Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

Contos e Descontos

31
Out20

Espíritos novos

Rita Pirolita

O que acho impressionante é muitos ainda acharem tudo uma novidade, a pandemia, os políticos, as atitudes das pessoas em geral...
Sóis quase todos espíritos muito novos, andais cá há pouco tempo!

31
Out20

Galinhas degoladas

Rita Pirolita

Ainda se vêem galinhas degoladas, cuecas, mechas de cabelo e gatos sacrificados nos cruzamentos a determinada lua, sinal de gente muito pouco evoluída, entristece-me tanto ainda ver isto!

31
Out20

Entregues a nós

Rita Pirolita

Embora esteja farta de ler opiniões e notícias sobre Covid, tenho apenas a dizer que sejam quais forem as medidas de contenção isto é uma pandemia, nenhum país está preparado nem tem estratégia nenhuma, estamos como sempre entregues a nós, ao tempo que passa, cura e volta a passar!

28
Out20

Perdão

Rita Pirolita

Esta ideia cristã de baixar as calças e perdoar...quem faz mal é que tem que provar que se redimiu no caso de querer tentar nova aproximação mas...porque raio quereria eu dar-me novamente com quem me fez mal? Como as pessoas não mudam com facilidade é pouco sensato da minha parte pôr-me a jeito!

25
Out20

Fim do Mundo

Rita Pirolita
 
Talvez mais lá para o fim do ano escreva sobre o fim do mundo.
Não será melhor escrever agora??? 
Porque o mundo pode mesmo acabar e é importante que deixe a minha visão e testemunho para alguém ler!
As visões apocalípticas nasceram com a humanidade que se entrega mais afincadamente nesta altura a um comportamento bipolar, que salta entre a esperança e a destruição total, imaginamos cenários de castigo para os maus, temos a firme certeza que temos sido cada vez pior uns para os outros, uns verdadeiros selvagens com os animaizinhos e com o planeta em geral e a expiação destes pecados gigantes será de tal forma brutal que não haverá salvação para nada que mexa à face da terra. 
Vem ai um Deus que nos racha ao meio, um meteorito que parte esta merda toda, um Sol enraivecido que queimará tudo, ou uma órbita terrestre que se desorienta de tal maneira que nos atira borda fora e congelamos ao sair da Milky Way. 
Mas não vivemos ou pelo menos muitos de nós, não vivem um apocalipse diário? De alimentar, vestir, calçar, educar e aturar filhos (eu não), de esticar o ordenado (eu sim), rezando para que os meses caiam para 15 dias em vez de 30? O 31 já é abuso e gozo com os baixos salários!
E antes do fim do ano que pode bem ser o último, andamos loucos a gastar a crédito no Natal, o cartão também só se paga em Janeiro, por essa altura se calhar já não estamos cá e os filhos da puta dos bancos também foram com o catano, os espanhóis é que já não vão a tempo para a troca de prendas no dia de Reis...
Até lá vamos vendo a gorda Popota que substituiu a Leopoldina, porque agora todos temos que nos assumir e ser chubby e descontraído, até é trendy, vamos aturando o berreiro das crianças, a loucura dos pais a forçarem os putos a sentarem-se ao colo do Pai Natal, cujas fotos apenas vão recordar momentos de terror, vamos aproveitando a dissimulada bondade de dar passagem no trânsito ou a raiva e stress da azáfama da silly season!
Aceitamos o paganismo promíscuo da sobreposição do Pai Natal com o Menino Jesus, enfeites foleiros e neve de lata, bonecos de neve de esferovite, aturamos a poluição sonora de músicas com sininhos que picam no cérebro como alfinetes, a dizer mentiras fofinhas sobre ajuda, bondade e paz. 
Bem, a minha sugestão é se o mundo acabar que morram todos a fazer o que mais gostam, espero que seja o amor! 
Eu pelo menos aproveito todos os dias como se fossem os últimos, nunca se sabe e tenham sempre presente as que não se deram por alguma razão são irrecuperáveis! 
24
Out20

Outubro-Outono

Rita Pirolita
O mês de Outubro nos últimos anos tem-nos brindado com um Verão prolongado!
Com Outonos retardados não pensamos tanto no Natal, as castanhas assadas não sabem tão bem, custa decidir acender a lareira sem frio suficiente, as mantas ainda alojam naftalina, o musgo e os cogumelos não se deixam ver, arroz doce e aletria, raia, anho ou cabrito no forno, arroz de barro e batatas à consoada, filhoses gordurosas e Santa Claus seboso, ai que belo entupimento do miocárdio! 
Não fosse o mês do meu aniversário e tivesse eu signo de mandona-déspota, virava o mundo do avesso, punha tudo a viver nos trópicos quentes e húmidos, sem trabalhar nem furacões, os glaciares seriam intocáveis e longe da vista,  o frio nunca tocaria osso ou faria pele de galinha, só nos gorgumilos com uma piña colada, os churrascos de rua seriam imperativos, o surf e a praia, casamento todo o ano!  
21
Out20

Dia mundial de combate ao bullying

Rita Pirolita

Ontem assinalou-se o dia mundial de combate ao bullying, li alguns testemunhos emocionantes de infâncias abaladas mas acima de tudo senti adultos que aproveitaram o pior para dar o seu melhor e crescer e amadurecer o mais saudável possível, num mundo em que tinham sempre a sensação de sobrevivência, que estava contra a sua existência, que não os fazia ter importância.
Ora bem a minha história de infância, qualquer história faria verter lágrima, a não ser que se tenha tido uma vida chata como o caralho, sem pontapés, bofetadas, chineladas no rabo que até levantavamos os pés do chão, fome e pobreza, óculos fundo de garrafa com pala ou sem ela, aparelho nos dentes (eu), gordos ou magrelas (eu), zingarelhos que chiavam por todo o lado para corrigir as pernas, cadeiras-de-rodas, surdos, mudos, vesgos e zarolhos, ossos partidos, joelhos deitados abaixo, cabeças abertas fechadas em pontos...

Se eu era feliz? Não sei, sinceramente não tinha maturidade para pensar nisso, o meu ser existia apenas numa luta diária que me parecia natural, frágil às vezes, com ou sem medos!

Ora bem, onde quer a maioria chegar já eu sei com um discurso de coitadinhismo em que o nível de competição que a sociedade actual nos vai impingindo cada vez nos vota mais à falta de sensibilidade e muita filha da putice, os nossos pais sobreviveram num mundo de trabalho normalizado sem oportunidades para queixume, a competição para objectivos comuns rouba originalidade e desvanece a diferença e carisma!
Uma coisa vos digo, na minha infância convivi com todo o tipo de gente, pobre, com deficiência, éramos honestamente cruéis como só as crianças o conseguem ser, com inocência protectora, chamavamos nomes uns aos outros e andavamos à porrada todos os dias mas ai de alguém que fizesse mal aos meninos mais fracos da nossa rua! Sim, éramos solidários na diferença, unidos, amistosos, meigos e rebeldes, estávamos todos a crescer e a maioria resultaram em adultos que não se perderam, mantiveram o foco. As gerações de hoje são desprovidas de compaixão, nunca vão aprender a gostar deles próprios, serão bebés até morrer, queixosos, pedintes de amor e carinho, a sua diferença cada vez mais se dilui num mundo cheio de vazio que caminha para lado nenhum! Não tive filhos porque não gostei de ser filha mas gostei de ser criança na minha adorada e saudosa década de 70, onde os casos de violência doméstica, pedófilia, abusos, violações, agressões...eram iguais aos de hoje apenas mais calados e mantidos entre 4 paredes por vergonha, agora temos o enaltecimento da vítima sem lhe retirar o coitadinhismo falsamente protector, não existem vítimas sem agressores, abusados sem abusadores, marginalizados sem opressores mas ó mundo e a educação para a aceitação em vez de palco para estrelas de comiseração que angariam peninha?
É mais fácil proibir e criticar, alimentar o monstro para que fique manso do que mudar mentalidades, fazer escolhas e assumir responsabilidades no percurso!
Crescer dá trabalho mas compensa e a humanidade escolheu o caminho mais fácil mas sofrido!
Já estou à espera que pouca gente se reveja neste texto precisamente pelas razões que nele apresentei!

21
Out20

Piores que porcos

Rita Pirolita

A SIDA e os macacos, a Covid e os morcegos, a cólera e os ratos...
Ó humanidade não aprendemos nada, os animais são mais selectivos que nós que somos piores que porcos a comer!

20
Out20

I couldn't care less!

Rita Pirolita

Lembram-se quando nos diziam para apanhar o cabelo porque puxava pelas raízes e assim crescia mais depressa?
Só quase aos 50 anos me pareceu que esta semana foi o caso, será ilusão, será vento? I couldn't care less!

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub