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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

27
Dez20

Desejos para 2021

Rita Pirolita
Resoluções, desejos, promessas ou planos para o ano que entra... 
Todos os anos se repete a mesma treta para os que ainda por cá andam. 
Fazemos promessas que sabemos não vamos fazer esforço nenhum para cumprir, são apenas epifanias de desejos tão profundos que são quase impossíveis de realizar, a não ser com uma grande dose de vontade. 
Não seria então melhor resumir tudo a um plano, força de vontade? 
Não sermos amorfos preguiçosos que se deixam arrastar pela escravidão do trabalho, pelos amigos peganhentos, por pessoas que nos cumprimentam com mão de alforreca e lambuzam a bochecha com saliva, que nos avisam para nos intimidar, que nos tiram o sol do entusiasmo, a euforia da paixão, a alegria da solidão... 
Não será melhor prometer que vamos ficar distantes de tóxicos e negativos ares, de gente que nunca cumpre resoluções de cada ano da sua vida que passa e recomeça?... 
Pensando melhor, não seria mais saudável fazer destes momentos anuais, momentos diários de séria descontração com felicidade que não perdoe adiamento nem esquecimento?...
Não seria melhor deixar de acreditar num gajo vestido de Coca-Cola que nos traz prendas de graça, em cuecas azuis, passas comidas em equilíbrio no pé direito em cima de uma cadeira com uma nota na mão, a garrafa de champanhe na outra e não sobrarem mãos para abrir a garrafa, quanto mais coçar um olho... 
Não fazer da paz e bondade, voluntárias à força na nossa vida, deixar de repetir que não nos arrependemos de nada, só para não morrermos de vergonha ao assumir a tanta merda que fizemos e vamos voltar a repetir, para nunca assumirmos nada e ocupar o vazio com queixas, a sacudir a responsabilidade. Malvado destino que cai do céu para castigo e nunca resultado das nossas acções e decisões!
É mais fácil a lamúria dos remediados que o silêncio dos pobres.
Bom 2021 para quem lhe sobreviver, para quem morrer, pelo menos que tenha contribuído para um mundo melhor, quanto mais não seja com o seu desaparecimento da face da terra!
Só mais um pedido, por favor não vão à cona às primas na noite de passagem de ano, já temos muita gente maluca no mundo a dizer - 'Se 2021 não for melhor, pelo menos que seja igual e nunca pior que 2020'! Yada, yada, yada...

25
Dez20

Celebrar

Rita Pirolita
Ontem não celebrei tradicionalmente o Natal, não fiz a árvore, fez a sogra, não me juntei com a família que não tenho, só com a possível, não comi bacalhau, polvo ou perú, porque ainda não foram promovidos a alimentos vegan mas comi os acompanhamentos, não comprei coisas doces nem a título de excepção, não toquei em chocolate porque não aprecio e não fiquei acordada à espera de um Pai Natal que nunca vem, não traz nada de graça nem mesmo felicidade!

Ontem fiz o que faço todos os dias, celebrei a vida em paz sem me chatear ou cansar...muito!
05
Ago20

Gordura interna

Rita Pirolita
Às vezes ponho-me a rever fotografias minhas como velha à lareira, de manta nas pernas a chorar o falecido que lhe deu nos cornos a vida inteira mas depois de morrer virou santo... 
Lembro o momento e a felicidade que acompanhou aquele frame e como gaja que não deixo de ser, comparo o estado fisico de há 10 ou mais anos atrás, apesar de não ter envelhecido por ai além os sintomas típicos da menopausa não deveriam ser suficientes para me fazer sentir tão perra mas depois não me posso esquecer que daqui a pouco já entro na 3ª idade, que não gosto de fazer exercício fisico apesar de comer saudavelmente sempre que me apetece e por acaso apetece-me quase sempre, com umas facadas muito raras. 
Mesmo com as vulgares desculpas de ossos muito pesados, que no meu caso é verdade e carne densa, que também é verdade, não será que engordei para dentro?
Virei a descobrir num futuro cada vez mais próximo, porque menos tempo me resta, que tenho um fígado que transborda gordura em vez de a processar, um coração rodeado de banha, uns rins sebosos, uns intestinos cheios de merda como só eles, menos densa e podre é certo mas em maior quantidade, como bom animal-vegetariano-ruminante que sou!
A cintura não sendo nenhum órgão também já não é de 20 anos, e finalmente o cérebro esse maroto que me tem pregado cada partida que tenho que apontar tudo, talvez esteja cheio de colesterol ou pouco oleado...
Tudo isto pesa na balança e até há quem diga que a idade também, não sei nem quero saber tão cedo que balança é essa.
01
Abr20

Quizzzzzzz

Rita Pirolita
Se me perguntarem qual a minha cor preferida?...

Turquesa-mar quase sempre, laranja muitas vezes, verde, roxo com verde pistachio, vermelho com fuskia, tantas vezes o preto e branco.

Que carro gostaria de ter?...

Não precisar!

E viver numa mansão?

Antes o aconchego

Numa Ilha?

Sem sair

Casar?

Nunca

Ter filhos?

Muito menos

Um filme denso?

Esplendor na relva

Romântico?

Detesto o género

Musical?

Idem

Destino preferido para viajar?

Em mim 

Para viver?

O isolamento

Partilhar?

O simples 

Não complicar?

O simples 

Trabalho?

Que forma estranha de vida

Felicidade?

Sempre, sem pensar

Pobreza? 

Nunca, nem saber o que é

Ir à Lua?

E voltar

Contemplar?

Sem parar 

Aceitar?

O que é 

Não reclamar?

Do que não é

A natureza? 

Das coisas

O Universo?

Avança

E eu descanso...
16
Mar20

A menina na ilha

Rita Pirolita
Era uma vez uma menina que não era parida de ilha ou ilhéu mas sabia querer ir para lá, ainda não era feliz sem fim.
Não sabia por quanto tempo ia prolongar a alegria da insularidade, esperava ela para sempre!
Logo ficou para descobrir!
Quando ainda não estava lá, imaginou não voltar a pôr pé em terra maior, ligada a mais terra com mais gente!
Viu-se em caminhadas por montes alisados, carecas de vento com vacas camurça e a preto e branco, por escarpas sulcadas de raiva salgada de ondas espelho ou carneirinhos  chorões e espumosos. 
Deduziu que a quisessem visitar por pena, disfarçando que a iam ver porque gostavam sem interesse e lhe queriam fazer companhia por estar tão só. 
A menina nunca pediu visitação nem teve solidão mas alguns se impõem na senda para mais tarde poderem cobrar troca de companhia e atenção em visitas a terras-continente! 
A menina fez esforço doce e não de rebelião, de proteger o espaço e a alma da invasão de quem não sente o mar e aqueles pedaços de terra, como do mundo-casa da menina, que não quer o dever de estar e todo o direito de ser. 
Quando um dia a menina decidiu sair da ilha para ir visitar por obrigação, mais que respeito e nenhuma vontade, quem a quis visitar em tempos e ela não quis...
Uns já tinham partido, outros estavam indisponíveis e outros ainda disseram que não, vingando a ausência de visitas passadas que sempre entenderam como desprezo em vez de pura liberdade de quem não depende de ninguém para ser feliz! 
A menina não ficou chateada e confirmou em si, que a tentativa de sair da ilha, com pouca vontade para ir ver gente que não lhe dizia muito, só veio confirmar que a menina gostava era de caminhar com o seu cão e assim foi feliz no meio de um oceano.
09
Dez19

A dor do próximo

Rita Pirolita
Já se questionaram porque estamos cada vez mais insensíveis à dor alheia?
É por saturação e banalização ou uma questão de sobrevivência?
 
Num passado não muito distante, éramos mais próximos e solidários com a dor da família, do vizinho ou até de alguém do bairro que era o nosso mundo, a fome e a pobreza eram tabu na TV, agora tudo é manipulado, somos mais ricos e ainda queremos mais, sofrendo de ganância e inveja por coisas dispensáveis, somos mais ciosos, matamos para defender o que pagámos caro com a mesma facilidade que matamos irmãos ou pais por meia dúzia de tostões ou metros de terra, temos mais e partilhamos menos, tratamos pior os que estão ao nosso lado e somos mais solidários à distância, porque essa ajuda é mais fácil e como não temos a desgraça ali ao lado, é todo um processo mais limpo, ausente de sofrimento, no quentinho do sofá, cheio de falsa bondade narcisista,  ao ponto de estarmos à mesa e não vomitarmos o jantar a ver uma criança morrer de fome ou corpos despedaçados com a violência da guerra, ela própria mais implacável que nunca, o inimigo já não se confronta corpo-a-corpo mas elimina-se com um simples carregar de botão no outro extremo do mundo e assim aliviamos o peso da responsabilidade e consciência da vida.
É banal sermos cada vez piores!
 
Como um corpo que entra em estado de choque num acidente, a dor é atenuada, não se sente, deixa-se de ouvir, ver e pensar, o corpo concentra energias para se agarrar à vida o mais que pode e afastar o infortúnio.
 
Será que nós também ficámos mais insensíveis por uma questão de sobrevivência na ilusão de agarrar uma inconsistente e esporádica felicidade?
 
Eu gostava de acreditar que há algo mais que possa ser feito antes de nos matarmos a todos...só porque já não sentimos a dor do próximo por estarmos em choque constante?...
30
Nov19

Sr. António

Rita Pirolita
Um dia estava eu sentada com o moço num passeio, à beira de uma estrada, à saída de um qualquer supermercado, a comer sushi embalado, num pedaço de paraíso plantado no meio do Pacífico, estávamos esfomeados mas alegres que nem viajantes de pé descalço, entre gargalhadas e engasgos com bagos de arroz e wasabi, passa um homem de meia idade que nos olha por breves instantes e pergunta em jeito de afirmação convicta, 'São mesmo felizes os dois, não são?
Sem ficar à espera de confirmação, porque já tinha a resposta nos nossos olhares, acenamos que sim com a cabeça, só para o confortar e dizer que não era preciso ser bruxo para ver isso, mas é preciso ser especial para sentir felicidade pela felicidade de estranhos e ainda mais verbalizar. 
Este foi o comentário mais honesto, curto e expontâneo que recebi na vida e não vou esquecer nunca.
 
Um dia, continuava eu sentada com o moço ao lado mas desta vez no meio da Oceânia, dentro de uma carrinha alugada a cair de podre, a comer uma sandocha ao lusco-fusco de um belo sunset, quando sintonizo na rádio a língua portuguesa, que já não ouvíamos há pelo menos mais de um mês, demos um salto porque quem botava discurso nessa emissão era a voz vomitada de Anibal Cavaco Silva, nem demos hipótese e fizemos logo ali o funeral, desligamos o rádio, não sem antes lançarmos umas gargalhadas e o jantar acabou em silêncio introspectivo até o sol desaparecer e a noite acordar. 
Este foi o momento mais assustador da minha vida que devia ser esquecido mas a personagem em questão continua a ser uma traumatizante assombração mumificada.
 
Um dia estávamos numa rua de Innsbruck no meio da Áustria a falar um com o outro e passa um português, que por ouvir a língua materna parou ao cruzar-se connosco e nos perguntou se precisávamos de ajuda.
Passados 10 minutos de matar saudade com recordações da comida, do idioma e conterrâneos, este simpático cozinheiro convidou-nos para jantar num restaurante ali perto com um casal amigo, ao que dissemos logo que sim e preparados para pagar a conta de muito boa vontade a gente tão simpática. 
Pagou ele o jantar, por ser cliente habitual e ter vantagem nestas combinações com os empregados, atitude que todos nós bem conhecemos e também praticamos ao bom jeito tuga, com um simples piscar de olho ao patrão, no bar da nossa rua ou no local onde crescemos e onde de vez em quando fazemos uma visita, para pagar umas jolas aos amigos de infância. 

Pensávamos nós que a noite ficava por tão gentil gesto e boa conversa bem regada com cerveja, quando somos levados a um bar enorme, transformado em salão de baile, que em noite de 4a feira os ritmos latinos atiravam para o meio da pista, corpos suados e desajeitados, uns mais que outros. 
Saímos já era noite cerrada, para ruas calmas com gente pacifica em fim de festa, a caminho do hotel trocamos contactos e dicas, pois ainda continuávamos viagem e o Sr. António já andava por aquelas paragens há muitos anos, com família deixada em Portugal. 
Este contacto manteve-se até hoje, sem obrigação, com emails curtos mas personalizados, pelo Natal e Páscoa

Esta foi a atitude mais desinteressada e bondosa, de um desconhecido mas extraordinário anfitrião, que guardei na minha mochila de viagem. 
É esta a primeira pessoa em que penso se ganhasse o Euromilhões e mesmo assim não pagaria o impagável.
Se isso não acontecer, prometo aqui ao Sr. António, pelo menos uma visita com umas boas garrafas de vinho e um abraço cheio de Portugal, para isso ainda tenho algum dinheiro e ânimo não me falta.
Um brinde ao Sr. António!!!

 

30
Nov19

Causa-efeito

Rita Pirolita
Tenho lido muitos textos de gente que se considera informada e esclarecida, a pensar fora da caixa no domínio das politiquices, seus roubos e compadrios, o suficiente para se indignar contra os que querem calar as suas vozes reacionárias ao regime instalado de corrupção. 
 
Até hoje a humanidade passou um atestado de burrice e incompetência a si própria ao nomear lideres, porque está mais que provado que somos ingovernáveis e dependentes de controlo mesquinho ao mesmo tempo, qual estado paternalista que instala a ilusão de cuidar de nós, apenas para sobrevivermos e permanecermos no limiar da felicidade.

Gostava de saber como vamos impor uma renovada Ordem Mundial, que aposte em cada homem como um estado em si próprio, que não precisa de parasitas, de abusadores e abusados??? Para isso seriamos semi-deuses, condição da qual me parece, nos viemos sempre a distanciar desde os primórdios da sobrevivência desta raça, que insiste em se reproduzir e destruir pelas próprias mãos. 

Resta-me imaginar um mundo de Deuses, Dragões e Unicórnios, no qual preferia viver, não sendo tão céptica e realisticamente desiludida. 

Não acredito em dias melhores, mas a ilusão da luta entretem e traz alguma luz a este meu quotidiano real e entediante de tanta malvadez humana. 
Acima de tudo ansiamos com esperança, porque já não resta mais nada de bom além disso. 

Continuemos os próximos capítulos sem sentido nem missão, porque apenas temos curta existência num Universo organizado no seu caos, que não se compadece com vidas humanas, valores, riqueza, engano, altruísmo ou ética, é apenas e somente de natureza causa-efeito.
29
Nov19

Agitação

Rita Pirolita



Cursos e retiros de meditação são oferecidos por todo o lado a toda a hora, com promessas de relaxamento e clarividência como único caminho para a felicidade

Sem dúvida que a aceitação é a chave para a fluidez, por isso não vou contra a minha natureza agitada, o relaxamento com hora marcada irrita-me. 
Tenho tempo de relaxar quando for dormir e de fechar os olhos quando morrer.  

Quando impões a ti próprio regras extremas, é sinal que precisas de domar grandes desvios. O que é bom manifesta-se naturalmente. 

Quem opta por fazer ioga a horas milimetricamente certas e comer tigelas de quinoa todo o santo dia, só se passa a dar com pessoas que comem quinoa, que falam de ioga e que andam em processos de limpeza da alma, do intestino e de ideias. 
É verdade que também somos aquilo que comemos e se comermos quinoa a toda a hora, só pensamos e falamos em quinoa, umas vezes de forma mais soltinha outras com um discurso mais glutinoso, peganhento, tacanho e reducionista. 

Quem se limita e espartilha, cada vez se fecha mais e aceita menos a diversidade, andando embuido de uma atitude deificada que lhe confere a confiança e sensação de ser o único dono da verdade, todos os outros à face da terra são meros seres menores, que estão no seu percurso errante e precisam de reencarnar mais umas 1000 vezes para atingirem o Nirvana.
O mundo precisa de sonhadores a viajar de tapete voador,  bem como de gente com os pés bem assentes na terra.
 
12
Mai19

O Retiro

Rita Pirolita
Rentabilize o seu tempo, não faça nada, faça jejum, limpeza espiritual, durma em cima de tábuas, faça silêncio e ouça a sua alma respirar, tudo isto como se estivesse no conforto da sua casa e pela módica quantia de 500€ o fim-de-semana.   
 
Ainda bem que isto é caro e por isso só dirigido a pessoas que não têm dificuldades em sobreviver, o comum dos mortais com pouco dinheiro, dorme que nem uma pedra ou sofre de insónias, cansaço do trabalho e de aturar filhos, come com um orçamento apertado o que o obriga a uma ginástica mental capaz de atrasar o aparecimento de Alzheimer, acorda sem paciência para as filas de trânsito ou para aturar o patrão, não há tempo nem para invocar Buda ou dizer Namastê pela manhã mas lá vai lutando pelo tempo que encurte até à reforma.
 
Ele há pacotes de yoga+surf, para grávidas, para rir, suspenso, suspenso a beber cerveja, em cima da prancha de paddle, palestras de coaching espiritual, livros de auto-ajuda tão repetitivos e enfadonhos que concluímos que tudo se poderia resumir a um panfleto de uma página ou nem precisava de ter sido escrito. 
Tudo tem níveis de evolução com preços diferentes e quando somos virgens nestas andanças se não tivermos cuidado fazem-nos sentir burros, sobretudo com a pergunta 'o que andamos cá a fazer?' Acham que se andássemos cá a fazer alguma coisa de jeito já não tínhamos encontrado a resposta?...  

Qualquer tentativa de denunciar estas actividades por extursão nunca resultará porque só lá vai quem quer, como os bruxos e demais charlatães - "Traz até mim o teu dinheiro, assim ficas com menos para gastar em coisas que não te trazem felicidade e eu sei dar-lhe melhor destino."
Já todos sabemos o fim infeliz que muitas seitas tiveram e cujos mentores apenas queriam satisfazer os seus desejos mais doentios, numa tentativa de se iludirem e iludirem os seus seguidores de que tudo era em nome do bem e da salvação. 
 
Se isto é tão importante e natural porque não promovem encontros gratuítos, na India não há cá frescura, ninguém pode pagar e os gurus estão na rua a receber a comida que quem passa pode dar, emborcam arroz com caril até ao fim da vida, mantêm-se magros porque comem quando há e o jejum forçado abre portas à clarividência espiritual.
 
Sou muito boa a fazer nada, não passo fome com comida à frente, é uma ofensa para quem não tem o que comer, cada vez falo menos porque aprendi que só traz vantagens e quase sempre me falha a paciência para ouvir gente, durmo que nem um passarinho, respiro muito bem porque desde que nasci fui obrigada a fazê-lo e não desperdiço dinheiro, muito menos em promessas vãs

A felicidade é uma perspectiva e cada um com a sua, não se compra nem se ensina, quando pensas que és feliz...já foste!

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