Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos e Descontos

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

Autora esporádica de contos e descontos escritos a tempo inteiro

Contos e Descontos

21
Out19

Os ricos

Rita Pirolita

Conheci um homem que morreu cheio de dividas mas gozou muito a vida, costumava dizer 'os ricos devem morrer em agonia, só de pensarem no dinheirinho que não gozaram e que deixam para outros!'

20
Out19

Custa acreditar mas...

Rita Pirolita

Eu sei que custa acreditar mas não tenho amigos ou se tenho não convivo com eles, podem pensar que me sinto orgulhosa e altiva com esta posição?...
Pelo contrário, até fico triste por não existirem pessoas do meu agrado para convívio com alguma frequência, não muita, também não exageremos, mas o facto é que as pessoas são cansativas ou estão sempre a precisar de ajuda ou estão sempre a oferecê-la porque elas próprias estão na merda e não querem admitir.
Gosto de conhecer e me dar com pessoas apenas pelo prazer de estar em liberdade, à vontade, com poucos filtros mas é desgastante, por mais que tenha vivido não consigo encontrar isto e cada vez menos, fico por isso triste por um lado mas estou bem com a decisão de não deixar que delapidem a minha sanidade com exigências tóxicas e abuso do meu tempo e espaço, pelo hábito do convívio.
Eu sei que não sou a única a sentir-me assim, não me serve de consolo a raridade desta forma de vida mas é o melhor que vou arranjando, que me permite alguma lucidez, paz e coerência comigo própria!
Vá lá, não se chateiem comigo!

20
Out19

Zoos e Aquários

Rita Pirolita
 
 
O que fazem animais tropicais no hemisfério norte entre grades e vidros??? 
Já imaginaram papagaios ou capivaras num Zoo do Canadá? Se falha o aquecimento em pleno inverno, andam de cobertor às costas e sacos de água quente na cabeça a tomar anti-gripais com chá quente? 
E pinguins no equador? Se falha a refrigeração é vê-los a pedir caipirinhas e bebidas do género, com muito gelo se faz favor!
 
Peixes, tartarugas, lontras e outros que nem me quero lembrar, enfiados em aquários que comparados com o seu habitat natural parecem sanitas.
Nos peixes é difícil ver expressões de tristeza ou revolta mas imagino que sejam animais angustiados e ninguém se importa com isso! Basta limpar a merda do aquário e dar a porção diária de comida que já nos consideramos muito amigos dos animais e grandes defensores da natureza.
 
Os golfinhos andam quais peixes voadores telecomandados, aos saltinhos de um lado para o outro para gáudio dos petizes.
Os animais do circo, os touros de morte...enfim, extensa lista de onde de vez em quando se destacam uns exemplares que abocanham ou encornam quem os tortura e tenta domesticar.
 
Mete dó olhar para estes pobres animais confinados a uma vida doméstica citadina emprestada.
Se é para as criancinhas saberem que algumas espécies ainda existem, outras estão em vias de extinção e muitas já desapareceram? Peçam ao Steven Spielberg para fazer mais filmes, desta vez com leões e girafas.
Se é para preservar espécies em cativeiro? Não façam tanta matança para depois prender os que restam em Zoos para exibição.
Por último, se é só para o prazer de olhar para seres vivos privados de liberdade, podem começar a visitar prisões e em vez de verem bichos em extinção vêm a maior praga do planeta no seu pior e melhor!
Porque não põem a render os submarinos comprados pelo Paulinho das feiras para visitas in loco das espécies? Um deles até podia ser transformado em carro anfíbio para excursões ao longo da costa africana e algumas incursões na exótica savana.
 
Andamos todos a brincar às arcas de Noé mas a Revolta dos Porcos pode não estar assim tão longe de acontecer!!!
19
Out19

Grávidas ou gordas?

Rita Pirolita
 
Por causa de umas fotos de uma cantora, que mostrou o seu corpo após um mês de ter sido mãe do segundo filho e também porque sempre existiram grávidas, magras, assim-assim, balofas, gordas, baixas, altas...
 
Estar grávida deve ser muito bom e motivo de orgulho para quem gosta. 
Eu que não tenho filhos por opção, tenho uma visão muito objectiva e distânciada o suficiente, para não criticar e apenas constatar factos. 
Na boca de muitas mães, a beleza da maternidade sobrepõe-se a mazelas, ao mau estar, à depressão, à emoção, ao choro por tudo e por nada, ao peso excessivo, às  noites mal dormidas, às crostas nos mamilos, às estrias, às pernas inchadas que nem um elefante, a uma recuperação lenta e dolorosa fisica e sexual, mas muitas e com as redes sociais ainda mais, começaram a mostrar que como tudo também este estado de graça das mulheres, tem um lado menos bom e mais desconfortável, que elas, de sorriso na cara, querem partilhar com o mundo e preparar futuras mães para coisas naturais que acontecem a quem tem um ser dentro de si a crescer sem parar, até que não caiba mais e tenha que saltar cá para fora.
Não me choca nada ver grávidas ou mulheres após o parto com uns quilos a mais, o seu corpo conta uma história que espero, esteja mais repleta de curvas felizes que tristes percalços. 
As mulheres acabam sempre por ser as piores críticas umas das outras, a verdade é que não se deve incentivar a obesidade ou a anorexia e sim promover a aceitação.

Neste caso vou falar de momentos embaraçantes entre géneros diferentes, pondo a cabrice feminina de parte.
O moço tem sido vitima de enganos sucessivos que lhe têm custado amizades e provocado alguns amuos. 
 
Das muitas vezes que encontrou colegas que já não via faz muito tempo, para ai desde a secundária, em alguns casos precipitou-se e perguntou para iniciar conversa por cortesia, quantos meses faltavam para a feliz hora da cria saltar cá para fora? Ao que percebia pelo embaraço ou simples linchamento com o olhar, que aquilo não era gravidez mas sim casos graves e de gravidade lipídica. 
Começou a aprender com as repetições de maus encontros, que se não conseguia distinguir uma orca de uma orca grávida, mais valia ficar calado para não andar sempre a meter a viola no saco e não ir cantar a mais freguesia nenhuma. 
Estes breves encontros, encurtados ainda mais pela nossa estupidez e precipitação, acabavam com a triste justificação do outro lado, que o seu estado se devia a um problema de tiróide e não de gula. 
Para mim esta explicação chegava e sobrava, para aquilo que queria saber de alguém que não via faz anos.
 
A mim também me aconteceu com amigos meus, que não tinham gravidez nenhuma a não ser de cerveja, parece que tinham sido atacados por um enxame de abelhas e andavam num torpor tal como se fossem alérgicos às picadas e estivessem só na esplanada à espera que passasse, para se atirarem ao caminho para casa, de cabeça mais leve.

É por estas e por outras, que o moço para não se sentir discriminado continua seriamente e com afinco a tentar a sua sorte, como candidato à maior barriga Nenuco do ano.
 
Nenhum de nós alguma vez fez observações intencionalmente maldosas, fosse a quem fosse mas a nossa inocente distracção, culminou em momentos de vergonha e embaraço.
 
Perdemos a oportunidade de reatar contacto com alguns amigos à pala desta brincadeira e mesmo que emagreçam ou deixem de beber tanta cerveja, nunca mais na vida os vamos recuperar.
19
Out19

Puto português vs puto 'amaricano'

Rita Pirolita

 

 

As comparações que vou fazer foram todas comprovadas in loco.  
Os putos 'amaricanos' têm um pai que para os vestir, pôr na escola e alimentar, tem 2 ou 3 empregos, por isso só o vêm de 2 em 2 semanas, de barriga empinada, em frente ao barbecue com uma cerveja na mão, faz hambúrgueres em barda com um molho picante e pensa que fica a saber falar mexicano, come cachorros em pãozinho branco que parece algodão e derrete marshmallows espetados num pauzinho, na fogueira do gazibo. 
Convida os amigos para o backyard com hora marcada de chegada e de partida, desde que tragam cerveja não pagam entrada na festa. 
Os putos bebem Coca-Cola e a sua noção de comida saudável resume-se a comer tudo acompanhado de pickles, o cu agradece, não chateiam, passam a tarde a fazer bombas na piscina com o chihuahua a ladrar sem parar, rola uma weed entre os adultos e o ar cheira a uma mistura de suor com chulé e merda. 
A meio da tarde já estão todos com um tremendo escaldão nos cornos, mais duas horas acaba a cerveja e vai tudo para casa.
 
A familia do puto português: 
Nem o pai nem a mãe trabalham, vivem da reforma da velhota acamada e de uma tia que já morreu, que pelas contas já tem mais de 120 anos, têm por isso tempo de andar na festarola dia sim dia sim, sem dar tempo da ressaca se instalar. 
O menu é variado, desde salada de pimentos, sardinhas,  caracóis, bifanas e piano acompanhado de bom pão e bem regado com Sagres, vinho carrascão e Licor Beirão.
As Renatas Vanessas e os Brunos Miguéis, bebem Trina e Cola marca branca do Continente e quando ninguém está a ver escorricham os copos dos adultos, por esta altura os mesmos petizes já cortaram o rabo ao pitbull para se parecer com um boxer e o cão danado, já distribuiu dentada por todos. 
Debaixo de um calor abrasador e na falta de piscina, dá-se banho de mangueira a todos. 
A policia é chamada trinta vezes ao local por causa da kizomba em altos berros e dos rateres. 
O cheiro a incenso do chamon, comprado fresquinho na Quinta do Conde, acalma toda a gente, joga-se uma bilharada na tasca da esquina e a noite continua em alegre diversão, até que a cerveja os separe.  
19
Out19

Pânico

Rita Pirolita
 
 
 
Quando o telemóvel toca entro logo em pânico, o coração parece que me salta da boca, hesito em atender e fico a olhar para o écran a dar tempo para que do outro lado reconsiderem, desliguem e se arrependam de incomodar esta alminha preciosa, é um alivio se não voltarem a insistir, sinal que foi engano e ninguém queria falar comigo! 

Muitas vezes prefiro ficar na dúvida e desligo o terror eletrónico.
 
18
Out19

Vida enganada

Rita Pirolita

As poucas coisas em que fui acreditando ao longo da vida e não falo do Pai Natal, Deus, princesas, fadas, unicórnios...revelaram, não muito tempo depois, que não eram absolutas, a minha opinião e visão ia-se completando ou destruindo, com elementos muitas vezes pouco positivos.

Falo mais uma vez da macrobiótica e do período em que andei metida nisto até à ponta dos cabelos, pensava eu...

Comecei a frequentar retiros, conferências, workshops, restaurantes, seminários e a conviver quase somente com este grupo de pessoas.

Não nego que me sentia melhor em termos fisicos e até diria espirituais.

Comecei a abrir os olhos, quando descobri alguns comportamentos de compensação, face à rigidez das regras desta filosofia de vida, que para mim confesso, nunca foram difíceis de seguir, dai ter chegado à conclusão que estava preparada para ir em frente sem qualquer sacrifício e até com muito prazer, no entanto, algumas pessoas faziam das tripas coração e conseguindo enganar os outros por algum tempo mas não a si próprias por muito mais, acabavam por se render a tentações e vícios que nunca as tinham abandonado.

Dava com alguns a comer carne e a fumar às escondidas.

A vida é curta demais para ser enganada!

18
Out19

Pegada de dinossaura líder

Rita Pirolita
 
 
Eu fui uma dinossaura líder. Passo a esmiuçar a sentença.
 
Certo dia andava eu a saltitar numa tarde quente de verão, quando um trolha que andava a cimentar o passeio à volta do prédio me pediu para chegar perto dele e tirar o chinelo.
Eu, qual princesa morena, sem sapato de cristal, sem príncipe ou carruagem e com um enorme para a minha idade mas proporcional à altura, acedi ao pedido, aproximei-me, atirei o chinelo para o lado à rufiona e dispus o meu aos encantos das suas ásperas mãos, delicadamente pegou-me pelo tornozelo, levantou-me o do chão e com precisão pressionou-o contra o cimento fresco, eu não disse nada mas ele percebeu pelos meus olhos que aquele momento tinha sido de uma importância únicainolvidável para o resto da minha vida...
De facto aqui estou eu a lembrar-me desta passagem como se fosse ontem e se não esqueci até hoje não esquecerei até morrer!
Se ainda não deitaram o prédio abaixo ou não renovaram o passeio, a minha pegada continua por lá!... 
 
Noutro dia de verão, no mesmo sítio, ou melhor no pinhal onde brincávamos junto aos prédios, um cigano do outro lado do vale, do nada resolveu passar-me uma rasteira, não me lembro se antes lhe tinha feito alguma coisa, se calhar fiz, eu também não era boa de assoar, caí desamparada no chão, quando me levantei ainda atordoada comecei logo a correr atrás dele, ele ao tentar escapar da retaliação foi apanhado por 4 rapazes do meu grupo que o encostaram a um carro e agarrando-o pelos braços o puseram claramente à minha disposição para fazer o que me desse na cabeça, não pensei duas vezes, com a raiva que tinha desatei ao pontapé e à chapada mas passados 3 segundos pareceu-me que a vingança estava feita e a partir dali seria uma injustiça e cobardia continuar a bater em alguém que não se podia defender, assolou-me a pena, fiz sinal para os meus colegas o largarem e lá foi ele para casa a resmungar com promessas de mais violência na próxima vez que me encontrasse, que seria no dia a seguir na escola...
Não aconteceu mais nada entre mim e ele, parece que ficamos quites. 

Se na pegada me senti princesa aqui senti-me rainha controladora do povo, dominadora de massas e ideias, capaz de mobilizar ordes de seguidores para atingir os meus fins, qual wonder women com poderes extra-humanos.
 
Foi bom mas ainda bem que eu era apenas uma criança na pequenez do seu poder malévolo e naif!
Esta não seria de certeza uma pegada que eu gostaria de deixar no mundo.
 
18
Out19

Ensinamentos milenares

Rita Pirolita
Já escrevi várias vezes sobre os preços pornográficos praticados em seminários e retiros de bem estar, amor e espiritualidade elevada, como também escrevi que só vai quem quer e pode pagar. 
Cheguei à conclusão que não se deve dar dinheiro para alguém repetir ensinamentos milenares em jeito de propaganda comunista e lavagem cerebral, para depois ir gastar em ganzas para se inspirar para o próximo ajuntamento de papalvos.
Confesso que na altura que ia a estes encontros, andava na fase da descoberta mas não era por isso que me deixava enganar e ia a todas, em primeiro lugar ia a tudo que era gratuito, para ver se gostava. 
Nunca cheguei a gostar de nada ao ponto de pagar!
Durante este estado de graça que não durou muito, fui um dia convidada pelo namorado de uma amiga minha, para assistir a uma sessão budista e lá fui contente e maravilhosa ao fim do dia até à rua do Elefante Branco, onde me enfiei numas escadas estreitas de um prédio antigo até uma sala, que se tinha uma janela devia ser tão pequena que ou não a vi ou não me lembro, para esta memória contribuiu em muito a sensação de sufoco, de ar saturado e pesado num compartimento não muito grande, aliás, apertado para meia dúzia de gatos pingados, vestidos de rastafari festivaleiro, descalços e ajoelhados nos tapetes coloridos que cobriam o chão. 
Pareceu-me que tínhamos chegado mesmo em cima da hora e a sessão estava prestes a começar ao som de um sino que se fez ouvir das mãos do mestre. 
Para o meu amigo e eu, apenas restava um buraquinho onde nos enfiamos com trejeitos de 'Desculpa' e 'Namastê' para ti também, sim tu, vizinho da frente, ao qual quando me baixar em posição de saudação vou conseguir lamber os teus calcanhares e tu vizinho de trás, desculpa não ter caprichado na pedicure esta semana e se sentires algum bafo orgânico, possivelmente fui eu mas não te preocupes que vindo de mim são tudo frescos do dia e a vasilha está sempre lavadinha.
Lá levantei e baixei a moleirinha 500 vezes, ao som de um bongo miniatura e abandonei o local ao som do sino, de mãos juntas em agradecimento.
Disse adeus ao meu cicerone e que tinha gostado muito mas que não me convidasse para a próxima, porque vinha ai o Verão e ia estar muito ocupada...a levantar copos, com a regueifa sentada na esplanada.
Saí do prédio, enchi o peito de ar poluído mas fresco, já tinha caído a noite e as putas pululavam naquela rua.
Rumei a casa com uma certeza nessa noite: as putas não são as únicas que fazem fretes e rezam todos os dias de cu para o ar...para sair dali para fora!
18
Out19

Encontros gourmet

Rita Pirolita
 


Hoje em dia já não sei como se processam os primeiros encontros de pessoas adultasnem sempre maduras e responsáveis…isso não interessa!
Vou arriscar imaginar um primeiro jantar nos dias de hoje de um casal que pode ser hetero, homo…isso também não interessa!

Para impressionar, combina-se jantar num restaurante gourmet com Chef de nome francês, se não tiver estrelas Michelin tanto melhor, tem a mesma qualidade ou até é melhor e poupas 5 euros na conta final, sempre dá para o pequeno almoço!

Tens pratos do tamanho de folhas de nenúfar e talheres que não vais usar
Prepara-te para usar a visão e o olfato durante 5 segundos e o paladar durante 3.

O Chef vem à mesa quando vais a meio da refeição, ou seja passado um segundo, dizer que tudo é feito com produtos frescos e muito amor, mentira! 
A comida é enlatada ou já está preparada desde o dia anterior, metida no frigorífico à espera de pacóvios como vocês para jantar. Digo isto com conhecimento de causa, há alguns anos atrás, um amigo meu trabalhava numa das pizzerias mais caras de Lisboa, o estranho é que ele não percebia nada de cozinha e era precisamente onde estava... tinha que tirar as lasagnas do Lidl do congelador e parti-las ao meio para fazer 2 doses!  Assim também eu!

A equipa maravilha está ali para os servir e proporcionar experiências inesquecíveis, quando os únicos no restaurante são o empregado e o Chef.

Além de pouca comida não podes rapar o prato, parece mal, por isso conta comer dois terços do que foi servido, se tiveres azar a única ervilha do prato que tentas apanhar com o garfo sai disparada e aterra na mesa ao lado porque está crua!...

Com pouco no estômago fica-se bêbedo com dois copos de vinho comprado no Aldi e que no restaurante custam tanto como 30 garrafas.

Estes jantares demoram pouco tempo, não mancham a roupa e deixam o estômago e a carteira vazios.

 

Pagas, não arrotas porque é má educação e não acabaste de comer como gente.  
Podes esquecer o nome do restaurante sem sentimentos de culpa, não é daqueles sítios que se recomendem ao melhor amigo, para inimigos.

Na saída, sorriso 33 de quem foi enganado uma vez e não volta a cair na esparrela.

Como não se vai repetir esta experiência inolvidável, não vais sofrer de má nutrição, alguma fraqueza é certo mas animaditos pelo vinho, não risco de flatulência que interfira com o sexo e que parece sempre mal num primeiro encontro, passam assim por seres que não se peidam em situação alguma até ao fim da vida.

Confesso que a refeição que mais me encheu a alma até hoje foi um pão alentejano e uma lata de atum a dividir com o moço, dentro do carro, a ver o pôr-do-sol algures na costa alentejana.  

Pág. 1/3

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub