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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

28
Jan20

Aberrações humanas

Rita Pirolita


As marchas de Orgulho Gay que no mês de Junho, quase por todo o mundo civilizado saem à rua, mostram gente nua e colorida a dançar, beijar-se e apalpar-se...
Ninguém é parvo, não precisamos que nos metam pelos olhos dentro, a imagem que todas as pessoas são diferentes e que a luta pelos mesmos direitos não são só de género são também de raça, religião, deficiência, crianças, velhos... 
Todos os que têm um interesse comum a defender se agrupam, os políticos para roubar, os ricos para roubar, a igreja para roubar e todos os demais que não roubam mas  também reivindicam tanta coisa que às vezes não sabem bem o quê. 
O tema está na ordem do dia mas mal debatido e esgotado de tantos clichés. No fundo andamos todos a lutar pela liberdade e direito à diferença, mas as manifestações destes grupos, têm-se mostrado exibicionistas, vazias de conteúdo, intenção e conhecimento por parte dos participantes, carecendo de vozes representativas sólidas que possam ser levadas a sério, correndo o risco de cair numa brincadeira de crianças e não combater verdadeiramente e com inteligência que cale e tire a razão do ódio aos homofóbicos. 
Imaginem se as pessoas que têm pancada por pés fossem para o meio da rua fazer uma manifestação pelos direitos e liberdade de haver pés limpos ou sujos, arranjados ou não, em quantidades razoáveis ou mesmo defender o controlo de qualidade em catálogos de pés?
Na escola sempre fui posta de parte por ser gira e tirar boas notas. Quanto à beleza só as que se consideram feias morrem de inveja, quanto à sabedoria ou inteligência, poderia dizer que não era tão burra como os outros.
Não morri por trauma ou bullying, fui sim bafejada com a sorte de não mexer nem uma palha para a selecção natural de pessoas com quem seria penoso conviver. 
E agora?...Vou para o meio da rua com cartazes, celebrar o facto de não gostar de pessoas por ter sido alvo da sua inveja discriminatória??? 
Não preciso, todos os dias celebro a minha liberdade de acção e expressão, não convivendo com a maioria das pessoas que a podem tirar.
Se formos a ver bem, cada um de nós é um lobby em nome individual mas com muita vergonha de o assumir, por isso muitos se tentam encaixar num grupo, onde acabam por diluir a diferença e desaparecer como indivíduos, tornando-se numa amalgama pouco interessante, que por vezes gera  sentimentos controversos e nada consensuais na sociedade.

Trata-se acima de tudo de conquistar o direito e liberdade de expressão e assunção do amor. O amor verdadeiro nunca estará em causa na cabeça de pessoas loucamente saudáveis, que se apaixonam sempre primeiro por pessoas.

O género não deve ser vendido como uma amalgama confusa, é uma condição para a igualdade de tratamento e distinção de mundos complementares.

Somos todos únicas e diferentes...aberrações humanas.

 

23
Jun19

Peixe de apicultura

Rita Pirolita
 
 
Descobri por navegação aleatória nas redes sociais, que um amigo que já não vejo há mais de 15 anos se dedica à divulgação da aquicultura ou aquacultura e desde já aqui fica o esclarecimento do termo por parte de quem percebe da coisa:
Existem os dois termos, aquicultura e aquacultura, sendo este último um neologismo.
O vocábulo aquicultura vem registado na 10.ª edição do Grande Dicionário da Língua Portuguesa (1949-1958), de António de Morais Silva, designando o tratamento dos rios, lagos e esteiros, para a boa produção piscatória. No Dicionário Geral e Analógico da Língua Portuguesa (1948), de Artur Bivar, surge o significado de desenvolvimento, por processos apropriados, dos animais aquáticos úteis. No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que está em linha, referem-se como acepções deste termo: preparação de lagos, rios, etc., para a boa reprodução dos animais aquáticos; criação de animais aquícolas dirigida cientificamente; o mesmo que aquacultura. Por sua vez, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, refere estes dois significados: estudo e tratamento das águas doces como rios, lagos, para uma melhor aproveitamento económico de animais e plantas aquáticos com interesse para o homem; criação de animais, vegetais... aquícolas ou aquáticos dirigida cientificamente.
O vocábulo aquacultura ainda não aparece registado nos dois primeiros dicionários referidos. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista o termo como neologismo com as seguintes acepções: cultura em água; criação (de peixes, crustáceos, etc.) em viveiros aquáticos; o mesmo que aquicultura. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, refere estes significados: criação de peixes em viveiros com fins comerciais; cultura em água doce.
Finalmente, o Dicionário Aurélio Século XXI remete aquacultura para aquicultura, com o significado de arte de criar e multiplicar animais e plantas aquáticas.
Em síntese, o segundo termo (aquacultura) também é correcto. Trata-se de um neologismo. Há dicionários que apresentam os dois termos como sinónimos. No entanto, poderá dizer-se que o termo aquicultura é mais abrangente e de cariz mais técnico e científico. 
Maria Regina Rocha 21 de Agosto de 2001
 
E agora vou eu falar da minha experiência com estes peixinhos que apenas sei, são alimentados com merda, muita mesmo. 
 
Todos sabemos que a sobre-populaçao do planeta tem arruinado tudo e mais alguma coisa. 

Desde agricultura intensiva, poluidora e destrutiva dos recursos naturais à criação de tal forma elevada de proteína animal, que leva a aberrações de métodos e resultados apenas com fins lucrativos.
 
Embora todos justifiquem a exploração da terra com base na irradicação da fome e pobreza com a criação de mais postos de trabalho e mais comida, o que não me parece totalmente verdade e passo a explicar porquê
 
As grandes multinacionais agarram em nichos de mercado que se vendem facilmente em nome do lucro fácil e apoderam-se de áreas até ai mais ou menos auto-suficientes e exploram ao máximo a força de trabalho e a terra por ordenados escravizantes, dedicam-se assim a produzir mais comida, que os pobres que a cultivaram não podem comprar e os que a podem comprar desperdiçam. 
Ou seja destroem a terra e aumentam a pobreza e fome dos explorados que não têm poder nem conhecimento para se revoltar. 
Aparecem depois os intermediários com a conversa da treta sobre agricultura sustentável, biológica e a preços justos para produtor e consumidor. 
Nós destruímos a sustentabilidade natural do planeta e agora queremos fazê-la renascer de um monte de lixo tão tóxico que está quase morto, só para parecer fino e ganhar uns trocos???
Agricultores, pescadores e outros 'cultores' continuam a ser explorados e estão no fundo desta cadeia de chupistas que lucram com toda esta exploração de bens e almas.
A população mundial continua a viver a ilusão civilizacional, andamos cá há milhares de anos mas não somos assim tão evoluídos.
 
Não seria melhor controlar o aumento da população  e regular de forma eficaz as infrações à pesca e culturas intensivas, refreando assim o consumo e diminuindo o desperdício, teríamos produtos mais saudáveis que provocariam menos doenças diminuindo o controlo e lucro pornográfico dos laboratórios. 

Não seria melhor acabar com as guerras e não ter refugiados e sofrimento, nem gente voluntária que não ajuda o vizinho do lado nem sabe o que fazer da vida mas depois larga tudo e vai ajudar os coitadinhos lá longe, restos de população que os 'ricos' cospem e fazem questão de aumentar.  
 
Para que tudo funcionasse melhor não poderíamos ter o grande defeito de sermos feios, porcos e maus e andarmos a chafurdar na nossa própria merda em vez de vivermos dela com proveito e inteligência.
 
Todos contribuimos para que o mundo acabasse neste estado, os 'pobres' anseiam ser 'ricos' pelos mesmos métodos escravizantes de que são vitimas e que tanto contestam.

A responsabilização desta salganhada vem em forma de castigo primitivo e selvagem - Não temos para onde fugir!
 
Resumindo e concluindo, o peixe de aquacultura sabe mal e deixa-me muito mal disposta por isso, obrigada amigalhaço que não vejo faz muitos anos, por me transformares em vegetariana.
Se te encontrar conto-te das boas, por andares a ganhar dinheiro à custa de arruinar fígados com metais pesados. 
Dedica-te ao peixe de apicultura e a cardumes de cães!
 
 

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