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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

06
Ago20

Indignação animalesca

Rita Pirolita
Alguém tinha ficado indignado por ninguém se ter chocado com as cenas sadomasoquistas das 50 sombras de Grey, mas ter caído o carmo e a trindade com a divulgação de um vídeo que mostra um puto estúpido a agredir um cão!
Confesso que não tive coragem para ver o vídeo de agressão ao cão e também nunca me despertou interesse ver as 50 sombras de Grey.
Vamos lá separar as águas, o pêlo da pele, os grunhidos do ladrar!
Uma coisa é um filme e espero que os actores tenham tido prazer nas cenas, outra coisa bem diferente é um vídeo de uma situação real em que o cão não é actor nem está a fingir que gosta.
Uns são homo erectus e às vezes ficam de quatro, os outros andam em quatro patas, uns quase nunca são dedicados, os outros reconhecem e agradecem até ao fim da vida a quem lhes faz bem, uns cobram tudo na vida, os outros nadinha, uns são veterinários, os outros…nunca vi um cão veterinário especializado em esterilizações, talvez por essa falta de formação, cães e outros animais se reproduzam por instinto e os humanos que os domesticaram é que devem assumir o controlo da sua população, mesmo os da nossa raça, tendo a possibilidade de controlar os filhos que têm, muitas das crias são vítimas de abandono, maus tratos e violação dos seus direitos, tal como fazem aos animais, é ver a desnecessária caça nos tempos que correm e tanto cão abandonado por caçadores grunhos!
Actividades que dêm prazer a todos os que participam e consentem, são bem vindas e recomendam-se, actividades em que só uns têm prazer doentio e os outros não, é de fugir!
Veja-se o caso do homem que colocou um anúncio no jornal à procura de pessoas que quisessem ser comidas, não é isso que estão a pensar, para isso têm as páginas centrais do Correio da Manhã mas sim pessoas para serem divididas em doses para congelar, para mais tarde cozinhar, apareceu um candidato que foi comido até ao tutano, no forno, de cebolada, em quiche!...
Isto aconteceu por consentimento das partes, deu prazer aos dois, um comeu, outro foi comido...
Foi um caso de homicídio consentido e canibalismo!...
Se eram ambos malucos isso já é outra história.
É por existirem pessoas com as indignações distorcidas que eu às vezes não me importava de ser cão, mijar-lhes as pernas e roer-lhes o sofá todinho!

22
Set19

Cinefilando

Rita Pirolita
 
 
Ora bem, já chega de fazerem filmes de merda nomeados para 50 mil Oscares. 
 
O último barrete que me enfiaram foi O Renascido, filmado no Canadá, cujas paisagens de bonito pouco têm, faz um frio de rachar, só quem cá vive é que sabe e tem como protagonista um Leonardo Dicaprio que mesmo ao fim de tanto tempo de ferimentos, mais ou menos três horas de filme, fome e maus tratos continua com uma cara rechonchuda e ainda dá porrada no outro, até que a morte os separe. 
 
Os outros barretes já não os enfiei, estou a referir-me às  50 Sombras de Grey, às 50 Sombras Mais Negras ou 50 Tons Mais Escuros, como preferirem, são dois títulos péssimos e ao La La Land.
Quanto às sombras do Grey não li os livros, nem vi os filmes, o facto de todas as mulheres andarem a ter orgasmos ao comentar as cenas mais escaldantes tirou-me a vontade de ver e pôs em causa a credibilidade de tanta fama e bom gosto. 
Para já não me identifico com as mulheres da minha idade (40's), idade das divorciadas com patareca aos saltos que foram as que correram em massa a ver este tipo de filme, depois houve tanta gente que viu a dizer bem e tanta gente que não viu a dizer mal, outros leram o livro e como lhes pareceu tão mau não foram ver o filme, outros ainda houve que leram os livros todos numa noite e foram ver o filme e ficaram desiludidos por comparação à leitura.
Quanto às 'Sombras mais Escuras', não merece a pena, não se deve ver quase nada porque deve ter sido filmado com muito menos iluminação que o anterior.
 
Enfim, parece-me que se passa o mesmo com os que ouvem música pimba, não assumem que gostam, mas lá em casa têm os discos todos do Marco Paulo e Dino Meira e contribuíram assim para tanto disco de ouro e platina que forram as paredes dos verdadeiros artistas.
Eu ainda sou pior, não vou falar mal do que não vi mas também não tenho vontade de ir ver e gostar...ou não.
 
Os filmes que me marcaram já têm 20 ou mais anos, Blade Runner, Rumble Fish, Laranja Mecânica, Pulp Fiction e Um Peixe Chamado Vanda, são alguns bons exemplos, com excepção da série Breaking Bad que tem menos de 20 anos mas que me encheu tanto as medidas que já vi as temporadas todas, 6 vezes, eu sei, é demais. 
 
Comparando com toda a porcaria que desde aí para a frente se fez, fico sem vontade de ver seja o que for e já não acredito em surpresas criativas. 
Os filmes assemelham-se a histórias de encantar para adultos imaturos que não cresceram ou cujos 20 anos são a nova adolescência e os 30 a nova idade adulta. 
 
O La La Land, pelo que ouvi, é uma história de amor desencontrado em jeito de musical. 
Primeiro não acho piada nenhuma a musicais e consequentemente a um género mais rasca tipicamente português, a revista, acho mesmo um parente muito pobre do teatro ao ponto de o rebaixar a rábulas de riso fácil com cantadeiras de Moulin Rouge, por outro lado não gosto de histórias de amor sem densidade, embaladas na dança e contadoria.
 
Mas uma mentira dita muitas vezes passa a verdade, tal como as obras de arte que não o são passarão a ser obras de valor incalculável porque um bando de borra-botas se eleva a uma elite de emproados que incrementam a importância da obra de arte a ponto de a tornar indissociável e indispensável na vida do dia-a-dia. 
Eu sou artista, melhor, pinto uns quadros e tenho jeito para o desenho e nunca vendi a minha arte como essencial à sobrevivência de alguém ou que ponha comida na mesa e mate a fome aos filhos. 

Desde sempre, agora ainda mais, ouço os actores queixarem-se que estão desempregados, são eles e uns milhares de portugueses; que sobrevivem com dificuldade, são eles e mais uns quantos pensionistas que recebem uma miséria ao fim de cada mês.
Também se fartam de berrar aos sete ventos que é essencial levar público ao teatro e que a cultura é indispensável para  despertar a critica e a consciência social nas massas. 

Tanta baboseira senhores artistas, um gajo de barriga vazia pode olhar para um quadro mas não o aprecia como deve ser, nem se aguenta num espetáculo, nem muito menos gasta dez euros num bilhete que dá para uma refeição mas se outros comem barato e mal para andarem a mostrar o carro que têm, isso já é escolha do próprio cagão.
 
Por último, ouço sempre dizer que o país é pequeno para tamanhos talentos, isso já todos sabemos que somos um cu de mundo mas também existem sítios mais encafuados no meio de outras pátrias, olha o Vaticano ou o Liechtenstein.
 
Não existem países tão pequenos que não suportem grandes talentos.

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