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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

01
Fev20

Vítimas do desamor

Rita Pirolita
 
Tenho vindo a experimentar uma mudança grande nesta fase da minha vida a caminho da menopausa, essa cabra como tantas vezes a chamo mas ela apenas e só cumpre a sua função e até agora tem sido uma operária muito discreta, "BenzaDeus", que continue assim até à reforma que eu prometo compensá-la com um adeus digno para sempre!
Este período, coisa de que espero livrar-me dentro em breve, tem sido repleto de transformações que são novidade, como foi a adolescência, não tão radical a nível físico mas a nível psicológico e de atitude está a ser dasafiante. 
Estou a aproveitar cada passo que dou para evoluir e agora faço-o com muito mais consciência e até prazer, dado que me apercebi mais da relatividade, incongruência e fragilidade da vida. 
Estou a assumir traços da minha personalidade, que de alguma forma por serem muito fortes, tive que refrear em nome de aparências, que o comum mortal inserido no sistema, trabalhador e cumpridor, tanto aprecia.
Chego à conclusão que exteriorizar e assumir me faz muito mais feliz, não preciso de aprovação contínua como se estivesse sempre sob escrutínio e não ligo a dedos apontados ou cochichos! 
Já tudo fazia parte de mim em potência mas agora perdi a pouca vergonha que tinha para o escrever!
Menopausa, o caraças...estou é a aprender todos os dias, a acumular experiência e a livrar-me do que não presta...estou a envelhecer!
Assumo que sou muito social, simpática e divertida, em contactos condenados à partida a serem fugazes, superficiais, de ocasião e momento, tenho a garantia que vão acabar e não tenho o compromisso de conhecer mais quem não me aguça a curiosidade. É bom que as coisas fiquem pelo passou-bem, nome, conversa sobre o tempo e adeus até um dia ou nunca mais, porque me vou esquecer com quem estive.  
Sou marcada por acções e momentos pontuais, a contínua alimentação de amizades diárias e profundas é cansativa, trabalhosa e de cobrança vampírica, tudo por subversão dos envolvidos, nunca por culpa da pureza do sentimento em si.
Esta sou eu na minha coerência e sinceridade para comigo, tenho uma memória cada vez mais selectiva e sou daquelas que em vez de viver na cidade e dar uma escapadinha ao campo quando precisa de desanuviar do reboliço, prefiro viver num deserto de planícies, quanto muito com umas dunas, a minha paisagem favorita e quando me apetecer, estabeleço contacto com outros seres humanos, o que raramente se verifica!
Cada vez menos procuro a proximidade ao vivo e a cores com gente, não tenho curiosidade na surpresa nem fujo da desilusão constante, deixo fluir, quem tiver que conhecer, lá me cruzarei! 
Não que eu despreze o ser humano, desprezo algumas existências mas também não dependo delas para a minha sanidade mental pelo contrário, infelizmente nos dias que correm, para me sentir limpa e integra tenho que me afastar da sujidade humana que graça em mentes alienadas, odiosas, indecisas, vazias até... 
Partilho espaço e vivências com alguém que acabou por chegar também a estas conclusões velhas e gastas mas no entanto fascinantes quando vividas, sentidas e postas em prática, esse alguém respeita o meu caminho porque também sabe muito bem o seu.
Neste aspecto cumpro os requisitos de bom uso das redes sociais, não me refiro ao anonimato, que não muda em nada o que penso ou expresso, sendo tudo assumido, mas refiro-me à distância que me proteje do compromisso falso com gente perdida, que facilmente bloqueio. Não tenho paciência e não me interessa investir em discussões que não me levam a lado nenhum, com gente que além de não perceber, muitas vezes ainda faz pior e teimosamente, não quer perceber!
Não entendo por isso a humanidade...
Passamos de uma fase de peace and love deixada pelos anos 60, para a fase do superficial e descartável, de relações fátuas e procuramos atabalhoadamente ansiosos, a profundidade e nobreza do amor em impessoais e frios contactos em redes sociais. 
A mim agrada-me este contacto global e disperso, para me informar ou desinformar, para aprender ou me irritar mas também o inerente distanciamento que uso em pleno, no entanto a maioria parece andar baralhada e não saber o que quer nem onde procurar...e o que essas alminhas se queixam da sua condição, que nem desgraçadas vítimas, do desamor dos tempos que correm?!
 
20
Set19

Não cobro um tostão!

Rita Pirolita

NAVA é acrónimo de uma Nova Arte de Viver Aqui e Agora, inventado por Anamar e Fortuna, o seu novo livro com uma  frase por página.

Assim também eu escrevo um livro em 2 dias com trezentas páginas e se lhe acrescentar bonecada, passa a quinhentas com facilidade.

Aqui deixo uma das frases, como bom exemplo de pensamento profundo em águas baixas e paradas. "Enquanto chove aqueço os motores." in FORTUNA
 
"Jesus Via Alexandra Solnado", assim terminam todos os seus textos, escritos em português e com muitos erros. 
Ou a Alexandra é uma tradutora fenomenal até de línguas que já não existem e desculpamos os erros de tradução ou Jesus é o maior poliglota deste Universo e até fala a nossa língua. 
 
"(...) Quando falas contigo, estás a falar com Ele; quando te ouves, estás a ouvi-Lo; quando escolhes sentir, estás a senti-Lo; quando te respeitas, estás a respeitá-Lo; quando te assumes, estás a assumi-Lo.
Ele é o amor. E tu és o amor que Ele é. (...)" in "AMA-TE, Nível 2 - ASSUMIR A ALMA" de Gustavo Santos.
 
Quem escreve assim nãé gago e mexe bem os dedos no teclado, acha-se esperto e anda a iludir.
 
Ou eu sou muito burra, vou arder no Inferno para sempre e não consigo tirar nenhuma conclusão nem sentir nada ao ler estas bonitas frases, ou estas sentenças querem dizer tudo ou ainda, são tão vazias de conteúdo, que qualquer pessoa em qualquer situação de vida, se identifica com o seu significado e cada um interpreta como lhe dá jeito.
 
Os livros não são de graça, as palestras e conferências também não e os níveis para atingir a espiritualidade desejável também se fazem pagar bem.
 
Estes ensinamentos são todos muito ancestrais mas os seus divulgadores mostram pouca sabedoria na manipulação  e transmissão das ideias e uma atitude gananciosa encapotada pelo desejo puro de ajuda e divulgação da verdade de uma forma quase gratuita. 
Muitas almas alienadas caem na conversa do bandido, pagam, são enganadas e ainda agradecem muito. 
 
Nestas andanças os mentores cultivam o agradecimento por tudo, principalmente pelos papalvos que lhes dão dinheiro a ganhar. 
Estes "gurus" da era moderna não possuem inteligência ancestral mas sim, esperteza oportunista, como todas as religiões, cultos e seitas desde sempre.
O mundo está num tal estado de fraqueza social e mental que é terreno fértil para o aparecimento destes charlatães e neles só acredita quem quer. 
Ambos os lados se consomem numa espiral de necessidade sôfrega de bem estar ilusório e não no caminho calmo da lucidez e clarividência.
 
Se todos temos a possibilidade de tudo e de nada dentro de nós, porque existem pessoas tão iluminadas que nos têm que ensinar? São seres privilegiados? Se não são, só estão a partilhar a sua experiência? Porque sai tão caro partilhar e aprender a amar outros, quando sempre ouvi, que partilhar deve ser gratuito e desinteressado e sentimentos não têm preço?...
Tudo à nossa volta é isso mesmo, uma partilha com impossibilidade de posse.
 
Como já repararam, a minha pessoa não acredita em nada disto, desconfio muito, tenho poucas certezas e tenho a perfeita consciência da minha pequenez neste imenso Universo, esse sim, ensina, reinventa-se, transforma e transforma-se e segue o seu caminho sem se deter por causa de nós, mas segue connosco no seu colo infinito.

Se fossemos seres assim tão evoluídos não acham que  este planeta seria um lugar melhor para todos e não só para alguns? Que já não tínhamos tido tempo de corrigir os erros em milhares de anos de existência??? Que em vez de evitar que milhões morram à sede com água por perto, andamos à procura do precioso liquido em Marte?
 
A razão da nossa existência é a mesma do Universo, se existe não sabemos e se um dia soubermos será talvez a maior desilusão e não nos servirá de nada.
 
A minha visão mais humorística de tudo isto não merece mais que um sorriso e resume-se à frase de minha autoria:
"Somos um grão de areia enfiado no olho (do cu) do Universo, mais conhecido por buraco negro!"

Grata pela atenção e não cobro um tostão que seja...pelas vossas criticas!
 

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