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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

09
Ago20

Os CTT e o emprego

Rita Pirolita
Com o encerramento de muitos postos de atendimento dos CTT os filhos ou netos podem começar agora a pensar em se revezar ao levar os velhotes na carripana para levantar a reforma num posto bem longe da casinha e incentivar o regresso ao velho hábito de enviar cartas, pelo menos uma por semana, nem que seja para o primo que vive duas ruas abaixo.  
Em vez de se começarem já a queixar vejam as coisas pelo lado dos CTT que tanto precisam, coitadinhos, para se livrarem do que não dá lucro, deixam as despesas a cargo das Câmaras e Juntas de Freguesia.
Ora bem, quem dá boleia aos velhotes pode começar a cobrar de mansinho nos primeiros tempos quantia que dê para a gasolina, vai depois aumentando a tarifa até dar para pagar a prestação de um andarzeco nem que seja na Buraca, continuam até atingirem o patamar de deixarem os seniores sem pilim nenhum mas felizes de andarem de cu tremido no carro do netinho, que também ajudaram a pagar. 
Com estas atitudes de verdadeira nobreza matam-se muitos coelhos com uma só paulada, a ver vamos: 
Criam-se micro-empresas e postos de trabalho.
Podem todos criar startups tão na moda, S.A., em nome individual ou Filhos e coiso ou Irmãos e coiso, uma espécie de rede UBER sénior!
É dada ajuda e atenção aos velhos tão resmungada de há longa data, ficando colmatada esta lacuna, automaticamente os seniores sentem também que estão a proporcionar e investir num melhor futuro para os seus ascendentes, aliviando o típico aperto do fim do mês e preparando adultos melhores e mais felizes, porque vão mais vezes comer caracóis e beber jolas à tasca da esquina, mesmo que levem os velhos a reboque é sempre uma festa!
Dinamização e recuperação da velha tradição das cartas e mundo da filatelia com lançamento de novos selos que sempre animaram a face das missivas, com as suas esfuziantes cores de flores e animais ou importantes figuras da história.
Portanto, a todas as pessoas que se manifestam nos locais contra o encerramento destes postos e todos os outros que se insurgem no sofá, digo já que não percebem nada desta maravilhosa governação secreta e subreptícia pensada só para o vosso bem! 
Deixem-se lá dessas ideias de que estamos a ser vendidos a retalho, os beneméritos querem tanto manter o anonimato e discrição que quase nem nos apercebemos destas medidas tão valorosas para o avanço da nação! 
 
05
Ago20

Massificação

Rita Pirolita
Caracóis regados com muita jola, abertura da época de caça cujos dias acabam sempre em ambrósias comezainas de javali, lebre ou seres com penas, touradas...
Mediante tanto animal à solta, surgem sempre os indignados ou defensores destas práticas.
Um dos problemas é a massificação e condições em que os animais são criados difícil de contornar por sermos tantos neste planeta.
Comer deveria ser encarado como acto de sobrevivência e não como uma palermice gourmet de desperdício, não havendo necessidade de sermos bárbaros, progredindo com inteligência e respeito pelo equilíbrio da natureza que nos dá o alimento.
Mas se não fossemos quem somos outras coisas haveriam que não guerra e fome...
05
Ago20

Sério mas não muito

Rita Pirolita
 

 

Para descontrair da vida séria vou recordar coisas giras, frescas e fofas. 
Caramelos espanhóis que partem os dentes e cubos de pastilhas Gorila que enchem demais a boca e fazem doer os maxilares. 
Versão mais rasca de pastilha não havia que as Pirata muito magrinhas e rijas, pior que caramelos.
Se por descuido engolíamos uma pastilha amaldiçoavam logo o nosso futuro com idas ao hospital porque se ia colar às paredes do estômago, diziam.
Apesar de ser filha única nunca fui criada com mimo e nesta situação especifica que me aconteceu milhões de vezes e sobrevivi, os meus pais limitavam-se a dizer com um ar descontraído que me fazia prever e ter a certeza que não ia morrer no segundo a seguir, 'não te preocupes, o que entra sai', por isso quando engolia pastilhas só imaginava que da próxima vez que me peidasse iria fazer um balão de tal forma grande que ia parar às nuvens presa pelo cu.
Gelados da Olá? No cardápio havia Epá com uma pastilha enorme e redonda no fundo, Perna de Pau, Super Maxi e 2 ou 3 sabores de gelados de água, carregados de açúcar, talvez um Cornetto ou outro. 
Coca-Cola nem vê-la, pelo menos na minha casa, também nunca achei piada aos refrigerantes, só às bolhas mas não podia ir ao café e pedir só as bolhas à parte.

Lembro também o vinho Teobar que ia buscar à tasca a 1 minuto de casa mesmo em frente à minha escola primária, que promiscuidade, bêbados, crianças e escola tudo à distância de um passo, estas garrafas tinham tampa achatada de plástico transparente, selada com ar pouco inviolável a prata verde (tinto) ou amarela (branco)…
Já agora Sr. Evaristo avie aí este Tupperware de caracóis que lá em casa já estão preparados os alfinetes e não são os de ama, que esses não puxam o bicho para fora da casca, espetados em rolhas de cortiça para a gente saber sempre onde estão e não os engolir com a molhanga da caracolada ou picar as mãos. 
Em cima da mesa já está o jarro enorme para receber meia dose desse vinho, branco ou tinto e metade cerveja, SAGRES claro, eu não me lembro de outra nessa altura, misturam-se para ai umas 2 colheres de sopa de açúcar branco, não havia cá dietas com porra de açúcar mascavado, bebe-se e faz-se AAAAAHHHHH no fim de cada golada e a esta bebida chama-se Serenata. 
Mais uma coisa que o moço nunca bebeu ou conhecia e eu já molhava o bico na altura da primária.
Calma! Não fui criada a sopas de cavalo cansado, mas depois de uns golitos daquela bebida dos deuses era capaz de cantar uma ou duas serenatas e só queria sopas e descanso!

20
Jul20

Logo se vê ou se esquece

Rita Pirolita
Não é o nível de gravidade que chama o Estado a assumir responsabilidades nem catástrofes naturais incontroláveis que não foi o caso no nosso país e sim a natureza suja das acções e alto nível de corrupção, abuso e aproveitamento do poder político e compadrios. 
Enquanto os bombeiros não forem particulares ou mais profissionais e não maioritariamente voluntários, o Estado tem responsabilidade, enquanto quem morreu ou perdeu as casas, era eleitor e pagava impostos, o Estado tem responsabilidade, enquanto deixaram a floresta chegar a este ponto de desordenamento por interesses económicos, o Estado é responsável, enquanto forem accionistas de empresas que fornecem coisas obsoletas que falham na catástrofe, o Estado é o grande responsável.
Enquanto deixarmos que nos enganem e inventem as desculpas que querem e podem, nós somos responsáveis porque deixamos que façam e digam tudo com total impunidade, sem uma única trovoada seca que lhes caia em cima mas vamos lá passar o verão atrás dos caracóis, da cerveja e da bola de Berlim, depois logo se vê ou se esquece.
19
Jul20

Agradecimento pós-férias

Rita Pirolita
Quero agradecer muito do fundo das minhas entranhas sem ser lamechas às pessoas que vão estar neste texto, quero agradecer por ter nascido também para as conhecer!

Começando pelo Corvo, ao Sr. Fernando que mesmo não tendo ganho dinheiro nenhum connosco no seu táxi por termos insistido em fazer os trilhos todos a pé, fez de anfitrião na festa local nunca tendo deixado as gargantas livres de cerveja, abordou-nos no seu inglês trapalhão e deixou-nos ir em bom corvino. Desta ilha levamos histórias dos seus cerca de 400 habitantes, ataram um GNR a uma árvore por logo no desconhecimento de novato ter começado a distribuir multas de estacionamento, todos andam sem capacete e nem pio com eles, um padre foi expulso e chamaram um barco que o levasse dali para fora, pelo menos até às Flores, visitas da ASAE, a quem fecham as portas dos 2 únicos restaurantes que existem e não lhes servem nem uma mealha, fica tudo sem comer e vão de requitó ASEAR para outra ilha.

Nas Flores, Sr. Jorge do parque de campismo de Santa Cruz, não esquecerei a boa disposição, o convite ainda a conhecer-nos mal para jantar em sua casa, pimenta da terra caseirinha, lapas, caracóis, bom vinho, amigos bem dispostos, sua amada esposa e seus mimados cães. Mulata, a égua vizinha a quem dava 3 cenouras por dia. Direcção Fajã Grande, passando por Ponta Delgada, a comer uma caldeirada de peixe no Sr. Meireles, dono do único restaurante da terra 'O Pescador'. Chegada tortuosa depois de mais de 20km a pé, a Fajã revelou-se linda e acolhedora. Ao Roberto do Papadiamantis, continua a ser feliz e não deixes que te estorvem vida. Sr. António e esposa, proprietários da mercearia mais catita, obrigada pelos pequenos-almoços de queijo e iogurtes artesanais. Sandra, Zé e filho Diogo, o puto mais estiloso lá do sítio, a quem ao segundo dia já tratava por sobrinho fresco e fofo, bons momentos passados na Barraca Q'Abana deste casal que se auto-intitulavam os Reis do Kebab, iguaria-novidade que dava direito a filas de 15 em 15 dias, o melhor da ilha, diziam eles orgulhosos, não fossem os únicos a fazê-lo! Especialmente para ti Toni, o caçador de polvos de fim de dia, cuida-te homem, não fumes nem bebas...pelo menos tanto! Querida burrinha velha que me dava os bons-dias com um macio olhar!

Um especial bem haja ao doce Leandro, filho de pai tardio, o Sr. Amaral que de nós se despediu de lágrima contida com um voltem em breve antes que eu morra, abraçamos o seu magro corpo com intenção forte de cumprir pedido e lá fomos 9 horas a marejar até ao Faial.

No Faial nada a apontar, minto, fomos fazer uma caminhada até Almoxarife e a dois terços do percurso o dono bem apessoado de uma propriedade convidou-nos para uma cerveja, não sendo usual passar ali alguém a pé, emigrado dos EUA, vivia com o companheiro, uma personagem hollywoodesca da longa e famosa série ainda a preto e branco, Perry&Mason.

No Pico, obrigada Marina lutadora e seu companheiro Marco, o carteiro de Arronches que encheu os churrascos de sardinha congelada, bom vinho e queijo alentejanos.

Em S. Jorje, Paula e Rogério do restaurante Açor, continuem a fazer pizzas deliciosas magistralmente compostas com o queijo local, o melhor das ilhas e a conservar por longa data os amigos Gilda e Pedro.

Na Graciosa, termas do Carapacho, ao Sr. Roque esposa e empregadas do restaurante Dolphin, obrigada pelo recato ultrapassado ao segundo dia depois de melhor nos conhecerem! À doce-atormentada Fernanda do parque de campismo!

À Magda e Jorge, responsáveis pelo parque de campismo das Cinco Ribeiras em Terceira, agradeço a boa companhia em jantares a ver o pôr-do-sol, regados com rosé do Pico, ao filho Pedro agradeço ter-me dado a conhecer o grupo de comediantes da ilha, 'Fala quem Sabe'.

Sta. Maria, Beach Parque a partir do meio-dia, festival Marés, não recomendável, dormir na praia, muuuuuito recomendável! Todos agradecemos à Sofia da Sweet Hearts de Ponta Delgada, a adopção do gato branco abandonado há um ano no parque de campismo, logo baptizado de Sete Cidades, por um olho verde e outro azul tal como as lagoas e pelas sete vidas gatideas.

Obrigada ao dono da cadela que nos ia atacando, por nos ter dado água e laranjas e ter oferecido guarida das abelhas enfurecidas que por ali andavam, não evitando que fosse mordida no pescoço, obrigada à vizinha mais abaixo que deu gelo e Benadryl! Agradeço ao meu moço ter tirado prontamente o ferrão para evitar mais agonia, não me tendo mesmo assim poupado a 4 dias de dor e inchaço que mais parecia uma girafa engasgada com corno de elefante!

S. Miguel, um grande obrigada Sónia, por nos ter dado boleia para lá da meia noite e mesmo tendo a casa cheia de família deu guarida à nossa minúscula tenda no seu pequeno quintal!

Agradeço as boleias oferecidas que não aceitamos, aos condutores de autocarros da rede pública que fizeram de guias também, dando as melhores indicações e conselhos para os trilhos e que tantas vezes se desviaram da rota para nos facilitar a vida ao nos deixarem o mais perto possível dos locais!

Agradeço a todas as vacas a quem fiz mu e me devolveram cumprimento com olhar curioso!

Chegada ao Funchal, a tonteira da azafama, a solicitação dos restaurantes ao turista, poluição, pobres, drogados e desgraçados, casas em escarpas que parece me vão engolir, eu não vivia aqui! 

Relaxe de chegar a Porto Santo, deserto dourado, água turquesa e uma característica portuguesa de estragar o naturalmente bonito!!! Dá mais trabalho construir o péssimo que estar quieto! Conseguiram destruir e atafulhar a paisagem com hotéis e mamarrachos na linha das dunas! Gente simpática e uma fauna de tios de contrafacção em férias, aquele tio mais rasca, de tipo algarvio mas de Albufeira, não de Vilamoura ou mesmo Cascais.

Metam-se na poncha mais tradicional do universo, pela noite dentro, no bar Fontinha.

Que volte a ver esta gente toda e mais alguma da mesma estirpe, numa próxima visita às ilhas que desejo e vislumbro ser para breve, querer não me falta e dinheiro arranja-se, haja vontade! 

A minha homenagem está cumprida, a todos os acolhedores desconhecidos espalhados por esse mundo, até mesmo aos que me esqueci sem má intenção.

Este texto vai estar com toda a certeza sujeito a acrescentos de memória!
19
Jul20

TinTin e o Templo do Sol

Rita Pirolita
Ando a rever as aventuras de TinTin, desta vez os episódios estão dobrados e não têm legendas, não podendo ouvir o sonante francês em versão original que seria uma recordação mais fidedigna. 
O moço disse que os desenhos animados na altura, eram mais despretensiosos, embora seja uma palavra cara demais para a faixa etária de quem via estes bonecos de TV, assenta muito bem esta definição! 
Na altura, para além de ser criança vivia numa época definida por valores, tradições, atitudes e modas um pouco diferentes e verifico o quão tudo mudou, não forçosamente para melhor.
O Capitão Haddock dos mil trovões estava sempre mal disposto, fumava cachimbo, bebia alcool, às vezes demais até ficar grogue, isto tudo à frente de crianças e passado num só episódio, o Templo do Sol. 
Já não me lembrava destas coisas que nunca me fizeram confusão nenhuma, mesmo quando as vi pela primeira vez no écran a preto e branco lá de casa.  
Nessa altura muitos homens fumavam cachimbo, fumava-se em todo o lado, até na televisão em entrevistas, directos ou mesmo noticiários, em locais públicos e o meu pai em casa também fazia bem de chaminé. 
Antes de entrar para a primária já eu ia sozinha, sem medo que me raptassem, ao café da minha rua buscar doses de caracóis com muitos oregãos e garrafas de litro, não de 7 e meio, de cerveja ou vinho branco ou tinto à pressão. 
O café cheirava a petiscos, cerveja entranhada no balcão de madeira, que a ASAE ainda nem sonhava em existir e fumo, muito fumo que pairava por cima das cabeças e de um chão repleto de cascas de amendoim e tremoços, beatas, pastilhas Pirata ou Gorila e mais que viesse colado aos sapatos das dezenas de pessoas que passavam por ali todos os dias para beber um copo à pressa depois do trabalho e antes de jantar, assim as mulheres não chateavam muito, ou fazendo sala e ficando noite dentro, esparramados nas cadeiras de pau desconfortáveis que nem sepos ou encostados a segurar o balcão, para não cairem eles e o balcão! 
Todo este filme se passava em frente à minha futura escola primária! 
Ninguém ficava ofendido com esta promiscuidade e eu muito menos fiquei traumatizada, achava piada àquele ambiente confuso de tasca, com barulho de fundo de apitos de jogo da bola! 
Aos fins-de-semana e mais por altura do bom tempo, todos se sentavam na esplanada de olho em nós que brincávamos nos passeios ou no meio da estrada de uma rua sem saída, que era só das gentes daquele bairro do Feijó. 
04
Dez19

Contos da Estrelinha Serigaita - Comer

Rita Pirolita
Sempre pisca na comida, lingrinhas de carne e alta de ossos, lá ia sobrevivendo sem acusar falta de energia, com muito pouca comida e muita brincadeira de rua. Desenrascada nos gostos e talheres, não gosto de leite, como carradas de carcaças com manteiga e açúcar, o meu fígado ainda não se acusa e desperta para o trabalho dos lipídios e o pâncreas para os glícidos. 
Aos 7 anos perante espanto materno com tanta independência, tiro espinhas de peixe, chego ao fogão assente em pedra mármore com chaminé logo ali, que só dá para um tacho com cabeça por cima a espreitar a comezaina, armários em verde água e azulejos brancos normais que se descolam com frequência, após tachos cheios de comida atirados à parede em acessos irosos do pai que não suporta a mãe nem no namoro quanto mais a partir do primeiro dia do casamento. Trabalho do dia seguinte, logo pela manhã, colar azulejos com a mãe banhada em lágrimas com a esperança nos olhos que as coisas tinham muitos anos para melhorar, só pioraram, até que pôs termo à sua própria vida, cansada de tal tratamento.
Farinha 33, a farinha com sabor a chocolate, recomendada pelo Sr. Doutor, Tulicreme gorduroso, Maggy e Knorr, Maizena com açúcar e casca de limão, mais vezes com grumos que sem, chocolate Milo para o leite, pudim Mandarim de sabor único e artificial a baunilha, O Boca Doce é bom é bom é, diz o avô e diz o bebé, gelatina Royal, Laranjina C, manteiga Milhafre dos Açores, margarina Planta, Nestum e Cerelac, iogurtes Vigor em frasco de vidro com prata por cima, azedos que até amarga, leite não pasteurizado em pacotes plásticos maleáveis, postos a ferver para matar a bicharada, pescada, peixe branco e mioleira para as crianças, rabo de boi na sopa, Epá, Super Maxi, Perna de Pau e pouco mais, Coca-Cola nem vê-la, pudim caseiro com 50 ovos, carne assada no forno com batatinhas loiras e tostadas aos domingos, bacalhau de vez em quando,  sardinha, sarda, cavala, carapau e chicharro...comida de pobre, peixe raimoso, caldeirada de arraia, jardineira, chouriço e presunto nem vê-los, bolacha Maria, leite creme e aletria, vinho Teobar, caracóis...muitos e saborosos, tremoços em barda, camarão nunca.
Era tão feliz, sem ameaças de obesidade, diabetes infantil ou sedentarismo de PlayStation.

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