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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

10
Dez19

Mariquinhas pé de salsa

Rita Pirolita
Da boca de todas nós já saiu pelo menos uma vez...não, não estou a falar de asneiras, comigo então, saem-me todos os dias nas mais variadas situações, estou a falar de ditos populares que apelidam os homens de mariquinhas, como não aguentando uma unha encravada, se tiverem uma dor de cabeça vão morrer, preparam as homilias mas antes o mundo acaba sem poder ouvir mais os seus ais, se alguém tem um tumor benigno, eles estão em fase terminal de metástases até à ponta dos cabelos, se estão com uma gripe não há chá, vitamina C ou farmácia que os valha, só a canjinha da mamã, que também é a única que lhes consegue enfiar supositórios pelo cu acima, sem estrebucharem ou pensarem que podem vir a gostar tanto que mais tarde viram panilas!
Já sem paciência para aturar as suas lamúrias, chegamos ao ponto de lhes desejar pelo menos ter um filho que seja, na sua máscula vida sem útero, não sei por isso como seria possível darem à luz, não sendo, desejamos que as pedras dos rins se mexam e que vão parar às urgências com uma cólica renal daquelas, o chamado parto dos homens! 
Isto tudo são coisas comprovadas e vividas por quase todas, se não todas nós mas pergunto eu, desde os primórdios não eram os homens que caçavam, iam à guerra, defendiam as suas damas em duelos ou à porrada e batiam nas mulheres por necessidade de domínio e superioridade de força física também, porra??? 
Excluindo a porrada nas mulheres, que raramente retribuíam, lá havia uma ou outra que pegava na moca ou na frigideira e mandava a vulnerabilidade feminina e vitimização da violência doméstica às urtigas, na maioria das situações as alhadas em que os homens tinham que se meter para marcar território e mostrar bravura, deviam doer como o caraças!...
Emboraestou cá desconfiada, em algumas alturas foi mais uma feira de vaidades, um regabofe de gabarolice marialva...
Ora, se os homens já têm essa informação genética no corpinho desde os antípodas da humanidade, porque estará a desparecer? 
Querem que se acrescente, à já extensa lista de iniciais LGBT+, o MPS de mariquinhas pé de salsa?...
Gaja que é gaja, anda com dores de cabeça sem tugir nem mugir, das poucas situações em que grita e nem é de dor é mais para fazer força, é para deitar cá para fora aquele monte de carne ensanguentado com olhos, que todos já fomos...
Nos funerais as mulheres também são mais efusivas, nas discussões podem ser umas éguas relinchadoras, são muitas vezes umas cabras dissimuladas na competição, são de certeza umas loucas nas compras e perdem a compostura nos saldos e na caça aos gajos com graveto...
Já chega de expor as características femininas mais irritantes, segundo a opinião masculina, não a minha, cof, cof. 
Está visto que tenho de escrever um texto só dedicado a esta raça milenar! A seu tempo.
De resto, parece que andamos sempre armadas em pit-bull, com uma sensibilidade quase nula à dor e algumas quando agarram o osso já não largam...eu não, que sou vegan!
09
Set19

Viagens

Rita Pirolita
Hoje é dos dias que escrevo sobre nada mas escrevo mesmo assim, não consigo conter o desejo de o fazer!
As malas de viagem são mais mochilas maneirinhas, que esticam e encolhem com a simplicidade e boa vontade, o tamanho da bagagem diz muito sobre o viajante e o que vai ou não lá dentro, diz mais ainda!
Prefiro levar pouco e poupar espaço para trazer, nem que seja brisas de mar e grãos de areia...há quem leve o que nunca usou, só use menos de metade e traga mais que não vai usar.
As viagens são para descansar braços e atafulhar a alma. 
Há quem compre a madeira, a concha, o osso, a escama, o marfim, a pele e o couro, a carapaça, o iman Made in China...tudo seco e ressequido que nem carapau, lambido e revendido. 
Há quem compre porque não levou e precisa, há quem não compre porque não precisa de precisar ou porque não lhe apetece precisar e as viagens são o cruzamento com locais, vidas e cheiros, alimento para repor a energia ou para fazer salivar os sentidos em hora de descanso.
Para uns a corrida contra o tempo, para outros o tempo que houver ajustado ao ritmo que se tiver. 
Uns reclamam a mordomia que nunca tiveram, outros aproveitam a benção da liberdade de não ter rotinas e contar apenas com a roupa que se veste e a alegria do imprevisto, de se perder por não ter mapa e acabar em paraísos.
Há quem programe tudo e faça lista, há quem deixe o acaso calhar e a intuição ditar. 

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