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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

09
Ago20

BLOQUEADOS

Rita Pirolita
Vou novamente aqui abordar um assunto sobre o qual já estou careca de falar, careca talvez seja difícil que tenho cabeleira farta mas aqui vai. 
Bloquear pessoas nas redes sociais é uma prática que ao inicio não gostava de fazer, era como se virasse as costas a uma boa discussão com a qual poderia evoluir, comecei a descobrir que nem todas as pessoas merecem resposta ou mesmo ler aquilo que respondemos, passo a explicar. 
Comecei a ter uma atitude pouco ortodoxa e nada honesta nas minhas caixas de comentários mas como todos os que não gosto estão bloqueados provavelmente também nunca irão ler isto.
Acima de tudo comecei a treinar a minha intuição para perceber quem merecia resposta e quem seria tempo perdido a dar trela para se esganar. A maioria das pessoas andam iradas com a vida que têm ou às vezes não têm mas arranjam, não têm paciência e são umas mimadas desprovidas de ideias e opinião que se veja, aventuram-se a comentar assuntos que se mostram um pântano autêntico no qual se enxovalham e afundam pelas próprias mãos, além de que este tipo de pessoas sofre de uma grande iliteracia no sentido de saber ler mas não saber interpretar o que lê e assim não responderem em consonância.
Mesmo expressando ideias diferentes, como estava a dizer, as pessoas andam com o ódio à flor da pele, prontinho a disparar naquele comentário que fala de assuntos que estão na ordem do dia, os que estão ligados a questões de pendor sexual têm uma abordagem feminina de muita susceptibilidade ferida, de virgens ofendidas e de alguns homens enconados que nunca souberam definir sem impor, o seu lugar e acção, ou seja não sabem o que andam cá a fazer e seguem o rebanho das feministas ferozes e (in)Capazes, têm que mostrar que estão do lado delas porque se não não molham o bico!
Ora a minha prática não muito recente, é bloquear quem não quero que esteja na minha caixa de comentários, porque envergonha a discussão e traz arrogância e mau ambiente. Há uns tempos atrás ainda dava pelo menos um dia para que as pessoas pudessem ler a resposta à sua estupidez, direito que eu lhes concedia e assim teriam a oportunidade de responder, alguns metiam a viola no saco e apagavam os seus próprios comentários, outros continuavam a aumentar a saga de mostrar a sua intolerância, estupidez e burrice muitas vezes com vocabulário que não havia necessidade de estar esparralhado nas redes sociais e com calinadas brutais no 'pretuguês'. 
Portanto a minha mais recente atitude associada ao bloqueio é caracterizada pelo toca e foge, ou seja, respondo assim que posso às provocações e logo a seguir como não tenho paciência e até às vezes muita vergonha de pertencer a esta raça que ocupa o planeta, bloqueio logo a seguir, consciente de que não dou tempo nem oportunidade ao interlocutor de ler o que seja, responder ou contrapor mas ficam lá todos os comentários visíveis seja para quem for que não esteja bloqueado por mim e tenha interesse em ler e se possa rir ou concordar com mais um estúpido!
Muitas vezes fico surpreendida pelo grau de indignação provocado relativamente a muitos assuntos que são menores para mim e percebo que a maioria gosta de viver num universo paralelo para fugir à assunção da realidade pura e dura, muito menos têm a noção do que se passa à sua volta, nem mostram interesse em se elucidar e aprender!
Deixo aqui um pedido: 
Não respondam áquilo que não entendem? Eu sei que não conseguem perceber que não entendem, mas quando alguém vos chamar à atenção de estarem a responder a alhos com bugalhos, das duas três, esforcem-se por começar a deduzir melhor o que lêem, mesmo que percam o triplo do tempo de uma pessoa medianamente inteligente, parem de comentar e não partam para o insulto, esse é o sujo argumento dos idiotas e não me parece que queiram passar pela humilhação de mostrar esse vosso lado! 
Se não têm nada de jeito para mostrar e partilhar com o mundo, vegetem no vosso cantinho sem estrebuchar, porque a quem não pensa, não deve ser dado o direito de agir nem muito menos de expressar baboseiras em vez de opiniões com sumo!
Tenho tido uma vida muito mais descansada no que toca a redes sociais, não alimento parvoíce e sem nenhum tipo de arrependimento...já vi que isto funciona e bem!
22
Jul20

Reino animal domesticado

Rita Pirolita
Vou ser breve por este texto, porque não merece mais e muito mais não terá para ser acrescentado. 

Costumo dividir os tipos de casais essencialmente em três grandes grupos do maravilhoso reino animal domesticado!

Existem os casais que são de uma inocência atroz, de livro de conto-de-fada, provavelmente um ou ambos perderam a virgindade um com o outro e tudo indica que irão ficar juntos para sempre sem nenhuma traição pelo meio ou mesmo pensamento pecaminoso. 

Estes são amores remotos de aldeia, muitas vezes entre primos, não sei se ainda existem, se existirem têm todo o direito e ainda são o resquício daquilo que um dia todos desejamos mais ou menos secretamente e tão poucos concretizaram! 

Um amor pueril com sexo adulto, o melhor de dois mundos!

Os casais opostos ao anterior são a puta da loucura, parece que andam sempre em ácidos, fazem merda com uma cumplicidade de piscar de olho, no elevador ou em casas-de-banho públicas, a adrenalina não desgruda. Encontraram-se no momento certo e são perfeitos um para o outro, são os melhores amigos e cúmplices das partidas que pregam,  encenam discussões só para ver as caretas dos espectadores, não cobiçam mas comentam profusamente, sabem guardar segredos, são desinibidos e vivem o amor sempre a desafiar os limites da liberdade. Estão um para o outro mas não mortos para a vida! 

Sexo, paixão e loucura, a melhor pimenta a juntar ao mundo dos casais mais enconados!   

E por último, a maioria, pelo que observo são aqueles que ficam ali no limbo, nem são carne nem peixe, qualquer gesto ou discussão indica que se podem amar loucamente como matar de ódio, que podem haver traições mas a coisa mais ou menos consentida lá vai andando coxa e mal cheirosa, convencem-se que apesar de tudo foram feitos um para o outro, que o amor não sobrevive sem um pouco de tortura e ciúme e que estão condenados a aturar-se até ao fim da vida porque com o feitio que têm, acreditam que mais ninguém é credenciado para o fazer, munidos de uma paciência de Jó entremeada por explosões que acabam em sexo ardente de reconciliação. 

A vida é boa assim com agitação e desafio constantes, senão ficava apenas pelo trabalho ou desemprego, praia, putos e compras no LIDL. Vivem no mundo real da vidinha, com desilusões esperadas e alegrias vividas de cerveja e churrasco, tudo o resto são amostras reles, contrafacção ou publicidade enganosa!

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