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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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05
Ago20

Feminismo

Rita Pirolita

O feminismo não reclama mais que um dos princípios da Revolução Francesa, a igualdade e neste caso especifico entre sexos, a fraternidade e a liberdade também deviam entrar nesta luta já que as feministas de hoje se transformaram em extremistas com muito fel pronto a disparar em todas as direcções para calar opiniões divergentes.


Mulheres frustradas que invocam sempre a inimizade e ataque feroz como sendo do piorio entre elas, mal comparado aos homens que não estão nem aí. 

Desejam secretamente que o seu rol de traumas incluísse uma tentativa de violação não concretizada na adolescência, para poderem falar com conhecimento de causa, editar um livro e lutar muito pelos direitos das que verdadeiramente sofreram às mãos de um qualquer grunho, ou então gostavam de ter uma pila retrátil que saltasse cá para fora para violar mulheres que não lutam afincadamente como elas e perguntar a todo o segundo 'Estás a gostar? Dói não dói? É para sentires o que eu quase sofri.' Experimentam assim a igualdade de estar do outro lado a fazer de gajo estúpido.

Levam tudo a sério, viram feras carrancudas na defesa das virgens ofendidas enquanto deviam aproveitar as vantagens que têm em ser mulheres, como por exemplo ter um filho do Ronaldo e nunca mais trabalhar na vida, não ir à guerra, ser dona-de-casa, dar a desculpa de estar com o período e fazer o que lhe der na bolha... 

 
01
Dez19

Nem pró menino nem prá menina!

Rita Pirolita





Ditadura da liberdade, é disso que sofremos e somos escravos, de uma liberdade coersiva, tão descartável que nem dá tempo para sermos consistentes, soltos e assumidos.

Fazemos tentativas inglórias de educar crianças num vazio sem referências, pensando que lhes estamos a dar liberdade para que cresçam sem grilhões, para que possam decidir o que querem ou fiquem confusas e mudem de ideias constantemente e queiram experimentar tudo sem se decidir por nada, como se fossem animais em cativeiro, objecto de experiências que logo se vê no que dá mas na realidade apenas nos estamos a demitir do trabalho que dá educar, porque em muitos casos também não sabemos como o fazer.

Não educar e deixar ao abandono é o poço da desorientação.  

Saltamos esquizofrenicamente da segregação sexual para uma mal enjorcada igualdade de género, acabamos por condicionar na mesma o carácter, com a nossa ansiosa mostra de adultos lutadores, que desfilam por causas nobres, em vez de expormos as crianças a cenários variados, para que a escolha seja mais consistente. 

Nenhuma criança vai pedir um brinquedo que não existe, se não que o invente ela própria e estimula assim mais a sua capacidade cognitiva.

A ausência de discriminação deverá sempre ter origem na igualdade de acesso às oportunidades e aí reside o problema, que nem nas auto-proclamadas democracias se cumpre, onde ninguém ocupa lugares por concursos justos de acesso e selecção ou mérito, onde até um lugar de pouco destaque e interesse é ocupado por cunha.

Salvo as raras excepções dos que se revelam génios, sem estarem expostos ao elemento para que mostram forte apetência e inclinação, dependem mesmo assim do factor económico ou sensibilidade de quem os acompanha, para poderem explorar e singrar na área para que estão dotados.

Sem comparação, é muito mais grave meter uma arma nas mãos de uma criança, que dar uma Barbie a um menino que a peça ou uma bola a uma menina.

As pessoas vão-se definindo e enriquecendo com a variedade de escolha e exposição aos vários ambientes que estimulam a capacidade de ultrapassar e resolver dilemas, problemas e questões, mais que pela imposição de uma longa, confusa e espartilhada lista de regras e condicionamentos de comportamento.

Não queremos adultos a sair do armário constantemente, porque nunca ninguém os aceitou como eram mas também não queremos aproximar géneros e desvanecer diferenças saudáveis e complementares com medo de ferir susceptibilidades.

É muito difícil, se não impossível, proporcionar igualdade de oportunidade de acesso, é mais fácil por preguiça política, colocar todos a pensar e concordar com o mesmo, numa consciencialização forçada e tolerância paralisante que culminam num desnorte de conceitos!

A diferenciação de género e do indivíduo deve-se basear na livre escolha e acesso a oportunidades e não na incongruência de quem não sabe o que quer ou não sabe ter ideias próprias, porque foi criado com mimo e dinheiro!

Post Scriptum em jeito de grito...

Porque há coisas mais importantes para resolver no mundo, que atiram este tema para um canto!

Pensem apenas em crianças que nunca brincaram e cresceram no meio da morte, miséria, guerra e fome...o resultado é assustador, não é???

A não ser que sejam gerações depuradoras, que tragam a mudança por oposição ao erro em que nasceram!





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