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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

09
Ago20

Botão Orgulho Gay

Rita Pirolita

"O exibicionismo e imposição em demasia tiram legitimidade e seriedade a qualquer luta!"

Este foi o comentário que fiz a um post sobre a adesão ao botão do Orgulho Gay, que está disponível durante o mês de Junho. 

Não sei se me orgulhe da resposta que dei, mas talvez suscite dúvidas e não sei bem como a justificar. 

O post tinha muitos heterossexuais a reclamar atenção, botões, reconhecimento e direitos que haviam causas mais nobres, que os lobbys neste grupo eram fortes e dominantes, blá blá blá...  

A luta por respeito à existência, seja de quem for é de louvar e aderir, por outro lado a imposição satura, tira força e distorce a defesa de qualquer causa. 
Se é para ver pessoas disfarçadas daquilo que gostariam de ser na vida real o ano inteiro, vestidas de cabedal, com perucas, quase nus?...Isso já vejo na altura do Carnaval e eu que acho que a vida devia ser um festejo real diário, mas carnavalesco não.   
Se é para ver grandes linguados e apalpões no meio da rua, desculpem mas quero pensar que a intimidade ainda pode ser privada e por isso não tenho que levar com manifestações lascivas em público, venham elas de LGBT ou heterossexuais. 
Já as manifestações de carinho em público fazem muita falta, numa sociedade que precisa de parar mais para pensar na cumplicidade das relações, sejam elas de amizade ou amor. 
A existência nunca poderá ser condenável pela diferença, por isso no fundo todos pertencemos a uma e à mesma causa, seja ela contra a violência, o abuso, o tráfico, etc.
No fundo todos somos pela causa LGBT desde que os LGBT não sejam só pela causa LGBT.
Se calhar pensando melhor não precisava de explicar mais nada para além daquilo que escrevi. 
As primeiras são sempre as melhores, sejam cerejas, palavras, intuições ou ideias!  
 
28
Fev20

Fogo-fátuo

Rita Pirolita
Será que acredito que existo?

Sempre senti que o conhecimento já veio agarrado a mim desde o momento da parição mas a existência sempre teimou em afastar a realidade. 

Sinto-me num corpo desalmado, que flutua e vê de fora por dentro, que julga a justeza de seres alheios que tenta expiar os males do mundo como um redentor que sofrendo as dores de outros, purifica e alivia quem em desespero de guerra e doença luta por ficar vivo. 

Será que é assim tão importante ficar por este mundo o máximo de tempo que conseguirmos a fintar a morte? 

Quase todos acreditam noutra dimensão mas ninguém nunca teve confirmações do além a não ser inventadas, nunca nada vem de luz divina fora da nossa imaginação. 

Que Deus tão fogo-fátuo que vive no nosso meio, inventado à nossa medida e nos abandona na morte, quando o deixamos de pensar. 

E se não acredito em mundos divinos e sim num Universo matemático, porque me sinto fantasma desta terra, observadora a planar por cima de catástrofes e a chorar da pena que sinto do sofrimento que não acaba, pela recusa do simples e Belo, que a humanidade sempre teve de graça mas nunca aproveitou até hoje?...

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