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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

27
Jul20

Benfeitores hipócritas de meia-tijela

Rita Pirolita
Sabendo os homens que vieram do ventre de uma mulher como podem sofrer tal síndrome ao ponto de maltratar o sexo oposto? Revolta de existir? 

Sabendo a raça humana que todos viemos das mesmas células originais, por isso somos todos os tais irmãos porque se matam homens, crianças e mulheres em guerras? 

Se para sermos adultos já todos fomos crianças porque tantas são abusadas a cada minuto que passa? 

Porque se maltratam e comem animais? 

Quem está contra as touradas também deveria estar contra a morte de animais, a única diferença é que a arena tem espectadores e o matadouro não! 

Sei que estou a falar de tudo menos de mulheres em específico mas é isso que quero chamar a atenção, os dias que assinalam isto ou aquilo não reflectem a ligação global que todos temos à mesma desgraça que é só uma, uma humanidade que nada respeita, de existência errante, é isso que temos que assumir, que não prestamos para podermos começar a prestar para qualquer coisa, quanto mais não seja para reconhecer que andamos armados em benfeitores hipócritas de meia-tijela!
16
Jul20

Je suis e #MeToo

Rita Pirolita
Tanta solidariedade comodista e ecuménica. 

Nós os bons que estamos sempre do lado certo queremos que nos ouçam nas nossas denúncias de assédio, falta de respeito, contra o terrorismo e a discriminação...

Nós que não fazemos mal a uma mosca mas não gostamos do vizinho do lado sabe-se lá porque razão tão estúpida e insignificante que já nem nos lembramos, nós que nunca contribuímos para as guerras e educação sexista dos nossos filhos, com meninas a lavar louça e meninos a jogar à bola, em vez de criar seres independentes, desenrascados e que pensem pela própria cabeça que não ofereçam a outra face mas que não alimentem o ódio. 

Por mais que se grite, fale e escreva sobre tolerância e democracia...estes são precisamente os estados mais vulneráveis e difíceis de conseguir e manter, são de um equilíbrio periclitante como a cabeça da humanidade que vira consoante o vento da ilusão de mudar para ficar tudo na mesma!  
02
Fev20

Tanta desculpa

Rita Pirolita
Temos aí outra onda de pedidos de desculpa que se vão repetindo na história vergonhosa da humanidade. 
Canadianos pediram desculpa a Indios e Japoneses, Australianos a aborígenes, brancos a escravos...
Ninguém pede desculpa pelas guerras, pelos homicídios e roubos, mas tudo continua a acontecer a cada segundo em cada canto do mundo, por diferença de raça, religião ou simples malvadez. 
Com tanta desculpa que ainda teríamos que dar, não chegariam 10 milhões de anos. 
As desculpas evitam-se, ou os erros são inevitáveis?
Não estaremos condenados a inventar outra dimensão, que comporte um recomeçar limpo e exorcizado dos erros desta existência aleatória? 
Não desejaríamos ser o oposto, seja lá isso o que for, desta miserável falta de senso? 
Como não temos comparação com outros mundos, não competimos para sermos melhor e ainda assim conseguimos ser o nosso pior pesadelo.
Somos filhos abandonados à nascença, órfãos de altruísmo.
Não estará na altura de pedir desculpa por existirmos, por não termos evoluído, por apenas sermos mal do mesmo mal?
Não está na altura de pensar que se um meteorito nos travar a reprodução, não se perde nada e tudo se transforma, sem deixar rasto nem memória, sem arrependimento nem saudade do nada que fomos?
23
Jun19

Peixe de apicultura

Rita Pirolita
 
 
Descobri por navegação aleatória nas redes sociais, que um amigo que já não vejo há mais de 15 anos se dedica à divulgação da aquicultura ou aquacultura e desde já aqui fica o esclarecimento do termo por parte de quem percebe da coisa:
Existem os dois termos, aquicultura e aquacultura, sendo este último um neologismo.
O vocábulo aquicultura vem registado na 10.ª edição do Grande Dicionário da Língua Portuguesa (1949-1958), de António de Morais Silva, designando o tratamento dos rios, lagos e esteiros, para a boa produção piscatória. No Dicionário Geral e Analógico da Língua Portuguesa (1948), de Artur Bivar, surge o significado de desenvolvimento, por processos apropriados, dos animais aquáticos úteis. No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que está em linha, referem-se como acepções deste termo: preparação de lagos, rios, etc., para a boa reprodução dos animais aquáticos; criação de animais aquícolas dirigida cientificamente; o mesmo que aquacultura. Por sua vez, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, refere estes dois significados: estudo e tratamento das águas doces como rios, lagos, para uma melhor aproveitamento económico de animais e plantas aquáticos com interesse para o homem; criação de animais, vegetais... aquícolas ou aquáticos dirigida cientificamente.
O vocábulo aquacultura ainda não aparece registado nos dois primeiros dicionários referidos. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista o termo como neologismo com as seguintes acepções: cultura em água; criação (de peixes, crustáceos, etc.) em viveiros aquáticos; o mesmo que aquicultura. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, refere estes significados: criação de peixes em viveiros com fins comerciais; cultura em água doce.
Finalmente, o Dicionário Aurélio Século XXI remete aquacultura para aquicultura, com o significado de arte de criar e multiplicar animais e plantas aquáticas.
Em síntese, o segundo termo (aquacultura) também é correcto. Trata-se de um neologismo. Há dicionários que apresentam os dois termos como sinónimos. No entanto, poderá dizer-se que o termo aquicultura é mais abrangente e de cariz mais técnico e científico. 
Maria Regina Rocha 21 de Agosto de 2001
 
E agora vou eu falar da minha experiência com estes peixinhos que apenas sei, são alimentados com merda, muita mesmo. 
 
Todos sabemos que a sobre-populaçao do planeta tem arruinado tudo e mais alguma coisa. 

Desde agricultura intensiva, poluidora e destrutiva dos recursos naturais à criação de tal forma elevada de proteína animal, que leva a aberrações de métodos e resultados apenas com fins lucrativos.
 
Embora todos justifiquem a exploração da terra com base na irradicação da fome e pobreza com a criação de mais postos de trabalho e mais comida, o que não me parece totalmente verdade e passo a explicar porquê
 
As grandes multinacionais agarram em nichos de mercado que se vendem facilmente em nome do lucro fácil e apoderam-se de áreas até ai mais ou menos auto-suficientes e exploram ao máximo a força de trabalho e a terra por ordenados escravizantes, dedicam-se assim a produzir mais comida, que os pobres que a cultivaram não podem comprar e os que a podem comprar desperdiçam. 
Ou seja destroem a terra e aumentam a pobreza e fome dos explorados que não têm poder nem conhecimento para se revoltar. 
Aparecem depois os intermediários com a conversa da treta sobre agricultura sustentável, biológica e a preços justos para produtor e consumidor. 
Nós destruímos a sustentabilidade natural do planeta e agora queremos fazê-la renascer de um monte de lixo tão tóxico que está quase morto, só para parecer fino e ganhar uns trocos???
Agricultores, pescadores e outros 'cultores' continuam a ser explorados e estão no fundo desta cadeia de chupistas que lucram com toda esta exploração de bens e almas.
A população mundial continua a viver a ilusão civilizacional, andamos cá há milhares de anos mas não somos assim tão evoluídos.
 
Não seria melhor controlar o aumento da população  e regular de forma eficaz as infrações à pesca e culturas intensivas, refreando assim o consumo e diminuindo o desperdício, teríamos produtos mais saudáveis que provocariam menos doenças diminuindo o controlo e lucro pornográfico dos laboratórios. 

Não seria melhor acabar com as guerras e não ter refugiados e sofrimento, nem gente voluntária que não ajuda o vizinho do lado nem sabe o que fazer da vida mas depois larga tudo e vai ajudar os coitadinhos lá longe, restos de população que os 'ricos' cospem e fazem questão de aumentar.  
 
Para que tudo funcionasse melhor não poderíamos ter o grande defeito de sermos feios, porcos e maus e andarmos a chafurdar na nossa própria merda em vez de vivermos dela com proveito e inteligência.
 
Todos contribuimos para que o mundo acabasse neste estado, os 'pobres' anseiam ser 'ricos' pelos mesmos métodos escravizantes de que são vitimas e que tanto contestam.

A responsabilização desta salganhada vem em forma de castigo primitivo e selvagem - Não temos para onde fugir!
 
Resumindo e concluindo, o peixe de aquacultura sabe mal e deixa-me muito mal disposta por isso, obrigada amigalhaço que não vejo faz muitos anos, por me transformares em vegetariana.
Se te encontrar conto-te das boas, por andares a ganhar dinheiro à custa de arruinar fígados com metais pesados. 
Dedica-te ao peixe de apicultura e a cardumes de cães!
 
 

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