nós é um lobby em nome individual mas com muita vergonha de o assumir, por isso muitos se tentam encaixar num grupo, onde acabam por diluir a diferença e desaparecer como indivíduos, tornando-se numa amalgama pouco interessante, que por vezes gera  sentimentos controversos e nada consensuais na sociedade.

Trata-se acima de tudo de conquistar o direito e liberdade de expressão e assunção do amor. O amor verdadeiro nunca estará em causa na cabeça de pessoas loucamente saudáveis, que se apaixonam sempre primeiro por pessoas.

O género não deve ser vendido como uma amalgama confusa, é uma condição para a igualdade de tratamento e distinção de mundos complementares.

Somos todos únicas e diferentes...aberrações humanas.

 

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