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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

31
Mai21

As marcas do bullying

Rita Pirolita

Agora toda a gente relata a sua história de bullying na infância e como isso os marcou para a vida, é suposto que tudo marque para a vida, o que fazemos e aprendemos com isso é que é um processo pessoal, não ponham as culpas das vossas derrotas em quem vos moeu a cabeça. Por altura da primária os meus maiores bullys eram ciganos de 14 e 16 anos que eram mantidos por lá porque não iam às aulas e por isso não passavam de ano...nunca parei de estrebuchar! Os miúdos são sinceros, espontâneos e chegam a ser cruéis, quando crescem é que ficam dissimulados e mentirosos, uns adultos chatos. Todos demos e levámos na corneta e isso fez-nos crescer mas parece que agora querem todos viver num mundo de algodão doce de adultos infantilizados que reclamam responsabilidade que nunca tiveram a crianças ou adolescentes. Acho de um pedantismo e afronta despejarem as vossas frustrações nas falhas dos outros, ainda para mais em gente pequena que está a crescer num mundo que todos vão minando sem pensar!

31
Mai21

O que faz na vida?

Rita Pirolita

Quando conheço alguém nunca pergunto o que faz na vida, não me interessa, não define caracter...igualmente não gosto que me perguntem, não abona em nada a imagem com que fico de quem quer saber!

31
Mai21

Evangelizar

Rita Pirolita

Acabo de conhecer casal, conversa puxa conversa...
- Ai e tal somos todos vegan lá em casa.
- Eu também como começaram?
- Por influência da filha mais nova.
- Pois, lá em casa sou a única mas também não evangelizo ninguém como fazem os Jeová e os da Herbalife
- Nós somos evangélicos...

26
Mai21

Aguenta firme

Rita Pirolita

Quando no 1° período o professor de Filosofia te diz no intervalo:
- Desculpa, apesar de mereceres um 20 só te posso dar 18, no 1° período nunca deixam dar nota máxima para o aluno não se desleixar mas se o mereces agora no final do ano ainda mais, aguenta firme!

Depois a quem merecia um 9 davam um 10 para não esmorecer os preguiçosos que chegavam ao final do ano a continuar merecer não passar mas passavam e eu tinha que provar até ao fim que merecia o que me deviam ter dado no arranque!
E se eu morresse pelo caminho, o meu 20 perdia-se!?

 

26
Mai21

Crucificam

Rita Pirolita

Em Portugal são imensos, sempre demais, os casos de violência doméstica, vítimas que morrem às mãos dos agressores que continuam em liberdade...dois miúdos na idade ainda de andarem a pular e ao pontapé até às pedras e vocês crucificam meio mundo sem assumirem uma ponta de responsabilidade?

Percebo a vossa indignação mas todos fomos criados num mundo de competição na escola e para o trabalho, não se esqueçam que o bullying na adolescência continua como racismo ou outras fobias sociais em adultos! A CULPA É DE TODOS, TODOS FORMAM A SOCIEDADE, PAIS E ESCOLAS!

26
Mai21

Bullying

Rita Pirolita

O Bullying pode manifestar-se de várias maneiras, físico, psicológico e/ou social, aquele de que fui vítima e a palavra bullying ainda não era conhecida, foi a nível de socialização, fui posta de parte por colegas na secundária, porque até aí, naquela altura como crianças não éramos incentivadas a competir agressivamente mas na adolescência já começávamos a ter alguma noção dessas atitudes. Fui sempre boa aluna sem grande esforço, duas coisas que irritavam muitos colegas, não era feia, outra coisa que irritava e tanto era competente na matemática, filosofia, português, história, francês, desenho (a minha paixão de sempre) como na educação física. Tudo isto era uma bomba para os invejosos, outros achavam que não teriam parlapié para mim por apresentar redacções de trabalhos complexas que só os professores entendiam e até tentavam desvanecer a diferença não dando muita importância na apresentação mas acabando por avaliar o meu trabalho muito positivamente o que se reflectia nas notas de pauta! Por tudo isto ninguém falava comigo nos intervalos e nunca me convidavam para festas ou saídas. Comecei a arranjar amigos em Lisboa que não sabiam nada de mim na Margem Sul, com quem saia e me divertia à noite, inclusivamente optei por namorar sempre com pessoas longe da minha área de residência para evitar confusões e coscuvilhice. Andei assim até quase terminar a secundária e no último ano descobriram que eu existia e até era fixolas, como depois ia cada um para seu lado, universidade ou trabalhar já não tinham que competir ou invejar, também é verdade que por essa altura já estava eu farta de gozar a vida em Lisboa, Porto, Aveiro, Braga, as noites loucas que passei nestes sítios, onde houvesse festa eu ia e quanto mais longe de casa melhor. Mais tarde comecei a encontrar os colegas de escola, muitos tinham casado, eu não, tinham filhos, eu não, divórcio, eu não, drogavam-se, bebiam, estavam gordos e acabados e EU NÃO. Nunca tive pena de nenhum, escolheram ser assim e ainda tiveram tempo de fazer outros sentirem-se mal e pô-los de parte, eles não sei mas eu não estou nada arrependida de não ter feito o que eles fizeram. Só quero deixar aqui uma reflexão, o bullying como tudo na vida tem o tipo de força que lhe dermos, eu sei que hoje os tempos são diferentes mas as pessoas não mudaram assim tanto e sentir-me-ia frustrada e impotente se hoje tivesse que educar um filho, confesso não saberia como o fazer, por isso a todos os pais e mães desejo que tenham coragem para criar os homens e mulheres de um amanhã melhor!

25
Mai21

Expostos

Rita Pirolita

Expliquem-me a necessidade de vir para as redes sociais expor as tendências/escolhas sexuais, relatar a altura em que sairam do armário e disseram à família e amigos mais próximos? Sexo, amar, gostar seja o que fôr é para fazer e viver ou para mostrar aos outros? É uma necessidade de se auto-excluirem, vitimizarem colocando rótulos a si próprios de pertenças a grupos? Já ninguém quer ser livre e único? Querem todos descriminar a discriminação?

Sim decidi escrever a minha visão sobre este assunto que parece tão moroso e delicado de tratar mas depois é dado à brejeirice pelos próprios. Lamento reconhecer mas vivemos numa época de extrema confusão em que a maioria pensa numa liberdade tão mirrada que a caixa pequenina onde se mete nem um vislumbre de prisão lhe parece. Assim vai a sua existência, classificados como galinhas de aviário, a que esgravata com a pata esquerda é de uma categoria, a que o faz com a pata direita é de outra mas se fizer com as duas, esperem aí num cantinho que ainda vamos criar uma nova categoria e inventar um nome, só para não se sentirem outsiders e ficarem bem controlados e encaixadinhos na sociedade, ora isto comparado é como alguém deprimido que leia um livro sobre distúrbios ou patologias psicológicas, ficar com a sensação que tem tiques de tudo um pouco e que está a caminho de desenvolver uma paranóia grave, ler o mesmo livro sem estar deprimido apenas nos faz concluir que todos temos potencial para ser muita coisa má que mais prejudica ao próprio até ou dar o pontapé na vida e sentir que podemos transformar tudo numa miríade de possibilidades de escolha no nosso percurso.

Chegada a este ponto cumpre falar da ideia de aceitação pessoal, deixa a maioria que lhes virem a cabeça e muitos fazendo mudança de sexo ou cirurgias a camuflar o envelhecimento estão a anular o seu passado, a deixar para trás a liberdade de um corpo natural e a meterem-se na prisão de espera e sofrimento de um corpo artificial, feito à medida de uma cabeça manipulada e confusa a que os cirurgiões nunca dizem não para assim continuarem a assinar obras experimentais em corpos humanos e a ganhar ao mesmo tempo rios de dinheiro! 

Pensa a maioria que se estiverem associados a uma classificação estão mais protegidos do mundo, evitam assim conviver com os demais com escolhas diferentes, a inclusão é uma miragem, cada grupo se sobrepõe ao outro em reivindicações, em marchas de orgulho que mais descredibilizam a seriedade da sexualidade de cada um, existe uma fábula vivencial, um circo que transfere para o dia-a-dia, exposição manietada, exibição de corpos e gestos que não reclamam respeito nenhum. Aprender a aceitar o que a natureza nos dá é ter mais tempo de exploração numa vida, cortar essa informação a meio do percurso é reprogramar e baralhar, nunca será nascer outra vez.

Mais uma vez abordo a questão da responsabilidade, assumir o que somos fruto das nossas acções, se diz quem tem necessidade de assumir perante o mundo a sua condição sexual, que isso lhe levou algum tempo de reflexão e escolha até, é porque não se é livre em aceitar, tem que se encaixar num nome, num trejeito, numa intenção, ninguém quer saber se vocês são de relações estáveis ou não, façam tudo de forma convicta e por vontade, sem enganos para os outros e mais importante sem enganos para vocês próprios.

Sendo uma mulher e depois de muito insistir para parecer um homem não me devo convencer que passadas muitas tomas de hormonas e barba a crescer passarei a ser um homem, não, vou viver e morrer como mulher sempre!

É triste mas acaba por se perceber que as pessoas são menos felizes do que tentam parecer e sim estão sós, vazias e com uma sede de aceitação e justificação da sua existência ao mundo que me parece atabalhoada e fora do sítio! Precisam de ser amados e saber amar, como nada têm, venham os likes virtuais que parece os satisfazem qb! A mim descansa-me mais que as pessoas estejam felizes...

A exposição não vai mudar a mentalidade dos homofóbicos, poderá encorajar outros a assumirem-se? Não sei, é um processo e evolução tão pessoal que não deve merecer tal exposição a desconhecidos virtuais e a verdadeira intenção nunca chega a países onde ainda matam por isso!

Ninguém é mais diferente e somos todos diferentes! Já tudo existe desde sempre a humanidade é que põe amarras e rótulos para depois ter a sensação que se liberta, quando já se nasce livre! Cada um que ame livremente sem rótulos, que não se precise de fazer match no Tinder e encaixar num perfil!

Porque vivemos na ofensa provocada da palavra e não na essência da acção, queremos tudo agora e já, não se pode pensar que um gordo que passe por nós é gordo? Mas posso desejar mal ao vizinho e não apanhar o cocó do meu cão? Tenho que ter pena do gordo ou espero que ele descubra o mais rápido possível que ser assim não é saudável e que se chegou ao estado em que está por insistência em comer, o reverter da situação se dará por insistência em comer menos? Temos que gostar de nós ao ponto de reconhecer a situação e melhorar, não devemos gostar num amor próprio cego que leve à apologia de pouca saúde mental e física.

Deviamos ser responsáveis pela nossa felicidade, seríamos tão mais livres!

15
Mai21

Sem desculpas

Rita Pirolita

No meu percurso escolar vi sempre os mais desenrascados terem que abrandar o ritmo pelos mais preguiçosos, para mim foi mais um turn off imenso que o ensino me deu, isto também é discriminação, sem tratamento igual, o real coitadinhismo sempre a nivelar por baixo!

Nem todos temos jeito e inclinação para o mesmo, os desafios e temáticas são lançados e os alunos mostram o que valem com o seu esforço para assim também irem definindo o seu percurso...não tem que se amparar, tem que se estimular! Além de que as crianças devem lidar desde cedo com a frustração de não conseguirem algo, somos humanos, não somos perfeitos, depois há aqueles com dificuldades diagnosticadas, devem ter apoio especializado, os preguiçosos nunca sentem frustração nem devem ser adolados!

Os professores não têm que puxar pelo aluno para passar de ano o aluno é que deve provar que merece, é ele que está a adquirir valências! A frustração também se dá não só naqueles que não conseguem acompanhar matéria  mas também naqueles cujo ensino não os satisfaz nem reconhece a sua curiosidade travada a fundo pela cultura do facilitismo!

Antes que me acusem de uma visão simplista prefiro antes chamá-la de essência sem desculpas!

 

 

13
Mai21

Caranguejo

Rita Pirolita

O típico tuga-caranguejo-que-vive-no-balde-sem-ver-o-resto-do-mundo-e-inveja-e-puxa-para-baixo-quem-quer-ver falou mal que se fartou do Zmar mas dos parques de campismo da Caparica construídos em dunas e na orla marítima ninguém se importa, porque parecem bairros de pobres, né?!

Um parque de campismo nunca deveria funcionar como primeira habitação, eu também gostava de viver junto à praia por 300€ mês!

São espaços que sobrelotados não têm segurança nenhuma, todos em cima uns dos outros como um campo de refugiados e com lista de espera de anos para quem queira ir lá passar umas férias que seja, as parcelas passam entre familiares, isto é o oposto de um parque de campismo que tem rotatividade para todos poderem usufruir!

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