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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

28
Abr21

Super-mulher

Rita Pirolita

Sou mulher mas não sou super!
Tudo o que escrever poderá ser posto em causa por falta de vivência de algumas coisas visto que não posso estar na pele de todas as mulheres de todas as épocas.  
Nunca quis eu casar ou ter filhos, coisa a que muitos torceram o nariz e puseram em causa a minha feminilidade, estas coisas não me fazem sentir mais ou menos mulher nem nunca foram a razão da minha existência que continuo sem saber qual é, ou porque não existe mesmo ou porque não me interessa encontrá-la! 
Há uns tempos veio a discussão sobre a lei que permite ao homem contrair matrimónio 180 dias após um divórcio, enquanto a mulher tem que esperar 300 dias mas se quiser apressar a coisa terá que provar que não está grávida. 
As leis são um mal necessário, mostram que não somos pessoas de bem, somos seres das cavernas armados em senhores civilizados.
As conquistas de direitos e liberdades femininas devem ser aproveitadas e usadas com consciência e respeito por quem lutou por elas mas reconheço que muitas vezes numa sofreguidão exacerbada de independência, acumulamos tarefas para provar que somos capazes e esquecemo-nos de arranjar tempo para nos diferenciarmos dos homens.
Tenho a certeza que não existem super-mulheres por isso nem tento vestir a fatiota! 
05
Ago20

O poder dos intermédios

Rita Pirolita
 
Se já são gordas não comam em público com cara de nojo de quem está a fazer uma dieta rigorosíssima para ser modelo plus size, com o vosso corpinho ninguém acredita que não querem devorar num minuto o que têm à frente!...
Se já fizeram todas as dietas do mundo e nada resultou ou estão naquela idade de merda que tudo cresce menos o dinheiro na carteira, mais vale serem rechonchudas felizes ou gordas assumidas que magras impossíveis de aturar. 
Tudo o que fazemos nunca chega e ficamos escravas do absurdo inatingível. Queremos ser o imaginário de ninguém.
O culto da independência esconde a incapacidade de saber estar acompanhado. 
Vivemos na ilusão dos amigos distantes, para nem cheirarem a nossa orgulhosa solidão numa selfie. 
Se temos 500 mil likes no facebook, outros 5.500 biliões não sabem de nós, se acabamos de sair do cabeleireiro ninguém nota...e o meu moço tem uma ejaculação ocular com a mulher do anúncio que exibe pernas até à cintura...e eu não me importava de ser lésbica ou pegar na mão dele e ir ter com a photoshop baby para um ménage à trois!
Eu sei que aquelas gajas não existem assim na vida real, mas quando tenho mais umas gramas em cima do pêlo sinto-me uma porca em pé e até os brincos me ficam mal! 
Imagino que só existo com photoshop e sem intermédios!
 

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