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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

08
Ago20

Larry Nassar, sofre ou não?

Rita Pirolita
"Larry Nassar é condenado a 175 anos de prisão por abusos..."
E assim começam quase todas as noticias recentes, sobre este crime prolongado demais no tempo com nefasta cumplicidade de quem sabia e se manteve no silêncio!
Agora reflectindo a sério:
Acham que o detido encara a sentença com a severa culpa que todas as vitimas querem e desejam? 
Na cabeça do acusado e condenado, não ficará o castigo aquém da frieza presente nos crimes e nunca perto da intensidade de sofrimento das vitimas? 
O que interessa mais? 
Atenuar o sofrimento das vitimas directamente envolvidas e colaterais, aumentando o grau de vingança ao pensar no castigo aplicado ou saber até que ponto ele tem consciência da enorme dor que provocou, que o faça sofrer tanto de arrependimento que lhe apeteça desaparecer da face da terra?
Pelo pouco que sei e pela ausência de expressão que vi na leitura da sentença, estas são as pessoas que não têm vergonha, se não a tiveram quando praticaram os actos não a terão agora que estão impedidos de os perpetrar e apenas têm tempo de sobra para se entregar aos seus hediondos pensamentos, que nunca irão mudar nem sair-lhes da cabeça, só quando morrerem! 
Até lá, na prisão estarão protegidos mas não imunes a si próprios e à ira de outros!
16
Mar20

A menina na ilha

Rita Pirolita
Era uma vez uma menina que não era parida de ilha ou ilhéu mas sabia querer ir para lá, ainda não era feliz sem fim.
Não sabia por quanto tempo ia prolongar a alegria da insularidade, esperava ela para sempre!
Logo ficou para descobrir!
Quando ainda não estava lá, imaginou não voltar a pôr pé em terra maior, ligada a mais terra com mais gente!
Viu-se em caminhadas por montes alisados, carecas de vento com vacas camurça e a preto e branco, por escarpas sulcadas de raiva salgada de ondas espelho ou carneirinhos  chorões e espumosos. 
Deduziu que a quisessem visitar por pena, disfarçando que a iam ver porque gostavam sem interesse e lhe queriam fazer companhia por estar tão só. 
A menina nunca pediu visitação nem teve solidão mas alguns se impõem na senda para mais tarde poderem cobrar troca de companhia e atenção em visitas a terras-continente! 
A menina fez esforço doce e não de rebelião, de proteger o espaço e a alma da invasão de quem não sente o mar e aqueles pedaços de terra, como do mundo-casa da menina, que não quer o dever de estar e todo o direito de ser. 
Quando um dia a menina decidiu sair da ilha para ir visitar por obrigação, mais que respeito e nenhuma vontade, quem a quis visitar em tempos e ela não quis...
Uns já tinham partido, outros estavam indisponíveis e outros ainda disseram que não, vingando a ausência de visitas passadas que sempre entenderam como desprezo em vez de pura liberdade de quem não depende de ninguém para ser feliz! 
A menina não ficou chateada e confirmou em si, que a tentativa de sair da ilha, com pouca vontade para ir ver gente que não lhe dizia muito, só veio confirmar que a menina gostava era de caminhar com o seu cão e assim foi feliz no meio de um oceano.

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