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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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27
Jul20

Benfeitores hipócritas de meia-tijela

Rita Pirolita
Sabendo os homens que vieram do ventre de uma mulher como podem sofrer tal síndrome ao ponto de maltratar o sexo oposto? Revolta de existir? 

Sabendo a raça humana que todos viemos das mesmas células originais, por isso somos todos os tais irmãos porque se matam homens, crianças e mulheres em guerras? 

Se para sermos adultos já todos fomos crianças porque tantas são abusadas a cada minuto que passa? 

Porque se maltratam e comem animais? 

Quem está contra as touradas também deveria estar contra a morte de animais, a única diferença é que a arena tem espectadores e o matadouro não! 

Sei que estou a falar de tudo menos de mulheres em específico mas é isso que quero chamar a atenção, os dias que assinalam isto ou aquilo não reflectem a ligação global que todos temos à mesma desgraça que é só uma, uma humanidade que nada respeita, de existência errante, é isso que temos que assumir, que não prestamos para podermos começar a prestar para qualquer coisa, quanto mais não seja para reconhecer que andamos armados em benfeitores hipócritas de meia-tijela!
12
Fev20

Quem não?

Rita Pirolita
Quem não? 

Sentiu desprezo portas dentro, viu compaixão cega e ajuda oferecida a quem não merecia, abuso de laços de sangue, desrespeito, humilhação e domínio em troca da comida que vai à mesa.
A qualquer movimento dizem que não fazes mais que a tua obrigação que não precisam de saber se simplesmente estás bem, se precisas de alguma coisa mas apesar de não prestares para nada e não mereceres, até te dão os Parabéns todos os anos e telefonam pelo Natal em jeito de missão cumprida. 
Os filhos têm a obrigação de se preocupar com os pais, de lhes obedecer e nunca pôr em causa os seus infalíveis métodos de educação, uma chapada nunca fez mal a ninguém e a violência preenche o dia-a-dia à falta de melhor, num lar sombrio que baste. 
Quando sais de casa não há olhar para trás, não há lugar a lágrimas de saudade que te enfraqueçam.
Ao mínimo pedido de ajuda em passageira dificuldade, vão-te fazer amargar cada palavra de apoio e cada tostão será cobrado, não socumbes por orgulho e segues sem amparo. 
Podia ser eu, a continuar o mesmo tipo de vida mas não, sou eu a contrariar, a evitar percurso tão errante e vicioso. 
Se tivesse rodeada de simples cuidado e bondade seria hoje mais assertiva, livre e menos defensiva.  
Neste caminho que vou correndo, a fugir de gente que me atinja com malvadez e desamor, quem me fez nascer desistiu de viver por cansaço de tanto desleixo e frieza miserável...
Quem ficou tem no meu olhar a acusação e o julgamento da culpa que não sente, com quem tenho que conviver por pena e que pensava eu me fizesse mais forte e melhor, mas apenas me aumenta o nojo.  Não sinto previlégio no sofrimento, não quero ver pena nos olhares, não me é permitida saudade ou luto nem queixa por injustiça, apenas aceitação de uma vontade doente que se cumpriu e me venceu.

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