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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

25
Jul20

Forçada afirmação

Rita Pirolita
Já muito tenho escrito sobre o meu bom-mau feitio, nunca no sentido de ser enganosa ou subreptícia mas antes ácida, acutilante, indomável e irascível às vezes e muito contundente sempre. 
Quando em algumas passagens uso nomes depreciativos ou mesmo ofensivos para alguns para caracterizar um grupo qualquer, não pensem que também não chamo a mim própria nomes e não me incluo em alguns grupos, mas nunca sou fundamentalista nessas pertenças. 
Quando me refiro a mecas de fufas e camafeus, lobbies de paneleiragem ou mesmo gente burra e susceptível que vai ao casino sem sequer saber jogar Monopólio, desculpem lá mas são mesmo esses nomes que lhes quero chamar.
Uma pessoa gorda e feia que seja naturalmente cordial e simpática, torna-se aos meus olhos em alguém elegante e bonito, acima de tudo com graça. 
Gosto de gente livre de atitude flexível e não de posturas rígidas que embarquem na fútil palhaçada, tal como reconheço o direito à existência de todos e tenho a liberdade de considerar uns mais sérios e menos hipócritas que outros. 
Não sou obrigada a gostar de gente burra, bem como de feministas tresloucadas que se despem por todas as causas mimadas e mais algumas, votando à invisibilidade os verdadeiros atentados à condição feminina no resto do desconfortável mundo. 
A queima dos soutiens teve a sua beleza no passado, sejam únicas e deixem de ser tão superficiais!  
Só eu escrevo no blogue que é meu, não encomendo recados a ninguém, tenho ideias muito próprias mas também partilho de algumas opiniões e aprendo a ler tantas outras que me dão diferentes perspectivas de um mesmo assunto.
Quem concordar ou se insurgir que fale ou se cale para sempre mediante a sua vontade e uso da liberdade de expressão, escolha ficar calado num canto a levar com informação e a ruminar ou a passar à frente.
Para mim está tudo bem, desde que não venham com ameaças de ditos e desditos e insinuações, paz à alma dos calados e boa inquietação para os que estrebucham na palavra coerente!
Tal como muitos andam hipocritamente empenhados em mostrar que se preocupam com a guerra e fome no mundo e não dispensam ordenados de imensos dígitos, também eu acho que quase todos aqueles que apelido com nomes menos simpáticos não são bons representantes do grupo a que pertencem e falam de um podium para atrair atenção pelas piores razões, comparando-se a vedetas foleiras, prostitutas de vão de escada ou travestis em nostálgico fim de carreira.
Para que precisam muitos de se evidenciar por excesso circense, para afirmar uma tendência ou escolha que só a cada um diz respeito e no máximo com quem se relacionam ou convivem, porque temos que levar com a sua insatisfação, dificuldades de integração e traumas alimentados por guerras de sexos ou grupos, muitas vezes imaginárias, criadas de propósito por líderes enraivecidos que só querem lançar a confusão e aumentar foços em vez de estimular a complementariedade, cooperação e partilha de diferenças. 
Se formos a pensar bem, toda a irritação provocada pelas incompatibilidades com que nos deparamos no dia-a-dia, sejam elas pequenas, domésticas ou mais globais, como as guerras, não será fruto da insatisfação com a vida pessoal, um desejo de exorcizar o ódio das contrariedades ao atacar quem estiver por perto e mais a jeito?
Não será melhor agir em vez de reagir?...
Toda a pouca gente de bem que tem uma atitude e vivência mais pacificas, definem-se pela aceitação e compaixão, nunca pelos gestos, roupa, sexo, género, tendências, religião, classe, clube, raça, gostos...tudo isso é secundário.
Todos os outros que querem à força pertencer a um lado e não a outro, serão sempre definidos pela sua vazia exuberância de afirmação, de atacar por insegurança, antes que os ataquem! 
Animais feridos que não sabem lamber as feridas levantarem-se e continuarem, apenas espalham a infecção que os consome e engole, na auto-imposta e forçada afirmação que só conquista unicórnios!
Por isso em jeito de conclusão, nunca pedirei desculpa por nada que escreva porque não vim ao mundo para julgar e muito menos insultar, quem sou eu, tão preocupada em preservar a minha solidão e em não me meter com ninguém para que não me incomodem também!
Apenas quero fazer uso da liberdade de escrever e como já disse por este blogue algures, o amor tal como o humor não têm limites mas nem tudo é para todos e nem todos amam a sorrir ou choram a rir do mesmo!
20
Jul20

Não sou de recados

Rita Pirolita
Não sou de mandar recados, seria uma trabalheira falar em casos particulares e um dos confortáveis usos da escrita também é este, uma só pessoa dizer a muitas o que pensa e cada um daí tirar o que lhe aprouver e deitar fora o que não gostar ou magoar.  
Sou rude e directa mas aceito que para os mais sensíveis ou mesmo susceptíveis poderei parecer agressiva e zangada.
Sou sarcástica, ácida e treino a lucidez todos os dias e acreditem que mesmo escrevendo sobre coisas sérias, estou com um sorriso nas fuças, imaginem-me assim em frente ao écran do computador e estarão a ver a realidade mas reconheço que devo dizer muita coisa que muitos não querem ouvir ou fogem de pensar e por isso ainda me chamam de arrogante. 
Não sou de andar a caçar elogios, digo o que penso e por isso alguns chamam-me de vaidosa de tão segura! Inveja? Talvez mas não é minha, é de mim, não me detém nem arrepia, quem a tem que lide com ela, que a guarde nas catacumbas da alma sem luz a ver se definha. 
Só peço que poucos ignorantes me cruzem caminho e por ignorantes neste preciso caso, considero aqueles que se apoderam das certezas incertas da vida, os que estão seguros que os amigos são para toda a vida, os filhos também e a família, fazem planos para viver a reforma sem antes ir gozando o dia-a-dia, dizem não querer agradar a ninguém mas depois mexem-se apenas por competição, para provar aos outros o que valem e para manter amigos de companhia, já deviam saber que a competição mata a originalidade e assente nas premissas erradas, puxa pelo pior de nós, exigem satisfações, dão constantes palpites sobre vida alheia e assim vivem a vida dos outros tão ou mais vazia que a sua, cobiçam felicidade, viagens e ausência de rugas, estão sempre mal por estarem sós ou mal acompanhados, não suportam o ruído da sua própria alma, se aprendessem a amar a sincera solidão, ouviriam ecos de melodia.   
Não sou eu que vos digo todas estas coisas, é a vida que o diz através de mim, por isso qualquer nome que me queiram chamar, chamem primeiro à porca madrasta finita que nos vai moldando, fazendo sonhar e tropeçar na realidade e a cuja morte leva sempre a melhor e não se esqueçam de supor menos e rir mais enquanto é tempo.
Não se deitem a adivinhar, atirem-se de cabeça!

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