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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

20
Mar20

Covid, convida

Rita Pirolita

Ora aqui vai mais uma inóspita dissertação sem esperar que me odeiem ou que pelo menos não fiquem a gostar menos de mim!
O mundo quase inteiro em confinação doméstica e eu a não sentir quase diferença nenhuma, espero que daqui a um mês ou dois me sinta ainda melhor ou na mesma pelo menos.
Não tenho momentos de irritação com o expresso mal servido ou o empregado mal disposto, se já me afastava de conflitos, agora não apanho de todo, gente em filas a reclamar de tudo e mais alguma coisa, faço compras quando preciso mesmo, coisa que já fazia, não convivo com ninguém nem sinto necessidade o que já acontecia, agora mais, não preciso de competir no trabalho o que sempre me pôs os nervos num frangalho, competir e trabalhar com gente, gosto de trabalhar sozinha, trabalho no entanto sempre por obrigação, isso nunca vai mudar! Gosto de ter tempo para escrever, ouvir o cabelo crescer, as unhas já não tanto porque detesto cortá-las, posso cortar o cabelo em casa, o que sempre fiz mas agora com mais calma.
Sei que dependo de muita coisa, principalmente de comida porque não tenho condições para criar tudo o que como mesmo sendo vegan, também posso resolver isso se mudar de sítio, coisa que quero fazer o mais breve possível, deixar de viver num apartamento e num sítio com temperaturas negativas e verões de apenas 2 meses!
Não dependo de ginásios, unhas de gel, cabeleireiros, manicures, esteticistas, infantários, família ou gente dependente!
Só posso dizer que detestando a razão deste recolhimento, à parte isso não mudei muito as minhas rotinas e agora até tenho tempo para fazer o que mais gosto, em primeiro lugar gosto de fazer NADA sou quase perita, trabalho sempre com a perspectiva do resultado, quando termina o enfadonho trabalho tenho a recompensa directa de poder descansar e mais tarde de poupar dinheiro para viagens, não muito, sem me escravizar por um fim!
Não sei quanto a vocês mas desde que não morra nos próximos tempos seja do Covid ou outra coisa qualquer, não vou dar em louca como já ouvi muita gente, estou a gostar da previsibilidade calma da minha vida, com um pontapé na monotonia, sem sobressaltos de expectativas destruidas, os afectos sempre me foram negados, habituada que estou a passar longos periodos sem um beijo ou abraço ao ponto de não lhes sentir falta!
Se calhar sou mesmo a besta que acho que sou, não me incomoda e principalmente não incomodo nem quero ser incomodada, não estou dependente das redes socias, aliás só tenho um blog e uma conta de twitter para o divulgar, pouca televisão vejo e adoro este distanciamento sem compromisso, de escrever virtualmente, fica no ar, numa cloud para quem a quiser tocar e comentar mas sempre impossível de aprisionar, é isso mesmo que sinto, tal como a escrita, embora o corpo confinado, o meu espírito sente-se mais limpo e livre que nunca, longe da poluição humana...exceptuando o moço que me chama a toda a hora de gaiteira!

Fico muito contente que quase ninguém seja como eu, se não o mundo nem girava, obrigada por existirem, permitem-me existir assim!

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