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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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14
Nov19

O pinheiro de Natal desmaiou

Rita Pirolita

Em outros anos que não este já escrevi por esta altura sobre festejos tão hilariantes como o Natal, a Passagem de Ano e outros que tais, épocas prenhes de comilice e confusão, é o que é!

Muitos criticam a hipócrisia dos peditórios, o consumismo desenfreado, os miúdos a cagarem-se e a berrarem de medo por serem obrigados a tirar a foto da praxe ao colo do Santa mas no fundo acabam todos por molhar o bico aqui e ali.

Festas de empresa onde se come e bebe sempre demais, lá por ser o boss a pagar não têm que comer como debulhadoras e beber como camelos, correm o risco de vomitar, ficar bêbedos, fazer figuras deploráveis, ter sexo sem protecção no WC com alguém que não vai ficar calado e no fim de contas no dia a seguir se entrarem de férias menos mal, ficam à espera até ao novo ano que todos tenham esquecido as tristes figuras, caso contrário vão desejar ter sido despedidos e ir trabalhar para uma cidade a 300 km de distância para não encontrar ninguém conhecido, sem desconsiderar o facto de que o mundo é um penico e então mais vale falecer!
A seguir aos impessoais jantares de empresa, onde todos fingem aturar-se no limite da tolerância, seguem-se os amaldiçoados jantares de família, não menos controversos, onde se finge conviver na paz do Menino Jesus e se oferece quinquilharia uns aos outros, atiram indiretas sobre heranças mal repartidas, comem e bebem, alguém se sente mal e tem um ataque cardíaco, se sobreviver vão convidá-lo todos os anos em nome da peninha, se morrer recorda-se na mesma mas é menos um à mesa a dar despesa ou a babar-se!
Compram-se prendas à pressa ou programadas mas sempre em barda, sem esquecer as caixas de chocolate em promoção para os esquecidos de última hora.
Quem pode e tem dinheiro foge desta pirosa confusão, não tem trabalho com jantares e louça empilhada até ao tecto, quem não pode grama com os inconvenientes da silly season à volta de um pinheiro foleiro com enfeites verdes e vermelhos, que são duas cores que ligam sempre bem, uma combinação de extremo bom gosto, isto se não tiverem cães, gatos ou gente como eu que basta passar por perto e a árvore desmaia, todos pensam que faço de propósito por não ser uma época de júbilo para a minha pessoa mas o facto é que ando há anos a tentar convencer a minha sogra que o pinheiro de Natal é que não gosta de mim!

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