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Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

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Contos e Descontos

30
Abr21

Jardins de relva

Rita Pirolita

Em Portugal nunca percebi a lógica dos jardins com relva, será que como qualquer pobre sonhamos ser um craque do golfe ou da bola?

A relva é um engano, tem alta manutenção e a que vendem já vem com sementes de erva daninha para se gastar em herbicida, esperteza saloia vendida a saloios e aquilo a que se chamam ervas daninhas são espécies locais, é biodiversidade, as urtigas podem-se comer por exemplo.

Luxo e riqueza não é ter um relvado só para olhar,  mostrar aos vizinhos e nem pisar para não estragar, é sim ter um jardim com espécies autoctones, não poluente, que não precise de herbicidas ou fertilizantes e de baixa manutenção, lavanda, rosmaninho, alecrim...temos beleza, perfume e tempero e até as abelhas agradecem.

Há um problema de educação e de consumismo desenfreado que assenta no 'estou-me a borrifar para a água que gasto e poluição que provoco, posso pagar e pronto!' Quase ninguém procura soluções viáveis e até mais fáceis de manter, faria a diferença.

29
Abr21

Caracóis

Rita Pirolita

Sou do tempo em que se compravam caracóis vivos e quando menos esperavamos tinhamos bicheza a trepar pelas paredes da cozinha, para os comer usavam-se alfinetes espetados numa rolha e o cuidado que se tinha para não deixar o alfinete cair na molhanga, senão tinha que se deitar tudo fora e voltar a encher!

29
Abr21

Orson Welles

Rita Pirolita

Não gostaria de ser famosa mas se me calhasse nesta vida tal destino tinha que ser à Orson Welles, uma guerra dos mundos no Instagram para acagaçar e despertar a humanidade para uma nova era!

28
Abr21

Super-mulher

Rita Pirolita

Sou mulher mas não sou super!
Tudo o que escrever poderá ser posto em causa por falta de vivência de algumas coisas visto que não posso estar na pele de todas as mulheres de todas as épocas.  
Nunca quis eu casar ou ter filhos, coisa a que muitos torceram o nariz e puseram em causa a minha feminilidade, estas coisas não me fazem sentir mais ou menos mulher nem nunca foram a razão da minha existência que continuo sem saber qual é, ou porque não existe mesmo ou porque não me interessa encontrá-la! 
Há uns tempos veio a discussão sobre a lei que permite ao homem contrair matrimónio 180 dias após um divórcio, enquanto a mulher tem que esperar 300 dias mas se quiser apressar a coisa terá que provar que não está grávida. 
As leis são um mal necessário, mostram que não somos pessoas de bem, somos seres das cavernas armados em senhores civilizados.
As conquistas de direitos e liberdades femininas devem ser aproveitadas e usadas com consciência e respeito por quem lutou por elas mas reconheço que muitas vezes numa sofreguidão exacerbada de independência, acumulamos tarefas para provar que somos capazes e esquecemo-nos de arranjar tempo para nos diferenciarmos dos homens.
Tenho a certeza que não existem super-mulheres por isso nem tento vestir a fatiota! 
28
Abr21

Puzzle em velcro

Rita Pirolita

Carta aos senhores dos puzzles:
Para cervicais com 50 anos ou mais sugeria que fizessem puzzles com velcro, assim posso estar a 'velcrar' e 'desvelcrar' peças em maior conforto!

25
Abr21

Iogurtes

Rita Pirolita

Carta aos senhores dos iogurtes:
Os iogurtes de soja com pedaços são doces demais, os naturais de soja são intragáveis e já agora não havia necessidade de iogurtes naturais adoçados, eu se quiser ponho açúcar, tirar ao que já tem é que não consigo...
#acriardiabeticostodososdias

25
Abr21

No dia da Revolução

Rita Pirolita
No dia da Revolução lembro-me que o meu pai queria ir comprar tabaco nem que fosse a Cacilhas que naquela altura ficava no fim do mundo. 
A minha mãe descabelava-se que "era muito perigoso", que "era uma revolução e que estaria tudo fechado em todo o lado". 
O meu pai deixou de fumar por umas horas ou talvez um dia, deixou de fumar por um mês por causa da maldita operação à vesícula e depois finalmente deixou de vez depois dos 50, agora está feito hamster atleta de passadeira de ginásio.
O meu fumar começou por curiosidade, todos começam assim já sei, mas comigo foi por ficar especada aos 7 anos a olhar para o meu pai a fumar, ele não vai de modas, “queres?” e espeta-me com o cigarro nos beiços que até embacei, ainda por cima aquilo parecia mata-ratos, SG Filtro, curto e forte, primo directo do SG Gigante, longo e forte. 
A minha mãe salvou-me do vício, com a frase, "o que estás a fazer à menina?"

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