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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

04
Ago20

Ai a Primavera...

Rita Pirolita
Ai a Primavera, fom, fom, fom...

Ai que depois segue-se a canícula do Verão mas ainda está tanto frio para as abelhinhas andarem a picar de parvo em parva!  

Ai as minhas alergias e lá tenho que ir a correr à farmácia comprar os anti-istaminicos genéricos que uma pessoa não ganha para estar doente e falar à fanhoso.

Ai que está tanto frio e os meus ossos já não aguentam! 

Ai que chove tanto e esta humidade dá-me cabo do cabelo mas faz tão bem às unhas e à pele e por efeito colateral acaba com esta seca!  

Infelizmente os caprichos de todos contribuem para algum desequilíbrio climático e quando a inteligência e vontade de aproveitar os recursos naturais falham só nos resta rezar por chuva mas sem inundações, por sol e calor mas que também não queime tudo, por brisas refrescantes mas que não arranquem telhados!

Ainda bem que o tempo é naturalmente imprevisível e não maluco-bipolar-esquizofrénico como as pessoas! 

Paravam logo de se queixar de barriga cheia se fossem metidos num cargueiro, despejados aqui no Canadá e à chegada fossem enrabados por um "enxame de ursos" como saudação de boas vindas, neste sítio desolado onde os Invernos são de 7 meses com médias de 20 graus negativos, os Verões mais parecem Primaveras cheias de mosquitos com lagos onde nem se pode dar um mergulho, mar nem vê-lo e ainda pagarem e bem por tudo isto como eu paguei quando emigrei para aqui mas sem levar no pacote porque já estava farta de ser enrabada por políticos manhosos em Portugal! 

Deus dá nozes a palermas desdentados ou a quem dá vontade de lhe partir os dentes todinhos de uma só virada!
16
Jul20

No silêncio da depressão

Rita Pirolita
Parem lá de lamentar a morte de quem é vítima de si próprio, responsável pela sua prisão e/ou libertação, pelo seu acto de covardia e/ou coragem!

Respeitemos essa liberdade.

 

Ter pena das vítimas do silêncio da depressão, não é mais que ter pena dos que ficam, abandonados ao pensamento da tristeza e forçados a continuar até à sua morte.  

A guerra, a fome, a inveja, a ignominia, o egoísmo, a ignorância também são silenciosas, dolorosas e matam, corroem, consomem, delapidam...

Quantos já não pensaram em se matar ou matar outros? Todos?! Eu já!

Sou ou estou deprimida? Não, nem por sombras mas quanto mais noção tenho da falta de sentido da vida, da inexistência de um Deus ou altruísmo da humanidade, mais plenamente aproveito e prezo, desprezo e volto a adorar, odeio, praguejo, revolto-me, isolo-me, esperneio, gozo, sou feliz e triste.

Só espero fugir da morte nos intervalos do vazio, é isso que faço sem pudor de admitir que sou bipolar, esquizofrénica, equilibrada, histriónica, solitária, rebelde, mansa...

Quando não conseguir lidar comigo ou estiver cansada de mim despeço-me, até lá estou tão entretida com a minha existência neste mundo de merda que rio e choro, amuo e amo, vivo e morrerei!
25
Jun20

No silêncio da depressão

Rita Pirolita
Parem lá de lamentar a morte de quem é vítima de si próprio, responsável pela sua prisão e/ou libertação, pelo seu acto de covardia e/ou coragem!

Respeitemos essa liberdade.

 

Ter pena das vítimas do silêncio da depressão, não é mais que ter pena dos que ficam, abandonados ao pensamento da tristeza e forçados a continuar até à sua morte. 

 

A guerra, a fome, a inveja, a ignominia, o egoísmo, a ignorância...também são silenciosas e dolorosas e matam, corroem, consomem, delapidam...

 

Quantos já não pensaram em se matar ou matar outros? Todos?! Eu já!

Sou ou estou deprimida? Não, nem por sombras mas quanto mais noção tenho da falta de sentido da vida, da inexistência de um Deus ou altruísmo da humanidade, mais plenamente aproveito e prezo, desprezo e volto a adorar, odeio, praguejo, revolto-me, isolo-me, esperneio, gozo, sou feliz e triste.

 

Só espero fugir da morte nos intervalos do vazio, é isso que faço sem pudor de admitir que sou bipolar, esquizofrénica, equilibrada, histriónica, solitária, rebelde, mansa...

 

Quando não conseguir lidar comigo ou estiver cansada de mim, despeço-me, até lá estou tão entretida com a minha existência neste mundo de merda, que rio e choro, amuo e amo, vivo e morrerei!
22
Set19

Eu sou...sei lá

Rita Pirolita
 
Quem leia os meus textos pode pensar que sou louca, que me estou a marimbar para tudo, que não levo ninguém a sério nem a mim própria, que me rio de toda a gente mas nem toda a gente se ri de mim.
 
Eu sou tudo isto num comportamento bipolar de riso, choro, depressão e euforia.
 
O que querem? Nasci para ser rapaz, saiu miúda, para me portar bem espontaneamente sem exemplos de boa educação, para não ser artista que isso não dá dinheiro, para tirar um curso e ter filhos de alguém da classe média alta.
Nada disto até agora, nem à vista.
 
Outros ainda podem pensar que destilo ódio numa escrita com raiva e sofreguidão ou que sou acutilante com poucas ilusões mas muitos sonhos. Que sou poeta da banha da cobra ou prosista das causas pequenas e pequeníssimas.

Também posso ser tudo isto mas de certeza sou aquilo que escrevo e muito mais, com muita pressa de aprender e menos de envelhecer.

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