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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

25
Jul20

Uns haters diferentes

Rita Pirolita
Se pensam que vou escrever mais um texto cortante, cítrico, ácido ou deveras sarcástico sobre os famosinhos nas redes sociais? ACERTARAM em cheio!
Até parece que vivo disto e para isto, quando o que me apraz e mais interessa é escrever, exercitar a leitura e mente na revisão dos meus próprios textos, desafiar-me a escrever melhor que outros que leio sem plagiar ideias ou piadas, isso é coisa que não me assiste e é um insulto à minha imaginação!
Muito se fala dos haters, que dedicam o seu tempo a catar gente para odiar para deitar abaixo só porque sim, porque não têm mais nada prazeroso na sua triste vida para fazer, porque são pessoas infelizes e sem amigos que vivem sós rodeados de 50 mil gatos, enfiados no seu mundo, um buraco bafiento, húmido e escuro.  
E se fôr este o cenário ou retrato que muitos perseguidos por estes haters gostam de imaginar e fazer os outros acreditar, para não se sentirem tão mal por não saberem argumentar e por isso resumirem esta gente a um bando de bandalhos mal resolvidos, frustrados e invejosos? 
Os haters a considerar já não são burros e infelizes, burro é quem anda por cá e pensa que não está sujeito a critica e julgamento, estamos todos e tanta gente há que não tem graça, jeito e arcaboiço para disfarçar a má figura!
Muitos criticam e bem com lucidez, conhecimento de causa e lógica da batata, que é quanto basta para tirar conclusões da vida fútil do jet-set, que nem cai em graça nem tem onde cair morto. 
O visado não podendo ficar sem dar resposta, que isso é sinal de consentimento, como também não pode negar, ataca com baixo golpe e diz que está a ser vitima de perseguição e maledicência, ele uma pessoa tão boazinha que faz questão de mostrar que nunca ganha com publicidade da Prozis ou Cabify, aquilo é tudo bom para consumo e aconselha-se em doses regulares, senão à fartazana! 
Outros há que nunca respondem, têm a cunha certa e continuam a gozar os bons ordenados e a gozar com a nossa cara, pagos por todos nós, falo das vedetas da TV! 
As gentes não vos invejam, como muitas vezes querem fazer acreditar, as gentes não gostam é que os façam de parvos. 
Quem se esfalfa para ganhar a vida honestamente indigna-se com a afronta do raro "suor de cigano" que os famosos exibem para chegarem onde chegaram. 
Então não querem ser como os de Hollywood? 
Afinal com tanta queixa retardada de assédio, veio-se a concluir que ninguém era competente ou prestava para alguma coisa, foram é todos ao castigo e a maioria passou na prova oral! 
Para esconderem a burrice e não se partirem mais telhados de vidro, estes famosinhos fazem-se de coitadinhos, mas são é burros perante gente esperta que os trata como merecem, lhes acerta o passo e às vezes os põe no lugar para não andarem a navegar tão descontraidamente na maionese!
Para a próxima, gentinha susceptível e na sua maioria pouco inteligente, calem-se e consintam porque a vossa cabecinha muitas vezes não dá nem para armazenar 2 neurónios quanto mais distinguir haters de gente que vos malha bem no centro!
Depois venham-se queixar de depressões por falta de fama consistente!  
27
Ago19

Políticos artistas

Rita Pirolita
Os artistas invocam imaginações do outro mundo, únicas e intrépidas, que não podem calar dentro de si com o perigo de rebentarem e espalharem talento por todo o lado. 

As pérolas da criação que lhes saem da alma, além de uma inspiração quase divina, reservada aos pouquíssimos visionários eleitos, para conferir uma pitada de seriedade a toda a treta, não podem deixar de trazer algum suor à mistura, provocado por estudos intensos e introspecções profundas.

Artistazecos desfazem-se em elogios mútuos de forças titânicas para ultrapassar dificuldades monetárias, além de se vitimizarem num processo de criação tão sofrida que só é suportável pelos grandes e mais fortes, como se tivessem filhos todas as vezes que escrevem uma letra plagiada, repõem uma peça de Shakespeare pela enésima vez, ou borram uma tela. 
Os actores dilaceram-se em trejeitos e tiradas de trági-comédia de tanto chorar a rir de nostalgia do que foi a sua vida na rádio, na revista ou TV Guia. 

Fazem-se obrigados a trabalhar até morrer porque dizem sempre ter sido mal pagos, quando andaram a gozar à grande e à francesa, eu fazia o mesmo, ou então não me queixava e tinha poupado para não andar a fazer figuras tristes de me arrastar em palco, com a treta da representação correr nas veias, ser a única forma que conhecem de viver e terem desejo romanceado de morrer a fazerem aquilo que gostam, porque nunca fizeram, não sabem, nem nunca quiseram fazer outra coisa! 

Tiveram tempo e dinheiro para se entregar a depressões de criação borrada, de viver num mundo que só eles criaram e onde só eles vivem, tudo o resto à sua volta, os comuns mortais mexem-se mas não vibram, sobrevivem! 

Tal como os hipócritas políticos, os falsos artistas arranjaram forma de viver à custa de um mundo paralelo, inventado por eles e querem fazer acreditar que é necessário e indispensável à existência humana...a criação talvez mas não mais que a comida!

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