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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

09
Ago20

Dominatrix virtual

Rita Pirolita

Sou uma Dominatrix virtual, gosto de torcer palavras, espremer conteúdos, subverter sentidos, brincar com o fogo, chicotear ideias, deixar-me estimular por quem responde com alfinetadas de gozo, num crescente prazer intelectual que me vire do avesso e me ponha num êxtase tal que as palavras passam a gritos de dor e deleite. 

04
Ago20

Nenhum medo teremos

Rita Pirolita
A morte arrepia?... 
Cada vez menos quanto mais se aproxima.
Acabados de sair da boca do corpo para o mundo, ocupados com as dores de crescimento não pensamos no que estamos a pensar.
Em breve seremos adolescentes apaixonados em desespero de morte ou suicídio, tanto mais sofregos de alienação e sonhos quanto mais proibidos.
Desespero de momentos feitos eternos mas tão voláteis, de densidade incomportável por muito mais tempo. 
Sacudimos a vergonha e loucura de paixões passadas e tempo temos para aprender a crescer mais sem errar tanto.  
Olha-se para trás com nostalgia do fulgor, chegamos mais perto do gozo da quietude.
Pensamos na morte com mais clareza e um dia de tão perto estar nenhum medo teremos. 
16
Jul20

No silêncio da depressão

Rita Pirolita
Parem lá de lamentar a morte de quem é vítima de si próprio, responsável pela sua prisão e/ou libertação, pelo seu acto de covardia e/ou coragem!

Respeitemos essa liberdade.

 

Ter pena das vítimas do silêncio da depressão, não é mais que ter pena dos que ficam, abandonados ao pensamento da tristeza e forçados a continuar até à sua morte.  

A guerra, a fome, a inveja, a ignominia, o egoísmo, a ignorância também são silenciosas, dolorosas e matam, corroem, consomem, delapidam...

Quantos já não pensaram em se matar ou matar outros? Todos?! Eu já!

Sou ou estou deprimida? Não, nem por sombras mas quanto mais noção tenho da falta de sentido da vida, da inexistência de um Deus ou altruísmo da humanidade, mais plenamente aproveito e prezo, desprezo e volto a adorar, odeio, praguejo, revolto-me, isolo-me, esperneio, gozo, sou feliz e triste.

Só espero fugir da morte nos intervalos do vazio, é isso que faço sem pudor de admitir que sou bipolar, esquizofrénica, equilibrada, histriónica, solitária, rebelde, mansa...

Quando não conseguir lidar comigo ou estiver cansada de mim despeço-me, até lá estou tão entretida com a minha existência neste mundo de merda que rio e choro, amuo e amo, vivo e morrerei!
25
Jun20

No silêncio da depressão

Rita Pirolita
Parem lá de lamentar a morte de quem é vítima de si próprio, responsável pela sua prisão e/ou libertação, pelo seu acto de covardia e/ou coragem!

Respeitemos essa liberdade.

 

Ter pena das vítimas do silêncio da depressão, não é mais que ter pena dos que ficam, abandonados ao pensamento da tristeza e forçados a continuar até à sua morte. 

 

A guerra, a fome, a inveja, a ignominia, o egoísmo, a ignorância...também são silenciosas e dolorosas e matam, corroem, consomem, delapidam...

 

Quantos já não pensaram em se matar ou matar outros? Todos?! Eu já!

Sou ou estou deprimida? Não, nem por sombras mas quanto mais noção tenho da falta de sentido da vida, da inexistência de um Deus ou altruísmo da humanidade, mais plenamente aproveito e prezo, desprezo e volto a adorar, odeio, praguejo, revolto-me, isolo-me, esperneio, gozo, sou feliz e triste.

 

Só espero fugir da morte nos intervalos do vazio, é isso que faço sem pudor de admitir que sou bipolar, esquizofrénica, equilibrada, histriónica, solitária, rebelde, mansa...

 

Quando não conseguir lidar comigo ou estiver cansada de mim, despeço-me, até lá estou tão entretida com a minha existência neste mundo de merda, que rio e choro, amuo e amo, vivo e morrerei!
16
Dez19

És mesmo estúpido, não falo mais contigo

Rita Pirolita
Estúpido! És mesmo estúpido! 
É o único insulto que consigo fazer ao moço, sempre com um sorriso de gozo e sem lhe tocar com um dedo que ele é uma flor.
Também podia chamar parvo mas estúpido traz mais recordações da minha infância, quando até aos anos 70 os miúdos não deviam saber quanto mais dizer asneiras, só os putos ciganos gozavam dessa liberdade, o único escape verbal que podíamos ter, acompanhado de sapas e biqueiros que ferviam ou não, em caso de termos medo do adversário e ter que virar costas numa de dar de frosques sem levar na tromba, sem no entanto nos deixarmos ficar a dar parte de fracos, sendo que ao menos a última palavra fosse nossa 'És mesmo estúpido, não falo mais contigo.'
Ele a mim chama-me gorda com o tal sorriso na cara, porque sabe que não sou e goza comigo como se eu fosse uma picuinhas escanzelada, que não fala de outra coisa senão em dietas loucas ou como se fosse mesmo uma gorda falsamente assumida mas odiasse de morte que alguém, muito menos o tratador que dorme ao lado do aquário da orca, o mencionasse!
E pronto, este é o máximo nivel de violência doméstica cá por casa! Como podem ver só deixa bochechas e maxilares massacrados...de tanto rir!

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